TCC - Bacharelado em Ciências Biológicas (Sede)

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    Modulação biométrica, bioquímica e oxidativa em Lippia alba submetidas a elicitação foliar com quitosana
    (2025-08-04) Moura, Yasmim Maria de Albuquerque; Sperandio, Marcus Vinícius Loss; Silva, Mirella Larissa Lima da; http://lattes.cnpq.br/3563112330979569; http://lattes.cnpq.br/4157291425794314; http://lattes.cnpq.br/8855372682458126
    A Lippia alba é uma espécie de arbusto aromático amplamente utilizada na medicina popular no tratamento de distúrbios gastrointestinais e respiratórios devido às suas propriedades terapêuticas. Esse potencial farmacológico é resultante do acúmulo de metabólitos secundários no interior de suas folhas, o que também confere seu aroma cítrico característico. Na agricultura, uma das principais ferramentas para potencializar a produção de metabólitos específicos é a elicitação, sendo a quitosana um dos compostos mais estudados atualmente. No presente trabalho, foram analisados parâmetros como a altura, número de folhas, diâmetro do caule e biomassa, além da atividade proteica e enzimática. Foram obtidas 24 estacas a partir do banco de germoplasma da UFRPE/SEDE e cultivadas em sistema hidropônico, seguida por aclimatação em areia e substrato comercial (1:1). As plantas foram transferidas para vasos e submetidas à elicitação após 30 dias. O experimento utilizou três tratamentos: controle com água destilada, ácido acético a 0,5% e quitosana a 4,0 g/L-1. A coleta das plantas foi realizada 15 dias após a elicitação. As folhas e raízes foram separadas e armazenadas para posteriores análises bioquímicas, incluindo a quantificação dos pigmentos foliares e a determinação das concentrações de malondialdeído (MDA) e peróxido de hidrogênio (H₂O₂). Adicionalmente, foram analisadas a atividade de enzimas antioxidantes catalase (CAT), ascorbato peroxidase (APX) e superóxido dismutase (SOD). Os resultados obtidos apontam que a elicitação com quitosana teve efeito modulador positivo em parâmetros de crescimento, tais como altura e massa fresca. Houve uma visível redução nos teores de pigmentos fotossintéticos. Adicionalmente, apesar das plantas elicitadas apresentarem teores elevados de MDA, os níveis de H₂O₂, a atividade enzimática e a concentração de proteínas mantiveram-se estáveis entre os tratamentos. Também foi observado que o ácido acético isolado teve efeitos moduladores nas plantas elicitadas. Dessa forma, a elicitação com quitosana continua como uma potencial ferramenta para melhoramento do rendimento de culturas vegetais, apresentando resultados positivos em plantas de L. alba.
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    Macroalgas verdes do gênero Bryopsis no processo de germinação e crescimento de Phaseolus vulgaris l. E Zea mays var. everta
    (2025-03-19) Marques, Saulo Carlos Cavalcanti; Gama, Watson Arantes; http://lattes.cnpq.br/8692563615933473; http://lattes.cnpq.br/8198087856258748
    As macroalgas, pertencentes aos filos Chlorophyta, Rhodophyta e Ochrophyta, desempenham um papel essencial nos ecossistemas costeiros e apresentam diversas aplicações econômicas. Entre suas utilizações, destaca-se a produção de biofertilizantes, que atuam na melhoria da fertilidade do solo e no crescimento vegetal por meio da oferta de nutrientes essenciais, como nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). O gênero Bryopsis, uma macroalga verde amplamente distribuída em mares tropicais e temperados, possui potencial para ser utilizado como biofertilizante devido à sua composição rica em compostos bioativos e nutrientes. O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da macroalga Bryopsis como biofertilizante no processo de germinação e crescimento das culturas de Phaseolus vulgaris L. (feijão-comum) e Zea mays var. everta (milho de pipoca). O experimento foi conduzido utilizando três substratos diferentes: areia lavada enriquecida com macroalgas, areia lavada com húmus de minhoca e areia lavada com vermiculita. O processo incluiu a coleta, secagem e moagem da macroalga para sua incorporação ao solo, seguido do plantio das sementes e acompanhamento do desenvolvimento das plantas por um período de 30 dias. Os resultados indicaram que as sementes de feijão tiveram uma taxa de germinação elevada em todos os substratos, enquanto as sementes de milho apresentaram baixa taxa de germinação, possivelmente devido à alta umidade do solo. Em relação ao crescimento das plantas, as plantas cultivadas no substrato com macroalga apresentaram desenvolvimento semelhante em comparação às que cresceram no substrato com húmus de minhoca e vermiculita. Entretanto, a utilização de Bryopsis como biofertilizante demonstrou potencial, especialmente por ser um recurso abundante e sustentável, podendo ser uma alternativa viável para o enriquecimento do solo em regiões litorâneas. Dessa forma, embora os resultados não tenham demonstrado superioridade do biofertilizante à base de macroalgas em relação aos demais substratos utilizados, seu uso ainda se mostra promissor devido à sua disponibilidade natural e potencial econômico. Estudos futuros podem explorar diferentes concentrações da macroalga e sua interação com outros componentes orgânicos para otimizar seu efeito no desenvolvimento das plantas.
