TCC - Bacharelado em Agronomia (UAST)

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    Estimativa da Evapotranspiração Real e Produtividade Primária Bruta na Caatinga com o uso de dados PlanetScope
    (2025-08-08) Oliveira, Ana Lyvia Ferreira De Paula; Alba, Elisiane; http://lattes.cnpq.br/1465154212352591; http://lattes.cnpq.br/5060175428469818
    A evapotranspiração real e a produtividade primária bruta são variáveis ecológicas essenciais para entender o funcionamento dos ecossistemas terrestres, principalmente em regiões semiáridas como a Caatinga. A obtenção contínua de dados de evapotranspiração real e produtividade primária bruta em larga escala pode ser viabilizada por técnicas de sensoriamento remoto, sendo essas informações essenciais para o monitoramento ecológico de ecossistemas semiáridos. Este trabalho teve como objetivo estimar a evapotranspiração real e a produtividade primária bruta da vegetação em área de Caatinga, utilizando técnicas de sensoriamento remoto e algoritmo de aprendizado de máquina. Os dados de evapotranspiração real e produtividade primária bruta foram coletados mensalmente no período de 2021 a 2023 pelo sistema Eddy Covariance acoplado em torre micrometeorológica, localizada na cidade de Serra Talhada-PE. Os dados espectrais corresponderam a 43 cenas do mesmo período, obtidas pela plataforma PlanetScope com resolução espacial de 3 metros captadas pelo sensor SuperDove. Foi realizado um buffer de 100 m a partir da torre onde foram extraídos valores médios de refletância das bandas do azul, verde, vermelho e infravermelho próximo, a partir das quais foram elaborados 22 índices espectrais. Para modelar e prever as variáveis ecológicas, aplicou-se o algoritmo de aprendizado de máquina Random Forest, com avaliação baseada no coeficiente de determinação, erro quadrático médio e erro absoluto médio. Os índices RGR e NDRGRI foram as variáveis espectrais que apresentaram melhor correlação com a evapotranspiração, com coeficientes de 0,52 e 0,43, respectivamente, enquanto os índices GOSAVI e GSAVI, apresentaram r= 0,37 ao avaliar a respostas para a produtividade primaria bruta. A modelagem da evapotranspiração apresentou melhor desempenho (R² = 0,62; RMSE = 0,9830; MAE = 0,7654) comparado à da produtividade primária bruta (R² = 0,57; RMSE = 4,1786), indicando maior precisão na estimativa da evapotranspiração. O algoritmo Random Forest, onde demonstrou boa capacidade preditiva, especialmente na predição da evapotranspiração.
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    Trocas gasosas e fluorescência da clorofila a da pitaia sob diferentes doses de adubação orgânica
    (2025-07-11) Ferreira, Natanael Lucena; Simões, Adriano do Nascimento; http://lattes.cnpq.br/1895049701533568; http://lattes.cnpq.br/8425857250719845
    A pitaia tem se destacado como uma frutífera promissora em regiões semiáridas, devido à sua boa adaptação às condições de alta luminosidade e baixa disponibilidade hídrica. Apesar de ser uma planta rústica, pertencente à família Cactaceae e com metabolismo fotossintético do tipo ácido das crassuláceas, apresenta elevada exigência nutricional, especialmente por nitrogênio, fósforo e potássio, que são fundamentais para o desenvolvimento vegetativo, formação de frutos e qualidade produtiva. A adubação, portanto, exerce papel essencial no crescimento da pitaia, influenciando diretamente processos fisiológicos como as trocas gasosas e a eficiência dos fotossistemas, que são determinantes para a fotossíntese e, consequentemente, para a produtividade da cultura. Este trabalho tem como objetivo avaliar a influência de diferentes doses de adubação orgânica com esterco bovino nas trocas gasosas e na fluorescência da clorofila a de pitaia (Hylocereus polyrhizus) cultivada em condições de clima semiárido. O pomar foi implantado no ano de 2020 na área experimental da Universidade Federal Rural de Pernambuco/ Unidade Academia de Serra Talhada. As plantas foram adubadas com doses de esterco bovino nas concentrações 5,33; 10,66; 21,33 e 49,33 kg/planta de esterco bovino. Foram analisados os pigmentos no cladódio (clorofila a, b e totais), parâmetros fisiológicos, como a taxa fotossintética (Pn), condutância estomática (gs) e a transpiração (E), bem como variáveis relacionadas à fluorescência da clorofila, como o rendimento quântico máximo do fotossistema II (Fv/Fm), quenching fotoquímico (qP) e o não fotoquímico (NPQ) e a taxa de transporte de elétrons (ETR). O experimento foi conduzido em delineamento em blocos ao acaso, com cinco tratamentos e cinco repetições. Os resultados demonstraram que o aumento das doses de adubação orgânica promoveu incremento significativo na taxa fotossintética, na ETR e no qP, refletindo em maior eficiência do fotossistema II e melhor capacidade de conversão de energia luminosa em energia química. Também houve aumento linear nos teores de clorofilas e carotenoides, evidenciando a influência direta do nitrogênio na síntese de pigmentos fotossintéticos. Por outro lado, variáveis como gs, E, NPQ e Fv/Fm não foram significativas entre as doses testadas. De forma geral, a adubação orgânica com esterco bovino mostrou-se eficiente para melhorar aspectos fisiológicos da pitaia, favorecendo maior desempenho fotossintético e qualidade dos cladódios, além de contribuir para práticas agrícolas mais sustentáveis e adaptadas às condições semiáridas.
