Navegando por Orientadores "Santos, Maria Emília Vasconcelos dos"
Agora exibindo 1 - 13 de 13
- Resultados por Página
- Opções de Ordenação
Item Capoeira e ensino de História: uma incursão pelos livros didáticos da educação básica(2024-09-02) Vasconcelos, Djalma Barros e Silva; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000; http://lattes.cnpq.br/5285236021130806Até meados do século XX, a capoeira era uma prática marginalizada na sociedade. As pesquisas historiográficas sobre essa arte marcial revelam que os primeiros registros sobre ela estão predominantemente em documentos policiais. Com o tempo, a percepção e o tratamento da capoeira mudaram drasticamente: ela foi inicialmente proibida, depois legalizada e, eventualmente, reconhecida como patrimônio cultural. No entanto, a forma como a capoeira é abordada nos livros didáticos continua a desempenhar um papel crucial na perpetuação ou transformação dos paradigmas relacionados a essa arte. Com isso em mente, analisei a abordagem da capoeira em diversos livros didáticos utilizados na Rede Pública de Pernambuco.Item Entre a mandinga e o labor: capoeiras, vadiagem e resistência nos habeas corpus do Recife pós-abolição (1890-1905)(2025-12-04) Ponciano, Lenice Alice Mendes; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; https://lattes.cnpq.br/4794117737260000; https://lattes.cnpq.br/0903477569391852Este artigo analisa a presença dos capoeiras no Recife pós-abolição (1890–1905), explorando suas relações com o mundo do trabalho e as formas de controle social na Primeira República. Dialoga com a historiografia do trabalho e do pós-abolição, especialmente com as contribuições de E. P. Thompson, Hebe Mattos, Ana Rios, Álvaro Pereira do Nascimento, Antônio Liberac e Israel Ozanam, para compreender como categorias como “vadiagem” e “trabalho” foram mobilizadas na criminalização das práticas culturais negras. A partir da perspectiva da história social e da micro-história, e tomando o conceito de resistência como chave interpretativa, o estudo evidencia a agência dos capoeiras diante da repressão jurídica. Os processos de habeas corpus, analisados como construções discursivas e arenas de disputa, revelam que esses sujeitos, longe de meros agentes da desordem, integravam o universo da classe trabalhadora e utilizavam a capoeira como meio de afirmação social e política. O trabalho contribui para repensar as relações entre direito, trabalho e resistência racializada no pós-abolição.Item Entre exclusão e presença: a inserção do negro no futebol pernambucano em 1915(2026-06-17) Conceição, Éverson Victor Gomes da; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000; http://lattes.cnpq.br/1019189525957022Este trabalho analisa a inserção de jogadores negros no futebol institucionalizado pernambucano nas primeiras décadas do século XX, tomando como eixo central a trajetória de Teófilo Batista de Carvalho, o “Lacraia”, considerado o primeiro jogador negro do futebol recifense. A pesquisa parte da compreensão de que a modernização urbana do Recife, no pós-abolição, esteve articulada à manutenção de hierarquias sociais e raciais que também se refletiram nos espaços esportivos. Nesse sentido, o futebol é compreendido não apenas como prática de recreação, mas como espaço de distinção social, construção de identidades e reprodução de mecanismos de exclusão. O trabalho dialoga com autores da História Social do Trabalho, da História do Esporte e dos estudos raciais, como Victor Andrade de Melo, Leonardo Affonso de Miranda Pereira, Álvaro Pereira Nascimento e Lia Schucman, buscando compreender como raça, classe e escolarização condicionaram o acesso ao futebol institucionalizado. A pesquisa utiliza jornais da época, memorialistas e produção historiográfica especializada para analisar tanto a formação dos clubes e da Liga Sportiva Pernambucana quanto as barreiras impostas à população negra nos espaços esportivos. Conclui-se que a inserção de atletas negros no futebol pernambucano ocorreu de forma seletiva e desigual, marcada por tensões entre presença, invisibilização e reconhecimento histórico.Item Infâncias em litígio, maternidades contestadas: a família negra e a aplicação