TCC - Engenharia de Pesca (Sede)
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Item Diversidade, distribuição e abundância da ictiofauna dermersal da Região Norte e Nordeste do Brasil(2026-02-11) Borba, Larysa Evellyn Bispo; Frédou, Thierry; http://lattes.cnpq.br/8119220407894290; http://lattes.cnpq.br/7787204812082853O crescimento contínuo do consumo de recursos pesqueiros tem ampliado a pressão sobre os ecossistemas marinhos, tornando essencial a realização de estudos que forneçam subsídios para o manejo sustentável e a conservação da biodiversidade. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo analisar e comparar a diversidade, a distribuição e a abundância da ictiofauna demersal das regiões Norte e Nordeste do Brasil, visando ampliar o conhecimento ecológico desses ambientes. Foram utilizados dados provenientes de três cruzeiros oceanográficos de larga escala, sendo um na região Norte (AMAZOMIX) e dois na região Nordeste (ABRACOS 1 e 2), com amostragens realizadas por meio de redes de arrasto de meia-água em diferentes profundidades, associadas à coleta de variáveis ambientais, como temperatura, salinidade, oxigênio dissolvido e fluorescência. A estrutura das assembleias foi avaliada por meio da frequência de ocorrência, captura por unidade de esforço e índices ecológicos de diversidade, incluindo riqueza de Margalef, equitabilidade de Pielou e índices de Hill, além da aplicação de análises multivariadas para identificar padrões espaciais e relações com o habitat. Na região Nordeste foram registradas 129 espécies de peixes demersais, com predominância de espécies raras e maior diversidade associada a ambientes com substratos recifais e mistos. Na região Norte foram identificadas 86 espécies, também com elevada proporção de espécies raras, porém com menor riqueza quando comparada à região Nordeste. Em ambas as regiões se observou alta variabilidade espacial da diversidade, sem padrões consistentes de correlação com profundidade e latitude, mas com influência significativa do tipo de substrato. Os resultados evidenciam a relevância ecológica das zonas costeiras e oceânicas das regiões Norte e Nordeste do Brasil como áreas de elevada biodiversidade, ressaltando a necessidade de estratégias de conservação e manejo sustentável para a manutenção dos ecossistemas marinhos e dos recursos pesqueiros.Item Estágio Supervisionado Obrigatório no arquipélago de SÃO PEDRO e São Paulo(ASPSP) pelo Laboratório de Etologia Pesqueira (LEP)(2025) Silva, Felipe José da; Oliveira, Paulo Guilherme Vasconcelos de; http://lattes.cnpq.br/5700488412022830O arquipélago de São Pedro e São Paulo, é o único arquipélago oceânico no planeta formado pelo manto terrestre, tornando-o um laboratório permanentemente fundeado no Oceano Atlântico. Funciona como um verdadeiro oásis, atraindo vários animais marinhos, caracterizando um local ímpar para a biodiversidade e produtividade pesqueira, portanto o monitoramento pesqueiro e a pesquisa científica, são de suma importância para compreender a dinâmica das espécies locais e migratórias. A possibilidade de realizar um estágio supervisionado obrigatório, possibilita a experiência de um profissional Bacharel em Engenharia de Pesca por executar atividades como a coleta de materiais biológicos para análise de genotoxicidade, amostras de gônadas e estômagos de organismos marinhos, coleta de dados biométricos essenciais para o entendimento das populações de espécies, além da utilização de métodos não letais como o Baited Remote Underwater Video Systems (BRUVS). Também são coletados dados de parâmetros abióticos, como temperatura da água, salinidade e profundidade, para compreender melhor as condições ambientais locais. Com isso, a oportunidade de trabalhar embarcado em atividades pesqueiras permite que o estagiário tenha um contato direto com a rotina da pesca e com a coleta de dados em campo, possibilitando um aprendizado prático e aprofundado sobre a dinâmica das atividades pesqueiras sustentáveis e a importância do monitoramento constante para a preservação dos recursos marinhos. Portanto, o estágio supervisionado no arquipélago de São Pedro e São Paulo representa uma experiência única e enriquecedora, combinando o aprendizado teórico com a prática de campo em uma das regiões mais interessantes e vitais para a pesquisa marinha no planeta.Item Imagens subaquáticas geradas pelas Estações Remotas de Vídeo Subaquáticas com Isca (BRUVS) no Arquipélago de São Pedro e São Paulo(2021-12-14) Bezerra, Natalia Priscila Alves; Oliveira, Paulo Guilherme Vasconcelos de; http://lattes.cnpq.br/5700488412022830; http://lattes.cnpq.br/5613525779232672O Relatório de Estágio Supervisionado (RESO) teve como objetivo analisar as filmagens geradas pelas Estações Remotas de Vídeo Subaquáticas com Isca (BRUVS, sigla em inglês) provenientes do arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP), a menor e a mais remota ilha oceânica brasileira. A partir das observações das imagens, foi possível avaliar a eficácia dos BRUVs para monitorar a biodiversidade e realizar estimativas de abundância dos elasmobrânquios e peixes ósseos na região. Para tanto, as amostragens foram realizadas em profundidades que variaram entre cinco e 30 m no entorno do ASPSP, por meio do uso da câmera GoPro Hero 5 fixada a uma base de aço inoxidável em forma de trapézio, com uma extensão, em cuja extremidade foi posicionada a isca. Todos os organismos registrados nos vídeos foram identificados ao menor táxon possível. O número máximo de indivíduos de uma mesma espécie observados em cada ponto de coleta foram também contabilizados. Em expedições realizadas de setembro de 2018 até janeiro de 2020 ao ASPSP, foram registrados 2.700 minutos de vídeos, obtidos em 35 lançamentos dos BRUVs nas circunvizinhanças da ilha. Um total de 2.991 indivíduos foi registrado nos BRUVs, pertencentes a seis ordens, 10 famílias e 19 espécies. Quatro espécies de elasmobrânquios e 15 de teleósteos foram avistadas. O cangulo-preto (Melichthys niger) foi a espécie mais representativa em número de indivíduos (1.822) com 61% de todos os exemplares registrados, seguido pelo peixe-rei (Elagatis bipinnulata) com 14% (404), guarajuba (Caranx crysos) (202) e xaréu-preto (Caranx lugubris). Quanto ao número total de elasmobrânquios registrados, a maior ocorrência foi atribuída ao tubarão lombo preto (Carcharhinus falciformis) (43), seguido pelo tubarão de Galápagos (Carcharhinus galapagensis) (33) e a raia manta chilena (Mobula tarapacana) (13). O C. falciformis recebeu o status de vulnerável (VU) na categoria da IUCN, sendo essa espécie cerca da metade dos elasmobrânquios contabilizados. Além disso, M. tarapacana e o tubarão baleia (Rhincodon typus), também avistados nos BRUVs, são espécies classificadas como ameaçadas de extinção (EN), que fazem do arquipélago um ponto de passagem em suas rotas migratórias. Assim, o uso de BRUVs se mostrou eficiente para avaliar a fauna marinha na região, sendo uma técnica não invasiva e não destrutiva, ideal para o monitoramento de Áreas Marinhas Protegidas.
