TCC - Licenciatura em Pedagogia (Sede)

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    Inclusão ou exclusão: o uso das tecnologias digitais no ensino remoto como instrumento de aprendizagem nos anos iniciais do Ensino Fundamental durante a pandemia da Covid 19
    (2026-06-18) Silva, Ana Paula do Nascimento da; Salvador, Maria Aparecida Tenório; http://lattes.cnpq.br/2076591934554686; http://lattes.cnpq.br/4308902712419347
    Esse estudo teve como objetivo central identificar e compreender a inclusão e a exclusão das Tecnologias Digitais (TDs) nos anos iniciais do Ensino Fundamental, durante pandemia da COVID-19, entre 2019 e 2022. A pesquisa foi realizada em escolas na cidade do município de Paulista/PE, pelo conhecimento da pesquisadora sobre as dificuldades encontradas por esse município para manter o ensino durante a pandemia. Pesquisou-se, em documentos oficiais, o direito e o acesso à aprendizagem, às TDs como instrumentos educacionais, analisaram-se também as políticas públicas para o ensino remoto, os desafios do acesso às tecnologias, sua importância nas práticas pedagógicas, a formação docente e os impactos na continuidade da aprendizagem. Utilizou-se revisão de literatura com autores como Santiago e Batista Neto (2016), Imbernón (2010), Mantoan (2015), Moldeski, Giraffa e Casartelli (2019) e Tajra (2012), além de documentos oficiais. A metodologia de análise possibilitou a articulação das narrativas das participantes, as inferências e os teóricos escolhidos. Os resultados encontrados mostraram um problema estrutural e social que compromete os diversos setores da sociedade, em especial as escolas da educação básica.
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    Desafios e possibilidades da deficiência múltipla na escola: um levantamento bibliográfico
    (2026-06-30) Siqueira, Alana Lima de Andrade; Amorim, Maria do Rósario de Fátima Brandão de; http://lattes.cnpq.br/5330024930917910
    A presente pesquisa discute os desafios e as possibilidades da inclusão escolar de estudantes com deficiência múltipla nos anos iniciais do Ensino Fundamental, considerando os processos de permanência, participação e aprendizagem no contexto da educação inclusiva brasileira. O estudo fundamenta-se em abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica, com caráter exploratório, descritivo e analítico. A investigação foi realizada por meio de levantamento sistematizado de produções científicas baseadas pelo Google acadêmico contemplando estudos publicados entre os anos de 2020 e 2026. Para análise dos dados, utilizou-se a Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2016), possibilitando identificação de categorias temáticas relacionadas às barreiras estruturais, formação docente, práticas pedagógicas, acessibilidade, capacitismo e políticas públicas inclusivas. Os resultados evidenciam que, embora as políticas educacionais brasileiras tenham ampliado o acesso de estudantes com deficiência múltipla à escola regular, persistem fragilidades estruturais, pedagógicas e atitudinais que limitam a efetivação do direito à educação inclusiva. Observou-se que a permanência escolar desses estudantes depende não apenas da matrícula, mas da existência de condições concretas de acessibilidade, participação social, flexibilização curricular, suporte multiprofissional e valorização das singularidades dos processos de aprendizagem. A pesquisa também identificou que práticas como o Atendimento Educacional Especializado (AEE), o Plano Educacional Individualizado (PEI), o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), o ensino colaborativo e as tecnologias assistivas constituem importantes estratégias para fortalecimento da inclusão escolar. Conclui-se que a consolidação de uma escola efetivamente inclusiva exige transformação das estruturas institucionais, fortalecimento das políticas públicas e superação das práticas capacitistas historicamente presentes no contexto educacional brasileiro.
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    Um estudo exploratório na formação inicial do pedagogo: em debate as emoções das crianças no primeiro ano do ensino fundamental
    (2026-06-18) Santos, Débora Ferreira dos; Amorim, Maria do Rosário de Fátima Brandão de; http://lattes.cnpq.br/5330024930917910; http://lattes.cnpq.br/4480363532292542
    A presente pesquisa tem como objetivo analisar a percepção de estudantes de Pedagogia, em formação inicial, acerca de sua preparação para compreender e lidar com as emoções expressas pelas crianças no primeiro ano do Ensino Fundamental. Fundamenta-se em abordagens teóricas que reconhecem a indissociabilidade entre emoção e aprendizagem, destacando as contribuições de Henri Wallon, Lev Vygotsky e Daniel Goleman. Trata-se de um estudo de caráter exploratório, com abordagem quantitativa, realizado por meio da aplicação de questionário a estudantes de um curso de Pedagogia. Os resultados evidenciam que os participantes reconhecem a importância das emoções no processo de ensino-aprendizagem e identificam sua presença no cotidiano escolar, especialmente no contexto do primeiro ano. No entanto, apontam fragilidades em sua formação inicial, destacando insegurança quanto à capacidade de interpretar e mediar as emoções das crianças. Além disso, foram identificados desafios relacionados às condições de trabalho docente, como o excesso de demandas em sala de aula e a falta de apoio institucional. Conclui-se que, embora haja uma compreensão teórica sobre a relevância da dimensão emocional, ainda persiste um distanciamento entre esse reconhecimento e a preparação prática dos futuros professores. O estudo reforça a necessidade de uma formação docente que integre aspectos cognitivos e emocionais, contribuindo para o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais sensíveis e comprometidas com a formação integral da criança.