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    Estimativa de Biomassa e índice de Área Foliar de BRS Capiaçu com aplicação de machine learning e sensor RGB em veículo aéreo não tripulado (VANT)
    (2025) Moura, Gabriel Cavalcanti de; Bezerra, Alan Cezar; http://lattes.cnpq.br/3690303625468223; http://lattes.cnpq.br/1993436766686475
    A criação de ruminantes é fundamental para a agricultura brasileira, tanto no agronegócio quanto na agricultura familiar. A pecuária brasileira é baseada em pastagens, fontes de nutrientes essenciais. O capim-elefante, em especial a cultivar BRS Capiaçu, se destaca pela alta produtividade e valor nutricional. Essa cultivar é amplamente utilizada para silagem e capineira, requerendo manejo eficiente. VANTs permitem o monitoramento remoto da forragem, utilizando imagens para avaliar características das plantas. A fotogrametria auxilia na extração de índices de vegetação, ajudando a estimar biomassa e qualidade do pasto. Além disso, técnicas de Machine Learning permitem criar modelos preditivos para otimizar esse processo. Sendo assim, esse trabalho objetiva estimar através de imagens de sensor RGB acoplado a veículo aéreo não tripulado (VANT), Biomassa e Índice de Área Foliar da BRS Capiaçu com algoritmos de aprendizagem de máquina (machine learning). De maneira que foram realizadas as modelagens com os algoritmos Random Forest (RF) e o Support Vector Machines (SVM). Sobre o banco composto pelos dados espectrais obtidos a partir de sensor RGB, bandas (Red, Green, Blue) e 15 Índices de Vegetação (IVs). Como também pelos dados de campo aferidos na área de BRS Capiaçu, Biomassa e Índice Área Foliar (IAF). Com o intuito de aprimorar a performance dos algoritmos, procedeu-se com uma seleção de variáveis pós-modelagem. As correlações não apresentaram forte relação com as variáveis de interesse. A performance dos algoritmos foi semelhante para as duas variáveis de interesse, com ligeiras diferenças entre si. A seleção de variáveis pós-modelagem também não melhorou a eficiência da maioria dos modelos, pelo contrário, piorou as métricas desses. Com pequeno incremento apenas para Biomassa com SVM. Os modelos de RF e SVM não produziram ajuste satisfatório para estimar a Biomassa e o IAF. Provavelmente o banco de dados foi inconclusivo para o aprendizado dos modelos. Pelo underfitting que ficou nítido para a Biomassa com SVM, e pela pela dificuldade do sensor RGB em captar a assinatura espectral da cultura. O uso de sensores multiespectrais alinhada ao aumento do volume de dados biofísicos, podem contribuir com esse tipo de modelagem na BRS Capiaçu futuramente.