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    Influência do cocultivo de bactérias promotoras de crescimento no desenvolvimento morfofisiológico de Canistrum aurantiacum (Bromeliaceae)
    (2024-03-07) Ferreira, Esdras de Souza; Silva, Cláudia Ulisses de Carvalho; Oliveira, Henarmmany Cristina Alves de; http://lattes.cnpq.br/6859724202937192; http://lattes.cnpq.br/7161911278790052; http://lattes.cnpq.br/0201835717024585
    A reintrodução de espécies vulneráveis é uma prática comum na conservação e restauração ecológica, visando combater os desafios decorrentes da fragmentação de habitats e das mudanças climáticas. No entanto, na maioria das vezes, as tentativas de reintrodução de espécies nativas, como a Canistrum aurantiacum, enfrentam dificuldades no estabelecimento de populações reprodutivase duradouras. Uma abordagem promissora para melhorar o sucesso dessas reintroduções é o cocultivo com bactérias promotoras de crescimento (BPC’s), que podem beneficiar o desenvolvimento das plantas em várias etapas docultivo. Este estudo buscou avaliar o impacto do cocultivo de BPCs no crescimento e desenvolvimento de plântulas de C. aurantiacum. O experimento foi conduzido em uma casa de vegetação anexa ao Laboratório de Fisiologia de Plantas (LFP) do Departamento de Biologia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Recife - PE. Sementes de C. aurantiacum foram semeadas em bandejas contendo substrato orgânico e areia lavada em casa de vegetação. Após 90 dias, as plantas foram transplantadas para recipientes contendo uma mistura de substrato orgânico e areia, esterilizados previamente. Foram utilizados cinco tratamentos de BPC’s, compostos por bactérias do gênero Bacillus (B. subtilis, B. megaterium e B. cereus, mix e controle), com 10 repetições cada. As plantas foram inoculadas com suspensão bacteriana ou água deionizada estéril (controle) e mantidas sob essas condições por 64 dias. Foram realizadas análises biométricas,biomassa e o teor de clorofila total ao longo do experimento. Os dados obtidos foram analisados via ANOVA e as médias comparadas pelo teste de Tukey 5%. No entanto, não foram observadas diferenças significativas entre ostratamentosem relação as variáveis analisadas. Os resultados indicam que a inoculação de BPC’s não teve um efeito significativo no crescimento e no conteúdo de clorofila de C. aurantiacum durante o período de estudo. Esse resultado sugere que outros fatores, como interações interespecíficas entre plantas e microrganismos, podem ter influenciado o desenvolvimento das plantas. Portanto, mais pesquisas são necessárias para melhor compreensão sobre a eficácia do cocultivo de BPC’s como uma estratégia de manejo para espécies vulneráveis em programas de reflorestamento.
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    Efeitos de variações na luminosidade no crescimento vegetativo de Chamaecrista rotundifolia (Pers.) Greene, uma herbácea perene da Caatinga
    (2021-12-17) Silva, Lucca Leonardo Rendall; Araújo, Elcida de Lima; Aguiar, Bruno Ayron de Souza; http://lattes.cnpq.br/2829559518802671; http://lattes.cnpq.br/6239993539613839; http://lattes.cnpq.br/5047335299627536
    Variações de luminosidade na Caatinga são decorrentes da fragmentação dos habitats e variação natural no dossel das árvores, no qual influenciam o crescimento e desenvolvimento das herbáceas. Visando compreender as estratégias de Chamaecrista rotundifolia (Pers.) Greene, uma erva perene da Caatinga, à variação de luminosidade, este estudo hipotetiza que, à medida que esse fator diminui, há redução na área, longevidade e produção de folhas dessa espécie. Os indivíduos se aglomeravam em clareiras, e ao todo 400 sementes foram coletadas de forma aleatória no fragmento de Caatinga do Instituto Agronômico de Pesquisa (IPA), Caruaru-PE. As sementes foram germinadas e 120 mudas viáveis foram dispostas em 4 tratamentos (T) com diferentes percentuais de luminosidade: T100: pleno sol, T70: 70%, T50: 50%, T30: 30%; 30 repetições cada; duração de 6 meses. Mensuramos semanalmente o comprimento e largura de folhas previamente marcadas, para que pudéssemos aferir a taxa de crescimento relativo em área foliar (TCRAf), a partir de equações alométricas específicas desta espécie. Aferimos a longevidade (LF) e produção foliar total (PTF). Avaliamos os resultados através de GLMs (Modelos Lineares Generalizados). Verificamos que não houve diferenças muito significativas quanto às taxas de crescimento relativo das folhas entre os tratamentos de disponibilidade de luz. A menor produção foliar total (PTF) foi semelhante entre T30 e T50, diferindo dos demais tratamentos. Em comparação ao T100, houve uma redução na produção de folhas em até 91,64% observada no T30. Além da maior produção de folhas no T100, observamos que este tratamento também possuía os maiores valores na abscisão das folhas (PEF) durante o monitoramento. Com mais de 97% de perda no T30, quando comparado ao T100. E quanto a longevidade foliar, verificamos que apenas 8% da variação foi explicada pela redução da disponibilidade de luz. Todas as características vegetativas analisadas se mostraram plásticas, com maior destaque para o índice de plasticidade da distância relativa dos atributos: número de folhas (0,73), altura (0,68) e diâmetro (0,56), respectivamente os traços demonstrados mais plásticos durante o estudo. Variações extremas na luminosidade normalmente têm impacto negativo no metabolismo primário das plantas, porém, especificamente para esta espécie da Caatinga, o aumento deste fator se mostrou vantajoso para o seu sucesso no crescimento e estabelecimento neste ambiente estocástico. Assim, somado a sua baixa requisição nutricional e grande produção de biomassa e deposição de nutrientes no solo, a espécie C. rotundifolia se mostrou uma excelente espécie pioneira, podendo ser usada na restauração de ambientes degradados.