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    O patrimônio em livros didáticos de história dos anos iniciais do ensino fundamental
    (2023-09-15) Leal, Bianka Karollayne Marques; Silva, Lucas Victor; http://lattes.cnpq.br/0058476610695399
    A escola tem papel fundamental na construção de sujeitos críticos capazes de valorizar os bens históricos da humanidade. E, dentro do ambiente escolar, o livro didático é uma ferramenta pedagógica quase onipresente. Nesta monografia analisamos a concepção de patrimônio como conteúdo histórico escolar presente em duas coleções de livros didáticos de História dos anos iniciais do Programa Nacional do livro Didático (PNLD) 2019: "Buriti Mais História" e “Aprender Juntos", visando investigar as concepções de patrimônio existentes e como as atividades de ensino, as atividades de consolidação e avaliação da aprendizagem propostas nos livros tratam os conteúdos relacionados a temática patrimonial. Também investigamos o diálogo realizado entre a obra didática e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Guia do Programa Nacional do Livro Didático 2019 e o Edital do PNLD 2019 no que diz respeito à abordagem da temática do patrimônio. Trata-se de pesquisa documental, bibliográfica e de caráter qualitativo. Utilizou-se, na coleta de dados, o método análise de conteúdo inspirado em Bardin (1979). O levantamento teórico se fundamenta por meio de autores como Bittencourt (2009), Paim (2010), Cainelli (2010), Gil (2021), dentre outros. A partir desta investigação pode-se perceber que a Base Nacional Comum Curricular é quem dita em que ano, como e com que frequência surge o patrimônio histórico nos livros didáticos, que há poucas páginas com menções/ atividades presentes nas obras didáticas se compararmos ao número total existente, e ainda que embora carreguem abordagens investigativas, valorizam, sobretudo o tratamento histórico de patrimônios distantes no tempo e no espaço dos estudantes uma vez trazem pouquíssimas atividades voltadas aos patrimônios locais.
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    A relação entre professor e alunos no processo de alfabetização de estudantes do 5º ano do ensino fundamental
    (2025-12-17) Xavier, João Hélio Martins de Macêdo; Souza, Sirlene Barbosa de; https://lattes.cnpq.br/9608639713920207; https://lattes.cnpq.br/2337447899575687
    Esta pesquisa teve como objetivo analisar as práticas de ensino da leitura e da escrita propostas por um professor que lecionava em uma turma do 5º ano do Ensino Fundamental, bem como identificar as relações estabelecidas com os estudantes que ainda se encontravam em processo de apropriação do Sistema de Escrita Alfabética (SEA). A relação professor–aluno perpassa todo este trabalho, considerando sua relevância no processo de ensino e aprendizagem. Tal relação influencia tanto o desenvolvimento acadêmico quanto o desenvolvimento pessoal dos estudantes, especialmente quando é marcada por ações pedagógicas pautadas no afeto, no acolhimento e no respeito às habilidades já consolidadas, bem como àquelas que ainda se encontram em processo de consolidação. Para embasar a investigação, foram utilizados marcos legais que orientam a educação básica, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018), o Plano Nacional de Educação (PNE, 2014), a Política Nacional de Alfabetização (PNA, 2019) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN nº 9.394/96). Como aporte teórico, destacam-se autores como Morais (2005, 2012), Soares e Batista (2005), Leal e Santos (2023) e Mayer e da Costa (2017). A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, utilizando como procedimentos para a produção dos dados um questionário para traçar o perfil do docente, observações participantes em sala de aula e uma entrevista semiestruturada. Para a análise dos dados, optou-se pela utilização da Análise de Conteúdo, o que possibilitou identificar como se estabeleciam as relações entre o professor e os alunos durante o trabalho com a apropriação do SEA, compreender as propostas do docente para o ensino da leitura e da escrita e reconhecer os desafios existentes em uma turma do 5º ano. Os resultados indicaram os desafios de alfabetizar fora do ciclo alfabetizador, a necessidade de reconhecimento das heterogeneidades de conhecimentos presentes na sala de aula, especialmente no que se refere aos estudantes que ainda não consolidaram o processo de alfabetização no período previsto, bem como o papel das interações no favorecimento das habilidades de leitura e escrita. Concluiu-se, ainda, que essas interações são fundamentais para o avanço no aprendizado do Sistema de Escrita Alfabética por estudantes em processo de alfabetização e podem ser potencializadas quando o docente conta com uma rede de apoio pedagógico.