da Lei do Ventre Livre na Zona da Mata Sul pernambucana (1871-1888)(2026-07-13) Souza, Lídia da Silva; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000; http://lattes.cnpq.br/1147289183037950As agitações sociais e políticas da segunda metade do século XIX no Brasil, influenciou para a formação de dispositivos que promoviam a abolição parcial, entre elas está em destaque a Lei de 28 de setembro de 1871, marcada na história como a Lei do Ventre Livre. Destinada a regulamentar a condição dos filhos de mulheres escravizadas nascidos a partir de sua promulgação, essa legislação revelou-se marcada por ambiguidades, conforme demonstra a historiografia social da escravidão. Ao mesmo tempo em que inaugurava novos mecanismos jurídicos de acesso à liberdade, preservava, em diversos aspectos, o poder senhorial sobre a vida dos ingênuos e de suas mães. Nesse contexto, a aplicação da lei tornou-se objeto de disputas entre escravizados e escravistas, tendo as crianças como o principal foco desses conflitos. Nesse contexto, sua aplicação tornou-se objeto de disputas entre escravizados e escravistas, tendo as crianças e suas mães no centro desses conflitos. Ao mesmo tempo, mães negras, familiares e redes de solidariedade desempenharam papel fundamental na mobilização de estratégias voltadas à proteção da unidade familiar e à conquista da liberdade. Diante disso, esta pesquisa analisa, a partir de processos cíveis produzidos na Zona da Mata Sul pernambucana entre 1871 e 1888, a aplicação da Lei do Ventre Livre, com ênfase nas ações envolvendo mães negras e seus filhos, buscando compreender as estratégias jurídicas e sociais mobilizadas por essas mulheres na defesa de seus direitos e na construção de trajetórias de liberdade.Item Memes e o ensino de História: uma experiência pedagógica no âmbito do PIBID História - UFRPE(2024-02-21) Azevedo, Paulo Matheus Bezerra Viana de; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000; http://lattes.cnpq.br/2375934324499736Nos últimos anos, foi possível observar o aumento do uso das tecnologias digitais, sobretudo pelos jovens do mundo todo. Em um momento de boom de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC's), os métodos tradicionais de ensino-aprendizagem se tornam ultrapassados, sendo necessário a inovação desse processo, levando em consideração o contexto histórico e as transformações vivenciadas pelo alunado. Por este motivo, o presente artigo tem o objetivo de, em primeiro lugar, entender a conjuntura atual em que os jovens estão inseridos, assimilando, também, como estes utilizam as redes; conhecer a origem e trajetória dos memes, analisando como eles são utilizados pelos jovens social, cultural e politicamente; apresentar os possíveis usos pedagógicos dos memes nas aulas de História, valendo-se do meme enquanto um produto cultural que mobiliza diversas habilidades e, por fim, expor um projeto alinhado a esta temática vivenciado na esfera do PIBID História - UFRPE. A partir do projeto e da pesquisa feita com os estudantes participantes, foi possível observar um alto engajamento e maior interesse dos discentes quando são estimulados a trabalharem com ferramentas que já lhes são familiares, provando que o meme é um recurso pedagógico eficaz nas aulas de história.Item Movimento abolicionista: o processo de luta e suas estratégias(2025-06-18) Melo, Klebson Edmilson Cunha; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000Item O Demônio Familiar, de José de Alencar, no teatro abolicionista de Recife em 1884(2023-09-12) Nascimento, Luana Beatriz Ferreira Lopes do; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/479411773726000; http://lattes.cnpq.br/7927375104865204O Teatro abolicionista foi uma das principais formas de ativismo do abolicionismo brasileiro, sendo ele constituído por eventos de estreita relação com a abolição organizados em teatros (Alonso, 2015; Castilho, 2016). A cidade do Recife, capital da província de Pernambuco, recebeu esses eventos nos palcos do Teatro Santo Antonio, Teatro de Variedades da Cervejaria Nova Hamburgo e no Teatro Santa Isabel. Este último foi palco das encenações da Companhia Julieta dos Santos, que em turnê pelo Império