TCC - Engenharia Florestal (Sede)
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Item Agroflorestar: utilização de desenho e diagnóstico para potencializar a produtividade e sustentabilidade de um sistema agroflorestal em Igarassu – PE(2019-11-29) Lucena, Luiza de Almeida; Hakamada, Rodrigo Eiji; Freitas, Eliane Cristina Sampaio de; http://lattes.cnpq.br/7525975084334972; http://lattes.cnpq.br/4186459700983170; http://lattes.cnpq.br/8517086611563777Os sistemas agroflorestais são paradigmas alinhados à questão de sustentabilidade, pois, com o manejo adequado, pode levar ao aumento da produção de alimentos e produtos florestais em uma mesma área, incrementando a produtividade total de uma determinada propriedade. Portanto, investigações neste contexto surgem como oportunidade de melhorias em ações voltadas a assistência técnica com o intuito de viabilizar a produção nesses sistemas. Neste sentido, o presente trabalho teve por objetivo propor alternativas para aumento de produtividade e sustentabilidade em uma pequena propriedade em Igarassu – PE. Trata-se de uma área com 3,6 ha sob regime de sistema agroflorestal manejada por três agricultores, caracterizando-se como um Quintal Agroflorestal. Foi proposta a metodologia de Pesquisa-ação no sentido de elucidar a investigação dos entraves produtivos do sistema à luz de ações práticas, através da resolução de problemas. Para tal, aplicou-se a metodologia de Desenho e Diagnóstico, utilizando paralelamente as técnica o Diagnóstico Rural Participativo, para identificar as potencialidades e vulnerabilidades do sistema agroflorestal existente, prescrever melhorias daquilo já existente na área, sugestão de nova cultura a ser inserida, elaboração de um calendário produtivo, promoção de oficina que potencialize a produtividade da propriedade e desenvolvimento de uma tecnologia social junto aos agricultores. Por meio do levantamento da produção agroecológica da propriedade, pode-se ter um bom panorama das potencialidades e vulnerabilidades do sistema, e identifica-las viabilizou a proposição de melhorias que podem ser adotadas na área de estudo. Constatou-se que um importante fator para garantir a produtividade do sistema é realizar o controle de formigas cortadeiras. A elaboração de um calendário produtivo tornou possível a visualização da fenologia das espécies, bem como a época ideal para as abelhas forragearem, os meses com maior pico de produção das espécies. Houve a realização de uma oficina de vermicompostagem e construção de uma cartilha sobre o tema, que contribuiu de forma eficiente, por meio do incremento de um novo sistema de produção de insumo orgânico na propriedade. Realizou-se a proposição de introdução da cultura de acerolas na área de pastejo do galinheiro em que se pode visualizar a importância da adotabilidade como fator de avaliação de sistemas agroflorestais. Por fim, foi desenvolvida uma tecnologia social que, através de recursos digitais, aproxima produtores agroecológicos de consumidores. Desta forma, ressaltou-se a relevância da adoção de práticas participativas nas atividades de assistência técnica para que as melhorias nestes sistemas realmente estejam em consonância com a realidade dos agricultores e para que as práticas de fato sejam implementadas.Item Análise econômica de um sistema agroflorestal com foco em cacau implantado no Baixo Sul da Bahia(2025-03-20) Macêdo, Leonardo Veiga de; Fernandes, Ana Paula Donicht; http://lattes.cnpq.br/7392835869663724; http://lattes.cnpq.br/4578822512291943O uso de sistemas agroflorestais traz benefícios ambientais e socioeconômicos, sendo uma ferramenta fundamental para o fortalecimento da agricultura familiar. O plantio de cacau nesse sistema de cultivo encontra no baixo sul da Bahia, condições edafoclimáticas ideais para o seu desenvolvimento. A pesquisa avaliou a viabilidade econômica da implantação de um sistema agroflorestal, com ênfase na produção de cacau, na região do Baixo Sul da Bahia. O trabalho foi conduzido em uma área de um hectare