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    Uso de sensor multiespectral embarcado em VANT para a estimativa de clorofila e nitrogênio na cultura do Capiaçu
    (2026-07-17) SANTOS, Edicleife Lino dos; BEZERRA, Alan Cezar; http://lattes.cnpq.br/3690303625468223; http://lattes.cnpq.br/5900268906438044
    A cultura do capim BRS Capiaçu apresenta elevada importância para a produção de forragem, demandando ferramentas que permitam monitorar seu estado nutricional de forma rápida e não destrutiva. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo investigar a capacidade de um sensor multiespectral embarcado em veículo aéreo não tripulado para estimar os teores de clorofila e nitrogênio na cultura do capiaçu. O experimento foi conduzido na Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada, utilizando imagens adquiridas por drone equipado com bandas verde, vermelha, borda do vermelho e infravermelho próximo. A partir dessas imagens foram calculados os índices de vegetação NDVI, NDRE, GNDVI, CI Red Edge e MTCI, os quais foram comparados aos teores de clorofila determinados pelo método de Lichtenthaler e ao nitrogênio total obtido pelo método de Kjeldahl. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva e regressão linear simples. Os resultados evidenciaram variações temporais nos teores de clorofila, nitrogênio e índices de vegetação ao longo dos períodos avaliados. Entretanto, as regressões entre as bandas espectrais, os índices de vegetação e as variáveis laboratoriais apresentaram baixos coeficientes de determinação, indicando reduzida capacidade preditiva para estimar os teores de clorofila e nitrogênio na cultura. Conclui-se que, nas condições experimentais avaliadas, o sensoriamento remoto com sensor multiespectral embarcado em veículo aéreo não tripulado não foi suficiente para predizer, com precisão, os parâmetros analisados, evidenciando a necessidade de aperfeiçoamentos metodológicos e de novos estudos para ampliar a confiabilidade dessa tecnologia no monitoramento nutricional do capiaçu em condições de semiárido.
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    Uso de águas não convencionais na irrigação da ora-pro-nóbis sob diferentes níveis de salinidade no Semiárido brasileiro
    (2026-12-06) Fausto, Cintya da Silva; Júnior, Genival Barros; http://lattes.cnpq.br/4379675294862211; http://lattes.cnpq.br/6800233368259436
    A escassez hídrica e a irregularidade na distribuição das chuvas, agravadas pela crise climática em curso, têm intensificado os desafios para produção agrícola no Semiárido brasileiro, exigindo o uso de fontes alternativas de água para irrigação. Nesse contexto, a utilização de águas não convencionais, como águas salinas de poços e águas cinzas tratadas, necessitam de estudos, bem como manejo adequado, afim de evitar impactos negativos ao solo e às culturas. O objetivo do estudo foi avaliar o desenvolvimento de plantas de ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata Mill.) e as possíveis alterações no solo cultivado quando irrigadas com águas salinas de diferentes origens e níveis de salinidade. O experimento foi conduzido em ambiente protegido, no período de 21 de agosto a 16 de outubro de 2025, na Unidade Acadêmica de Serra Talhada, pertencente a Universidade Federal Rural de Pernambuco, localizada no Semiárido brasileiro. O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 3 × 2, referentes a três níveis de condutividade elétrica da água de irrigação (3,0; 4,5 e 6,0 dS m⁻¹) e dois tipos de água (água cinza filtrada e água de poço semiartesiano), com três repetições. As plantas foram cultivadas em lisímetros de drenagem e irrigadas a cada três dias, com lâmina de irrigação equivalente a 100% da evapotranspiração da cultura (Etc). Foram avaliados parâmetros biométricos, índice de área foliar, produção de fitomassa aérea e radicular, eficiência do uso da água, dinâmica da solução drenada, conteúdo de água no solo e atributos como Condutividade Elétrica (CEes) e Potencial Hidrogeniônico (pHes) do extrato de saturação. Os resultados indicaram que a salinidade da água não comprometeu significativamente o crescimento da ora-pronóbis até o nível de CE de 6,0 dS m⁻¹. As plantas apresentaram elevada tolerância ao estresse salino, com desempenho biométrico semelhante entre tratamentos. A água cinza filtrada promoveu maior produção de fitomassa e maior eficiência do uso da água, especialmente sob maior salinidade. As águas salinas, nos níveis adotados, elevaram a condutividade elétrica do solo, promovendo sua salinização em curto prazo. Os resultados indicam que a ora-pro-nóbis apresenta potencial agronômico para cultivo sob irrigação salina no Semiárido, desde que associada a manejo adequado da salinidade do solo e utilizando-se preferencialmente água cinza.