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    O lugar da brincadeira no ensino fundamental: reflexões sobre a prática pedagógica de professoras do 1° ano de escolas pesquisadas da Zona da Mata de Pernambuco
    (2025-12-15) Farias, Alyne Carolayne Serafim de; Cabral, Ana Catarina dos Santos Pereira; https://lattes.cnpq.br/7731108870085614; https://lattes.cnpq.br/5146633156562465
    Este trabalho teve como objetivo compreender a prática pedagógica de professoras do 1º ano do Ensino Fundamental em relação à brincadeira. Como objetivos específicos, buscou-se analisar como as brincadeiras ocorrem na rotina das turmas pesquisadas, identificar que elementos de concepções sobre a brincadeira aparecem na fala das professoras e verificar como as professoras planejam as atividades envolvendo o brincar. A pesquisa foi desenvolvida a partir de revisão de literatura e adotou abordagem qualitativa, utilizando entrevistas semiestruturadas com docentes de três escolas da Zona da Mata de Pernambuco. Os dados foram analisados com base na Análise de Conteúdo inspirada em Bardin. Os resultados indicam que muitas educadoras não planejam nem estimulam ativamente as brincadeiras, entendendo-as, em grande parte, apenas como momentos de distração. Embora reconheçam a importância do brincar para o desenvolvimento infantil, suas práticas não evidenciam intencionalidade pedagógica alinhada às orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018) e de autores da área. Assim, o brincar acaba sendo reduzido a momentos de satisfação das crianças, restritos, sobretudo, ao horário do intervalo.
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    Narrativas docentes sobre o não domínio da leitura e escrita em turmas do 4º e 5º ano: desafios e estratégias em duas escolas públicas de Camaragibe e Recife
    (2025-07-11) Santos, Mariana Belo dos; Cabral, Ana Catarina dos Santos Pereira; http://lattes.cnpq.br/7731108870085614; http://lattes.cnpq.br/1068359420044738
    A presente pesquisa investigou as ações de duas escolas públicas em relação ao acompanhamento das crianças do 4º e 5º ano que ainda não dominam a leitura e a escrita. Para isso, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 12 profissionais da educação, incluindo professores regentes, coordenadoras e gestoras escolares. Os objetivos da pesquisa incluíram: identificar as ações pedagógicas voltadas ao acompanhamento dos estudantes que não dominam a leitura e a escrita; analisar como os documentos oficiais orientam esse acompanhamento; e compreender as principais dificuldades enfrentadas pelas escolas nesse contexto. Os resultados apontaram que, embora haja iniciativas como diagnósticos periódicos e formações continuadas, as práticas pedagógicas ainda enfrentam limites diante da complexidade da heterogeneidade escolar. Conclui-se que é imprescindível o fortalecimento de políticas públicas voltadas para formação docente e ações pedagógicas que considerem os diferentes ritmos e trajetórias de aprendizagem para garantir uma alfabetização inclusiva e efetiva.
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    O olhar docente sobre as relações entre avaliação e aspectos socioemocionais dos estudantes
    (2025-07-29) Brandão, Maria Eduarda Silva; Gama, Ywanoska Maria Santos da; http://lattes.cnpq.br/1398858336713229; http://lattes.cnpq.br/4792394204301905
    O presente trabalho teve como objetivo analisar as concepções de uma professora do 5º ano do Ensino Fundamental sobre os processos avaliativos e seus reflexos no comportamento das crianças em uma escola da rede municipal do Recife. A pesquisa, de abordagem qualitativa, utilizou como instrumentos a observação, realizada em sala de aula no período de semana de provas com duração de 4 dias, e uma entrevista semiestruturada com a docente regente. Os dados foram tratados por meio da Análise de Conteúdo (2011). Os resultados revelam uma tensão entre o discurso pedagógico da professora, alinhado a uma perspectiva formativa, e a prática, guiada por uma cultura escolar classificatória e por avaliações externas. Essa dinâmica resulta em impactos significativos nos estudantes, como o desenvolvimento de uma relação utilitarista com o conhecimento, a internalização da percepção de incapacidade, a criação de estigmas sociais em sala de aula e a manifestação de ansiedade e desengajamento. Verificamos que no cenário investigado, a avaliação tem operado mais como um instrumento preparatório do que como uma ferramenta mediadora da aprendizagem, reforçando a necessidade de práticas pedagógicas que priorizem o acolhimento e a formação integral do aluno.