na propriedade do Sr. Valdo Veiga, agricultor familiar de Nilo Peçanha-BA, no período de março de 2021 a fevereiro de 2025. O consórcio do agroecossistema incluiu além do cacau as espécies de açaí, banana-da-terra, gliricídia e mandioca. Numa perspectiva de cinco anos, a pesquisa analisou os custos de implantação e manutenção do sistema, mas também a previsão de receitas e o fluxo de caixa para uma projeção de 20 anos. As análises dos dados usaram indicadores econômicos como o Valor Presente Líquido (VPL), a Taxa Interna de Retorno (TIR) e a relação Benefício Custo (B/C). Os resultados obtidos mostram o custo total do projeto no valor de R$ 95.020,00, e a recuperação do dinheiro investido já no ano 3, totalizando um valor de R$ 101.400,00, demostrando a sua viabilidade financeira. Quando analisado o fluxo de caixa, o sistema agroflorestal pode atingir um lucro de até R$ 87.368,00 /ano, com o cacau e açaí em seu máximo potencial produtivo. Assim, o presente trabalho proporciona informações valiosas para o planejamento e a gestão de sistemas agroflorestais sustentáveis na região, contribuindo para a segurança alimentar, a redução da pobreza rural e a conservação dos recursos naturais.Item Economia feminista e agroecologia: o uso das cadernetas agroecológicas por mulheres camponesas do Sertão do Pajeú/PE(2025-07-31) Pereira, Maria Beathriz Barbosa; Jalil, Laeticia Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3792267648624578; http://lattes.cnpq.br/5228535784946422Este trabalho analisa os reflexos ambientais e econômicos da gestão agroecológica realizada por 12 mulheres agricultoras do Sertão do Pajeú, com base nos registros das Cadernetas Agroecológicas, ferramenta desenvolvida pelo grupo de mulheres que compõem o Grupo de Trabalho de Mulheres da ANA - Articulação Nacional de Agroecologia - em parceria com o CTA - Centro de Tecnologia Alternativa da Zona da Mata, para dar visibilidade ao trabalho das agricultoras agroecológicas. O objetivo foi compreender como a atuação dessas agricultoras articula práticas sustentáveis de produção de alimentos com a construção de autonomia econômica e política, a partir de uma perspectiva feminista. A metodologia adotada envolveu a sistematização e análise dos dados anotados nas cadernetas ao longo de sete meses, além da revisão de literatura sobre agroecologia, economia feminista e gestão territorial no semiárido. Os resultados revelaram a diversidade de espécies cultivadas, como hortaliças, frutíferas e ervas medicinais, adaptadas ao clima semiárido e manejadas de forma ecológica, contribuindo para a regeneração do solo, a conservação da biodiversidade e a segurança alimentar. Do ponto de vista econômico, os dados evidenciaram o papel central das mulheres na produção e circulação de alimentos, com destaque para o autoconsumo, a doação, a troca e a venda, além do beneficiamento de alimentos como estratégia de agregação de valor e geração de renda. As análises também mostraram como essas práticas estão profundamente ligadas a uma economia do cuidado, baseada na reciprocidade, na partilha e na autonomia. Conclui-se que a gestão agroecológica feminista no Sertão do Pajeú vai além da produção de alimentos: ela ressignifica o território, desafia as estruturas patriarcais e constrói alternativas sustentáveis de vida no campo, contribuindo para um modelo de desenvolvimento justo, solidário e enraizado nas realidades locais.Item Plano de manejo agroflorestal para a propriedade Toca do Coelho, Itamonte, MG(2019-11-25) Coelho, Tainá Sabino; Hakamada, Rodrigo Eiji; http://lattes.cnpq.br/4186459700983170; http://lattes.cnpq.br/2759044939942263O presente estudo teve como objetivo elaborar um plano de manejo agroflorestal para uma propriedade de 5,25 hectares, denominada Toca do Coelho, localizada em Itamonte, sul do estado de Minas Gerais. A elaboração do plano visou à geração de renda a partir do uso múltiplo do solo e da apropriação de técnicas agrícolas alternativas que estejam em conformidade com as diretrizes da