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    Desempenho agronômico de milho crioula sob diferentes doses de nitrogênio
    (2024-10-03) Silva, Gabriela Maria; Leite, Maurício Luiz de Mello Vieira; http://lattes.cnpq.br/4204641633941814
    O milho é fundamental na economia brasileira, sendo amplamente utilizado na alimentação humana e animal, com destaque para a produção de silagem, especialmente em períodos de seca, devido ao seu valor nutritivo e à facilidade de ensilagem. No entanto, seu desenvolvimento é influenciado por fatores ambientais, como a baixa fertilidade do solo, exigindo adubação nitrogenada adequada. O nitrogênio é essencial para processos como a fotossíntese e o crescimento, impactando diretamente a produtividade e qualidade da silagem de milho. Desse modo objetivou-se avaliar o crescimento e a produção de fitomassa em plantas de milho submetidas a diferentes doses de nitrogênio. O estudo foi conduzido na área experimental da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada, em delineamento estatístico utilizado em blocos casualizados, sendo composto por uma cultivar de milho crioula Vanja e cinco doses de nitrogênio (0, 40, 80, 120 e 160 kg ha-1 de N), com quatro repetições, totalizando 20 unidades experimentais.Foram realizadas as análises de contéudo de sódio (Na⁺) e potássio (K⁺), determinação de dano de membrana, medidas de conteúdo de pigmentos fotossintéticos, avaliação e crescimento do milho e produção de fitomassa do milho. Foi realizada a análise estatística com a aplicação dos testes de normalidade (Shapiro-Wilk test) e homoscedasticidade (Oneill e Mathews test) a 5% de significância. Posteriormente, atendendo aos pressupostos (normalidade e homoscedasticidade) foi realizada a análise de variância (ANOVA) pelo teste F a 5% de probabilidade utilizando o software Sisvar, versão 5.6. Posteriormente, para o fator doses de nitrogênio (quantitativo) foram geradas curvas e aplicadas análises de regressão utilizando o programa SigmaPlot versão 10.0. Observou-se efeito significativo (p ≤ 0,05) das doses de nitrogênio (DN) sobre as variáveis altura da planta, comprimento do caule, número de folhas vivas e mortas, massa seca de espiga, massa do caule, massa de folhas vivas e mortas, massa verde, massa seca e dano de membrana, com a dose de 160 kg ha⁻¹ de N apresentando os melhores resultados. Para o conteúdo de pigmentos fotossintéticos (Chl-a, Chl-b, Chl-t), a dose de 120 kg ha⁻¹ de N mostrou-se mais eficiente. Entretanto, não foi identificado efeito significativo (p > 0,05) das DN no diâmetro do caule, comprimento e largura da lâmina foliar, comprimento da panícula, e nos teores de sódio (Na⁺), potássio (K⁺) e carotenoides, conforme indicado pelo teste F. Conclui-se que a aplicação crescente de nitrogênio aumentou a produtividade de massa seca e verde do milho para silagem, além de melhorar diversas variáveis morfológicas. As doses de 160 kg ha⁻¹ de N proporcionaram as melhores respostas agronômicas, enquanto que os pigmentos fotossintéticos foram beneficiados com a aplicação de 120 kg ha⁻¹, evidenciando a importância do nitrogênio no rendimento da cultura.
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    Desempenho agronômico do sorgo granífero em função do nitrogênio
    (2024-10-02) Santos, Pamela Estefane de Souza; Leite, Maurício Luiz de Mello Vieira; http://lattes.cnpq.br/4204641633941814; http://lattes.cnpq.br/9929801218292831
    O Semiárido brasileiro possui grande potencial para a pecuária, mas enfrenta desafios devido à baixa disponibilidade de forragens, em função, principalmente, da irregularidade das chuvas e manejo inadequado das pastagens. Nesse contexto, o sorgo se destaca como uma cultura altamente adaptada, resistente a condições como a seca e salinidade, e ideal para a produção de fitomassa e nutrição animal. Para aumentar sua produtividade destaca-se a adubação nitrogenada, que por sua vez, é fundamental para maximizar a produtividade do sorgo pois o nitrogênio é um nutriente essencial para o crescimento. Desse modo, objetivou-se avaliar o desempenho agronômico de sorgo granífero submetido a diferentes doses de nitrogênio. A pesquisa foi conduzida na área experimental da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada, em Serra Talhada – PE. Utilizou-se o delineamento em blocos ao acaso, composto por cinco doses de nitrogênio (0, 40, 80, 160 e 320 kg/ha-1) com quatro repetições. Foram analisadas as características estruturais e morfogênicas, além da determinação de fitomassa, conteúdo de sódio, potássio, pigmentos foliares e dano de membrana. A adubação nitrogenada influenciou significativamente diversas variáveis morfológicas e produtivas do sorgo granífero. Houve aumento do diâmetro do colmo, altura da planta, comprimento do colmo e comprimento da lâmina foliar, além do acréscimo no acúmulo de fitomassa, além da melhoria de índices de clorofila, indicando maior eficiência fotossintética. Por outro lado, a adubação não teve influência sobre o conteúdo de sódio e potássio, e para o dano de membrana notou-se que que doses mais baixas tem um maior dano, causando estresse celular, e que à medida que essas doses aumentam, esse dano diminui. A aplicação de doses crescentes de nitrogênio influenciou significativamente o crescimento do sorgo granífero, uma vez que a dose de 160 kg/ha-1 apresentou um melhor desempenho, promovendo efeitos satisfatórios para as variáveis estruturais, morfogênicas e no acúmulo de fitomassa seca, além de otimizar o uso de fertilizante sem gerar perdas significativas.
