TCC - Bacharelado em Ciências Biológicas (Sede)

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    Comparação do deslocamento diário do sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus) entre a caatinga e a Mata Atlântica
    (2026-02-09) Fernandes Júnior, Carlos Roberto Monteiro Machado; Schiel, Nicola; Barboza, Rafael Sá Leitão; http://lattes.cnpq.br/7409892572999631; http://lattes.cnpq.br/5314455811830714; http://lattes.cnpq.br/8585378972289405
    Compreender como o ambiente molda o comportamento espacial é essencial para interpretar a adaptação de primatas a contextos ecológicos distintos. Este estudo compara a distância diária percorrida por saguis-de-tufo-branco, Callithrix jacchus, na Caatinga e na Mata Atlântica, avaliando a influência das condições ambientais sobre o uso do espaço. A pesquisa foi realizada entre novembro de 2022 e julho de 2023, com o monitoramento de 22 indivíduos adultos distribuídos em sete grupos sociais (quatro na Caatinga e três na Mata Atlântica), totalizando 77 dias válidos de acompanhamento (47 na Caatinga e 30 na Mata Atlântica). O deslocamento foi registrado por meio de seguimento direto dos grupos durante o período de atividade diária, com marcação das coordenadas geográficas a cada cinco minutos utilizando aparelho de GPS. O comprimento do trajeto diário foi calculado pela soma das distâncias lineares entre pontos consecutivos. A comparação entre os biomas foi realizada por meio de teste t para amostras independentes, adotando-se nível de significância de 5%. Os resultados indicaram diferença estatisticamente significativa entre os ambientes (t = –3,51; p = 0,0007), com maiores distâncias médias na Caatinga (549,7 ± 256,8 m/dia; mínimo = 117,3 m; máximo = 1.122,3 m) em comparação à Mata Atlântica (371,9 ± 186,3 m/dia; mínimo = 124,6 m; máximo = 821,1 m). Além da média superior, a Caatinga apresentou maior variabilidade nos deslocamentos, sugerindo maior amplitude na exploração espacial em um ambiente caracterizado por forte sazonalidade e menor densidade vegetal. Na Mata Atlântica, os deslocamentos mais curtos e consistentes indicam uso do espaço potencialmente mais regular e energeticamente eficiente, associado à maior disponibilidade hídrica e à complexidade estrutural da vegetação. Os resultados evidenciam a plasticidade comportamental de Callithrix jacchus e reforçam que o bioma influencia significativamente suas estratégias de mobilidade e forrageamento, contribuindo para a compreensão de sua ecologia espacial e para o planejamento de estratégias de conservação ajustadas às particularidades ambientais de cada bioma.
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    Padrões sazonais de drosofilídeos (Insecta, Diptera) nativos e exóticos da Caatinga
    (2021-10-06) Morais, Lucas Domingos de Oliveira; Montes, Martín Alejandro; Garcia, Ana Cristina Lauer; http://lattes.cnpq.br/0563243377799793; http://lattes.cnpq.br/0349635170206363; http://lattes.cnpq.br/5192624756956968
    Embora possua grande extensão e número de espécies endêmicas, a Caatinga ainda é um bioma negligenciado no tocante à produção de conhecimento científico. Até então, poucos trabalhos se preocuparam em analisar a distribuição sazonal de espécies nativas e exóticas invasoras na região nordeste do Brasil, sobretudo na Caatinga. Neste estudo buscou-se avaliar a influência da sazonalidade na abundância de drosofilídeos nativos e exóticos da Caatinga. Foi realizada uma revisão bibliográfica, consultando as bases de dados da SciELO, Scopus, Science Direct, Google Scholar e PubMed. Utilizando os termos de busca “Caatinga”, “Drosophilidae”, “Seasonality”, “Sazonalidade”, “Exotic species”, “Drosophila”, “Chuva”, “Seca”, “Rainfall”, “Dry”, “Neotropical” e “Invasive species”, foram selecionados cinco trabalhos realizados entre 2010 e 2017 que investigaram a sazonalidade de drosofilídeos na Caatinga. Os resultados desses trabalhos foram investigados, e o teste de aderência Qui-quadrado foi realizado para avaliar as diferenças entre as abundâncias. Foram analisadas três espécies exóticas e seis espécies nativas, totalizando 21.428 indivíduos. Tanto as espécies nativas quanto as exóticas apresentaram preferência pela chuva, observando-se que 84,5% do total de indivíduos foram amostrados nesse período. A espécie mais abundante foi a nativa Drosophila willistoni, que correspondeu a 36,4% do total de indivíduos coletados em ambos os períodos. Todas as espécies foram mais abundantes no período chuvoso de maneira individual, com exceção da nativa Drosophila cardini. Os padrões sazonais observados são semelhantes aos de outros grupos de organismos da Caatinga, como aves e anfíbios, que também têm preferência pela chuva. A sazonalidade de espécies nativas de drosofilídeos segue os padrões observados em outros biomas do Brasil e do mundo, onde a preferência é pela chuva. Já a sazonalidade das espécies exóticas difere da observada em alguns locais, provavelmente devido ao baixo número de amostragens realizadas com espécies exóticas. Os resultados obtidos reforçam a necessidade de se investigar mais detalhadamente a sazonalidade de drosofilídeos exóticos na Caatinga, a fim de se obter resultados mais fidedignos sobre a biologia dessas espécies e prevenir futuras invasões biológicas no bioma.