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    Prática pedagógica com estudantes com o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade nos anos iniciais do ensino fundamental
    (2025-07-25) Pereira, Ana Carolina Alves; Coelho, Maria Teresa Barros Falcão; http://lattes.cnpq.br/3795912188041909
    Uma sala de aula é formada por indivíduos que possuem singularidades e particularidades que precisam ser consideradas ao longo do processo de aprendizagem. Neste sentido, esta monografia teve como objetivo compreender a prática pedagógica de professoras, dos anos iniciais do ensino fundamental de uma escola da rede pública de Camaragibe (PE), em relação aos estudantes com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A partir de revisão de literatura foi possível perceber que o planejamento pedagógico precisa de adaptações direcionadas aos estudantes com o TDAH, visando uma metodologia com estratégias e recursos didáticos que estimulem a autonomia, atenção e concentração para o desenvolvimento das atividades propostas. Este estudo tem uma natureza qualitativa, na qual os meios para a coleta dos dados foram observações e entrevistas semiestruturadas. A partir do procedimento de Análise de Conteúdos Temática, foram elaboradas três categorias: A prática pedagógica: entre teorias e vivências; Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade: concepções e experiências; e Dificuldades e desafios para a prática pedagógica com crianças com o TDAH. Os resultados indicaram que o planejamento pedagógico era elaborado para a turma, havendo uma abordagem de ensino tradicional pelas professoras, com o estabelecimento de condições e recompensas nas atividades propostas para os estudantes. Ressalta-se a importância da formação continuada, que possibilite ampliar a compreensão de temas da Educação Inclusiva, que favoreçam a efetividade de um planejamento que vise adaptações mediante as heterogeneidades educacionais apresentadas pelas crianças.
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    Práticas de leitura e o tratamento da heterogeneidade: os saberes e fazeres de uma professora dos anos iniciais do ensino fundamental
    (2025-07-16) Leite, Renata da Silva; Souza, Sirlene Barbosa de; http://lattes.cnpq.br/9608639713920207; http://lattes.cnpq.br/7106126368088282
    A presente pesquisa analisou as práticas de ensino de leitura de uma professora alfabetizadora que atuava em uma turma de 3º Ano, Ensino Fundamental no município de Recife, no tocante ao trabalho com as heterogeneidades de conhecimentos de seus alunos com esse eixo. Para tanto, identificamos o que a professora pensava sobre heterogeneidade e ensino de leitura, descrevemos sua prática pedagógica e suas estratégias de mediação. O referencial teórico articulou as contribuições de Soares (2008, 2017, 2022), que enfatiza o letramento como prática social, a perspectiva de Leal (2005, 2006, 2013; 2022) sobre as múltiplas dimensões da heterogeneidade (cognitiva, econômica, cultural e afetiva), e de Leal, Souza e Silva (2020), acerca de intervenções pedagógicas, ou seja, ações deliberadas do professor que buscavam ajustar o ensino às necessidades específicas dos alunos. Ancorados na abordagem qualitativa da pesquisa, realizamos observações participantes na sala de aula da professora investigada, entrevistas semiestruturadas e aplicação de questionário com a mesma. Os resultados apontaram que a professora possuía um amplo entendimento acerca das heterogeneidades presentes na sua turma, tanto no que diz respeito aos conhecimentos sobre a leitura, como em relação às questões sociais e econômicas, levando-a a promover atividades de leitura diversificadas, que valorizavam o contexto sociocultural dos estudantes. Os dados apontaram que a docente, em busca de tratar a heterogeneidade da turma, buscava formar grupos de alunos com diferentes níveis de conhecimentos em relação a leitura, com o objetivo de fazê-los avançar nos seus conhecimentos e alcançar a autonomia na leitura, promovia atendimentos aos alunos de forma individualizada e realizava correções coletivas, ajustadas às necessidades de cada um. Por fim, os dados colocaram em evidência que as suas escolhas textuais e estratégias de acolhimento demonstravam a sua sensibilidade às desigualdades socioeconômicas, aos diferentes níveis de conhecimento e às dimensões afetivas dos estudantes. Esse conjunto de movimentos da docente revelou alinhamento com a perspectiva do alfabetizar letrando (Soares, 1998), por ter promovido autonomia, criticidade e avanços concretos nos níveis de leitura, além de apontar caminhos para que a escola reconheça e trabalhe de forma sistemática as diversidades em sala de aula.