colaborou com associações abolicionistas locais e encenou peças abolicionistas. Na sua estadia em Recife, fez duas encenações de O Demônio Familiar, peça de autoria de José de Alencar, distinto articulador do escravismo no Parlamento e na imprensa. Através de publicações na imprensa, escritos políticos e biográfico de Alencar, pretendemos compreender porque a obra de um antiabolicionista fez parte do repertório de uma companhia teatral notoriamente abolicionista e foi bem recebido numa cidade que possuía um movimento bem organizado.Item “O discurso soletrado no feminino”: o engajamento de mulheres no movimento abolicionista na cidade do Recife (1884-1888)(2020-10-28) Leandro, Jacilene de Lima; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000; http://lattes.cnpq.br/1191090766187082Este trabalho tem por objetivo analisar a participação feminina no movimento abolicionista na cidade do Recife, entre os anos de 1884 e 1888. Para isso, investigamos como o abolicionismo utilizou os espaços públicos afim de angariar a adesão de variados grupos sociais, alterando assim as formas de participação política. Com jornais da época e estudos historiográficos, analisamos como esse processo viabilizou a inserção de militantes femininas, enfatizando a relevância dessa participação nas associações criadas no contexto pós 25 de Março de 1884, data em que é consumada a abolição do trabalho escravo no Ceará. Na capital pernambucana destacamos, as atividades da sociedade feminina Ave Libertas, que foi criada e composta apenas por mulheres. Trouxemos aqui, alguns documentos deixados pelas associadas deste grupo feminino e publicações jornalísticas relacionadas às ativistas, os quais averiguamos com intuito de explanar as formas de atuação das militantes. A partir das análises desses registros, constatamos que o engajamento feminino proporcionou uma discussão maior acerca das aptidões políticas das mulheres do século XIX, quebrando assim regras sociais construídas pelas expectativas dos papéis de gênero. Diante disso, a investigação utiliza o gênero como categoria de análise histórica, além dos preceitos da História Social e da microanálise, observando através do conceito de experiência histórica, as características de diferentes grupos sociais e fazendo interpretações acerca das modificações sociais e históricas. Neste sentido, verificamos como as ativistas pela causa abolicionista colaboraram com o movimento social estudado, contribuindo de forma primordial para as mudanças políticas efetivadas no final do império.Item O flagelo dos Ganges: O Recife e a epidemia de cólera de 1856(2022-06-06) Melo, Iago Mário Ponce de Albuquerque; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000; http://lattes.cnpq.br/1262902438407305Este artigo trata sobre a epidemia de cólera que atingiu o Recife em 1856. Discute como a cólera se originou e se disseminou pelo mundo, qual era o cenário em que cidade se encontrava antes da chegada da doença e quais foram os procedimentos adotados pela comunidade médica, autoridades provinciais, religiosos e moradores para enfrentar a epidemia. Além disso, o artigo visa abordar como a imprensa noticiou a cólera e como a epidemia impactou a dinâmica da cidade, no cotidiano e nas questões da religiosidade e morte.Item O movimento abolicionista na cidade do Recife: atividades legais e extralegais entre os anos de 1884 a 1888(2024-02-22) Paz, Julyany Sarah do Nascimento; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000; http://lattes.cnpq.br/0911540409143559Este artigo tem por objetivo trazer a história do movimento abolicionista na cidade do Recife, enfatizando as ações legais e ilegais que possibilitaram a libertação de diversos escravizados na década de 1880. A construção narrativa do trabalho se apoiará em uma linguagem simples e direta, tornando-o acessível não só ao público da academia, mas aos mais variados leitores que tenham interesse no tema. Em 13 de maio de 1888, o Brasil foi o último país da América a abolir a escravidão. Esta condição não foi resultado da benevolência do Estado, mas sim de uma pressão social intensa que adveio do movimento abolicionista e da própria resistência escrava. Em