TCC - Licenciatura em Letras (Sede)

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    A doçura adstringente dos afetos: uma análise da metáfora do pseudofruto na poética do álbum CAJU, de Liniker
    (2025-12-01) Silva, Diego Nelson da; Almeida, Sherry Morgana Justino de; http://lattes.cnpq.br/5332850255576710; http://lattes.cnpq.br/1199839101058364
    O presente artigo analisa como a poética do álbum CAJU (2024), de Liniker, mobiliza a metáfora do ciclo do caju para construir sentidos afetivos, compreendendo a canção como expressão literária. A pesquisa, de base bibliográfica e analítica, propõe uma chave de leitura que justapõe a concepção temporal de "um dia" da personagem poética à estrutura cíclica do fruto, examinando suas etapas (polpa, travo, castanha, cajuína) para compreender a "simultaneidade afetiva" da obra. A análise fundamenta-se em teóricos da performance (Martins, 2021; Guénon, 2012) e da canção (Tatit, 2004; Wisnik, 1989). Conclui-se que a metáfora do caju é o dispositivo estruturante que permite à voz poética "exibir as palavras" e narrar o afeto a partir da subjetividade de uma mulher negra e travesti, transgredindo e atualizando tradições da literatura brasileira.
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    Interseções entre a literatura, a história e a identidade Latino-americana em Cem anos de solidão
    (2023-04-14) Góes, Ana Beatriz Amorim; Moreno, Amanda Brandão Araújo; http://lattes.cnpq.br/0149408155954168; http://lattes.cnpq.br/1217626626676563
    Tendo como foco o livro Cem anos de solidão (1967), do escritor colombiano Gabriel García Márquez, este artigo busca tecer algumas reflexões acerca da relação entre a história da América Latina, a construção da identidade latino-americana e a literatura, partindo do pressuposto de que esta apreende aspectos dos contextos social e histórico nos quais se encontra e aos quais por vezes se refere, como é o caso da obra analisada. Para a construção dessa reflexão, fizemos, ainda, um breve apanhado da biografia de García Márquez, do realismo mágico (corrente literária na qual a obra se inserta) e seu aporte político, histórico e identitário e do boom da narrativa latino-americana. Fazem parte do arcabouço teórico as contribuições de Dasso Saldívar (2000), Eric Nepomuceno (2016), Ángel Rama (1987), Francine Iegelski (2021), Alberto Manguel (2017), Tatiana Bensa (2005), Tomaz Tadeu da Silva (2000), Fernando Aínsa (1986), entre outros.