sustentabilidade. A elaboração foi precedida de duas etapas: a avaliação da área, que diz respeito à consulta e identificação dos objetivos do proprietário e dos recursos disponíveis e, da caracterização da área, que consistiu no georreferenciamento e mapeamento da propriedade, no zoneamento do terreno baseado nas restrições legais aplicáveis, na caracterização dos aspectos bióticos e abióticos da propriedade e, na identificação do uso e ocupação do solo da região. A partir das informações levantadas, a propriedade ficou dividida nas seguintes zonas: Zona de Preservação Permanente, Zona de Proteção Integral, Zona de Manejo de Vegetação Nativa, e Zona de Produção Agroflorestal. As atividades a serem desenvolvidas na propriedade serão: a) a implantação de um Sistema Agroflorestal – SAF – a partir do consórcio de oliveiras, café e framboesa; b) o manejo da espécie nativa candeia (Eremanthus erythropappus (DC) Macleish); c) a instalação de meliponários para a produção de mel; d) a delimitação de área para pasto para produção de lacticínios e, e) a adoção de um circuito de trilhas para desenvolvimento do turismo ecológico/rural na Toca do Coelho. Para cada uma das atividades, foram estimados os seus custos, bem como o retorno financeiro. O Plano de Manejo da Toca do Coelho se mostra ambiental e economicamente viável, assim como deverá atender as expectativas do proprietário. A adoção dessa tecnologia pode servir de modelo para aumentar a produtividade e a qualidade de vida dos pequenos agricultores da região, ao mesmo tempo em que apresenta potencial para conservar os recursos naturais.Item Transição agroecológica em um sítio na Zona da Mata pernambucana: uma análise ecológica e social(2025-12-19) Silva, Danielle Nascimento da; Freitas, Eliane Cristina de Sampaio de; Jalil, Laeticia Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3792267648624578; http://lattes.cnpq.br/7525975084334972; http://lattes.cnpq.br/8529063812255262Os sistemas agroflorestais agroecológicos constituem formas de manejo que integram componentes arbóreos, agrícolas e, em alguns casos, animais, e podem ser estruturados a partir dos princípios da agroecologia. Esses princípios orientam a organização da biodiversidade, a ciclagem de nutrientes, a conservação dos solos e da água, bem como a valorização do conhecimento local e da autonomia das famílias agricultoras. Assim, um sistema agroflorestal agroecológico não se define apenas pela combinação de espécies, mas pela intencionalidade social, econômica e ecológica que orienta o manejo, resultando em um agroecossistema que busca simultaneamente produtividade, resiliência e sustentabilidade. Neste estudo, realizou-se a sistematização e análise do processo de transição agroecológica de um agroecossistema familiar, com base em ferramentas participativas de observação e representação gráfica, como Travessia, Linha do Tempo, Mapa do Agroecossistema, Diagrama de Fluxos de Insumos e Produtos e Mapa da Divisão do Trabalho por Gênero, permitindo compreender de forma abrangente as dimensões ecológicas, sociais e econômicas da experiência. Para isso foi utilizado o Método LUME, idealizado pela AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia. De forma geral, os resultados evidenciaram um sistema diversificado, com elevado uso de recursos internos, forte integração entre os subsistemas e produção voltada majoritariamente ao autoconsumo, compondo uma organização produtiva estável e de baixa dependência de insumos externos. Identificou-se manejo eficiente da água, utilização de práticas que reforçam a fertilidade do solo e participação ativa da família em redes sociotécnicas, elementos que contribuem para consolidar a autonomia produtiva e social. A experiência estudada demonstra que a adoção de princípios agroecológicos pode promover sustentabilidade ecossistêmica, fortalecimento das redes territoriais e melhoria das condições de vida no meio rural, contribuindo para a consolidação de trajetórias de desenvolvimento mais justas e resilientes.