Pernambuco, as corporações antiescravistas foram responsáveis por promover diversas ações legais e extralegais pela causa da abolição. Transitando entre a legalidade e ilegalidade, os abolicionistas da cidade do Recife tornaram possível a libertação de vários cativos ao longo do século XIX, principalmente entre os anos de 1884 a 1888. A longo prazo, a atuação do movimento abolicionista tomou uma grande proporção, e foi fundamental para que a Abolição fosse alcançada no país.Item Políticas públicas para a formação inicial de professores no Brasil e o Programa de Bolsa de Iniciação à Docência: concepções e perspectivas(2020-10-21) Magalhães, Agenor Matheus Ferraz Brandão; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000; http://lattes.cnpq.br/4108413461833978Desde a década de 70 do século XX muito tem se caminhado numa construção qualitativa da formação inicial de professores. O principal foco dos debates tem se dirigido ao modelo como se tem executado esse processo, buscando aproximar as discussões teórico-metodológicas da experiência prática. Para que isso se tornasse possível políticas públicas em virtude do avanço dessa formação inicial foram se construindo. Dentre essas políticas, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência (PIBID) foi criado e trouxe importantes contribuições, sobretudo quando em sua proposta insere os discentes da universidade desde o início do curso no ambiente de ensino escolar, promovendo uma formação cada vez mais integrada e qualitativa.Item Racismo dos dias atuais ao seu processo histórico — para entender as ações afirmativas. Proposta de sequência didática para a semana da Consciência Negra(2023-04-18) Silva, Ana Eliza de Jesus Lima Vieira da; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000Esse trabalho visa compreender a adoção de políticas educacionais e estratégias pedagógicas de valorização da diversidade e como tais propostas podem promover a superação da desigualdade étnico-racial que ocorre no Brasil. Compreendendo como o Estado promove e incentiva políticas de reparação às populações subjugadas e afastadas da narrativa histórica, sendo a educação escolar o principal caminho de combater o racismo e trabalhar as reivindicações das populações afro-brasileiras. Considerando a educação como meio para trabalhar justiça e igualdade de direitos sociais, civis, culturais, econômicos e o reconhecimento das contribuições das populações africanas para a formação do Brasil, além de valorizar a diversidade nacional. Utilizando a habilidade (EF08HI20) que propõe: identificar e relacionar aspectos das estruturas sociais atuais com os legados da escravidão no Brasil, na formulação e aplicação da sequência didática para os 8 anos do Ensino fundamental. Possibilitando aos alunos conhecer e compreender as políticas afirmativas, sua função social e o legado histórico de racismo que as fizeram necessárias enquanto medida reparatória.Item Trabalhadoras negras e o mercado de trabalho no Recife dos anos 1930: uma análise a partir dos anúncios de jornais(2026-07-01) Lima, Andreina Jéssica Ferreira; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000; http://lattes.cnpq.br/4989098060309993Este trabalho analisa anúncios de emprego publicados nos jornais Diário de Pernambuco, Diário da Manhã e Jornal do Recife entre as décadas de 1930 e 1939, buscando compreender como essas publicações contribuíram para a construção, comunicação e manutenção de desigualdades raciais e de gênero no mercado de trabalho urbano recifense. A pesquisa parte da análise de anúncios voltados, principalmente, ao trabalho doméstico exercido por mulheres negras, observando exigências relacionadas à moralidade, à aparência e ao comportamento das candidatas. Nesta pesquisa, argumento que mais do que simples registros cotidianos, os anúncios são entendidos como práticas discursivas que ajudavam a reforçar hierarquias sociais herdadas do período escravista. Dessa forma, o estudo evidencia como raça, gênero, mídia e trabalho se articulavam na definição das oportunidades disponíveis para mulheres negras no pós abolição, contribuindo para reflexões sobre as permanências históricas das desigualdades sociais no Brasil.
