Geoquímica de elementos terras raras em perfis de tecnossolos de rejeitos de mineração de scheelita ao longo de 10 anos

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2025

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A mineração é uma atividade essencial para a obtenção de recursos naturais indispensáveis à vida contemporânea. Estimativas indicam que, apenas no Brasil, entre 2010 e 2030, mais de 11 bilhões de toneladas de rejeitos de mineração serão gerados. Nesse cenário, a construção de tecnossolos a partir de rejeitos surge como alternativa promissora para a recuperação de áreas degradadas e para a oferta de serviços ambientais que atenuem os impactos ecossistêmicos. O presente trabalho teve como objetivo estudar a geoquímica de elementos terras raras (ETRs) em tecnossolos construídos a partir de rejeitos de mineração na Mina Brejuí, localizada em Currais Novos (Rio Grande do Norte). Foram selecionados tecnossolos em cronossequência de 0, 2 e 10 anos, a partir dos quais foram coletadas amostras deformadas e não deformadas dos horizontes e/ou camadas para análises físicas, químicas e mineralógicas. Os tecnossolos analisados apresentaram predominância de texturas arenosas. O tecnossolo mais jovem (P1, 2 anos) apresentou maiores proporções de silte e argila, favorecendo maior retenção de cátions. O caráter alcalino dos solos foi atribuído à presença de carbonatos nos materiais formadores, como tactito e mármore. As concentrações disponíveis de Ca e Mg foram elevadas em todos os perfis, superando os níveis críticos para a maioria das culturas agrícolas. As concentrações totais de ETRs no tecnossolo com 2 anos variaram de 64,41 a 148,30 mg kg⁻¹, com valor médio de 98,38 mg kg⁻¹. Já no tecnossolo com 10 anos, os valores oscilaram entre 80,99 e 147,48 mg kg⁻¹, com média de 106,60 mg kg⁻¹. Para os ETRLs, as concentrações médias foram de 64,52 mg kg⁻¹ (2 anos) e 73,21 mg kg⁻¹ (10 anos), enquanto para os ETRPs foram de 33,87 mg kg⁻¹ (2 anos) e 33,39 mg kg⁻¹ (10 anos). Comparativamente, os tecnossolos apresentaram concentrações médias totais de ETRs superiores às registradas em solos do Rio Grande do Norte. No entanto, os valores foram inferiores às médias globais da crosta terrestre. A razão LaN/YbN (0,38 a 0,87) e a GdN/YbN (0,43 a 1,17) indicaram ausência de fracionamento entre ETRLs e ETRPs, assim como dentro dos ETRPs. Por outro lado, a razão LaN/SmN (0,73 a 4,40) sugeriu leve fracionamento entre os ETRLs ao longo dos perfis. Esses resultados ressaltam o potencial e os desafios do uso de tecnossolos para fins de recuperação ambiental e para a agricultura sustentável.

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FREITAS, Ana Letícia Marinho Lima de. Geoquímica de elementos terras raras em perfis de tecnossolos de rejeitos de mineração de scheelita ao longo de 10 anos. 2025. 22 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Agronomia) – Departamento de Agronomia, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2026.

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