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    Influência da restrição hídrica no crescimento inicial de mudas de mulungu
    (2024-09-24) Xavier, Jéssica da Silva; Lira, Raquele Mendes de; Silva, Luzia Ferreira da; http://lattes.cnpq.br/6320449537171549; http://lattes.cnpq.br/7303795378184706
    O bioma Caatinga vem sofrendo muitas perdas na sua biodiversidade, devido as ações antrópicas negativas que causam desequilíbrio ao meio ambiente. Em ambientes secos, em que plantas estão sob diferentes estresses, especialmente quando relacionados à falta de água, são necessárias modificações estruturais na espécie vegetal. As espécies nativas são adaptadas as condições semiáridas, porém esta ação é muito lenta podendo levar décadas, com grandes chances de desertificação. À vista disso, este trabalho objetivou avaliar o desempenho inicial de mudas de mulungu (Erythrina velutina) sob diferentes períodos de restrição hídrica. O experimento foi conduzido em um viveiro na Unidade Acadêmica de Serra Talhada, em delineamento inteiramente casualizado, com cinco tratamentos e cinco repetições, e com duas réplicas. Os tratamentos foram 8, 16, 24 e 32 dias de supressão hídrica, além de um tratamento controle com irrigação diária. As seguintes variáveis foram analisadas a cada 8 dias: altura da planta, diâmetro do coleto, área foliar, número de folhas. Aos 62 dias após a emergência, as plantas foram coletadas e determinou-se o comprimento da raiz, massas fresca e seca da parte aérea, estes dados foram utilizados na determinação do índice de qualidade de Dickson. Os resultados demonstraram que a rega diária promoveu o crescimento nas mudas de mulungu e maior qualidade. Contudo, os tratamentos de restrição hídrica causaram um declínio linear nos valores analisados, acarretando na menor qualidade das mudas e maior tempo de permanência das plantas no viveiro, além de diminuir as chances de estabelecimento das plantas no ambiente sob constante adversidades.
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    Determinação do teor de nitrogênio em folhas de manga (Mangifera indica l.) utilizando sensor multiespectral acoplado a VANT
    (2026-07-16) Silva, Josefa Edinete de Sousa; Alba, Elisiane; http://lattes.cnpq.br/1465154212352591; http://lattes.cnpq.br/6345085217000649
    O estudo teve como objetivo determinar o teor de nitrogênio (N) foliar em mangueiras cultivadas na região do Submédio São Francisco Pernambucano, utilizando imagens multiespectrais de alta resolução obtidas por VANTs. Foram avaliadas três áreas de cultivo, localizadas nos municípios de Cabrobó, Petrolina e Petrolândia, com diferentes variedades de manga. No total, foram coletadas 190 amostras foliares, submetidas ao método Kjeldahl para digestão e determinação do N total. Paralelamente, foram realizados voos com VANT DJI Matrice 350 RTK equipado com sensor multiespectral Altum-PT, capaz de adquirir imagens nas bandas azul, verde, vermelho, red edge e infravermelho próximo. A partir das imagens obtidas, foram calculados 46 índices espectrais, além da extração dos valores de reflectância das bandas espectrais, correlacionados com os teores de N foliar. As análises estatísticas incluíram correlação de Pearson e modelagem preditiva com diferentes algoritmos de aprendizado de máquina, incluindo RF, SVM, XGBoost, GBM, Cubist e PLSR. A capacidade preditiva foi avaliada por meio da divisão dos dados em conjunto de treinamento e validação, utilizando múltiplas sementes aleatórias para aumentar a robustez das estimativas. Os resultados mostraram que apenas o pomar localizado em Petrolândia exibiu valores médios de N foliar dentro da faixa de suficiência recomendada (12–14 g kg⁻¹), enquanto os pomares de Petrolina e Cabrobó registraram valores inferiores, indicando deficiência de N. Entre os índices espectrais avaliados, o NDRE apresentou a associação mais consistente com os teores de N foliar, evidenciando o potencial do sensoriamento remoto para o monitoramento do estado nutricional da cultura. O RF apresentou melhor desempenho preditivo, com menor erro médio (RMSE = 1,4868 g kg⁻¹) e estimativas mais próximas dos valores observados. Os modelos XGBoost, GBM e Cubist tiveram desempenho intermediário, enquanto o PLSR, apesar de maior R², registrou erros de predição mais elevados. O SVM obteve o menor desempenho entre os algoritmos avaliados. Conclui-se que a integração entre análises foliares, índices espectrais e algoritmos de aprendizado de máquina, especialmente o RF, constitui uma estratégia promissora para estimar o teor de N foliar em mangueiras, fornecendo suporte ao manejo nutricional de precisão e contribuindo para sistemas de produção mais eficientes na fruticultura no semiárido brasileiro.
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    Variabilidade espacial do teor de Carbono Orgânico do solo em áreas de manga (Mangifera indica L.) no Submédio do Vale do São Francisco
    (2026-07-16) Alcântara, Ednaete Bezerra de; Silva, José Raliuson Inácio; http://lattes.cnpq.br/6452877879697522; http://lattes.cnpq.br/3197796582731338
    Este trabalho analisou a variabilidade espacial do teor de carbono orgânico do solo em áreas cultivadas com manga no Submédio do Vale do São Francisco, em três propriedades localizadas nos municípios de Petrolina, Cabrobó e Petrolândia, no estado de Pernambuco. A pesquisa teve como objetivo caracterizar a distribuição espacial do carbono orgânico nas camadas de 0–20 cm e 20–40 cm, utilizando estatística descritiva e técnicas geoestatísticas, como semivariograma e krigagem, a fim de subsidiar o manejo localizado do solo. As amostras de solo foram coletadas em malha georreferenciada e posteriormente submetidas à análise química para determinação do carbono orgânico. Os dados foram avaliados por meio de medidas estatísticas, como média, mediana, desvio-padrão e coeficiente de variação, além da análise da dependência espacial. Foram testados diferentes modelos de semivariograma, permitindo identificar o comportamento espacial do atributo em cada área e profundidade estudada. Com base nesses resultados, foram elaborados mapas de distribuição do carbono orgânico, evidenciando a variabilidade existente dentro dos pomares. De forma geral, observou-se que os maiores teores médios de carbono orgânico ocorreram na camada superficial de 0–20 cm, enquanto houve redução dos valores na camada de 20–40 cm, indicando menor acúmulo de matéria orgânica em profundidade. Entre as áreas avaliadas, Petrolândia apresentou os maiores valores médios de carbono orgânico, seguida de Petrolina e Cabrobó, demonstrando diferenças importantes entre os sistemas de manejo e as condições locais. A análise geoestatística mostrou dependência espacial do atributo em todas as áreas, o que confirma a existência de padrões de distribuição no solo e reforça a necessidade de estratégias específicas de manejo. Os mapas gerados por krigagem permitiram visualizar zonas com maiores e menores concentrações de carbono orgânico, mostrando que a distribuição desse atributo não é homogênea nas áreas estudadas, destacando a localidade de Petrolândia com os maiores teores de Carbono orgânico no solo. Concluiu-se que há redução considerável do carbono orgânico na camada subsuperficial, que a distribuição desse atributo varia entre as áreas produtivas de manga, e que a geoestatística é uma ferramenta importante para diagnosticar essa variabilidade. Dessa forma, os resultados reforçam a utilidade de mapas de variabilidade espacial para orientar estratégias de manejo, conservação do solo e incremento da matéria orgânica em pomares de manga.