TCC - Engenharia Agrícola e Ambiental (Sede)
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Resultados da Pesquisa
Item Análise geoespacial e modelagem da condutividade hidráulica de solo cultivado com repolho no Vale Aluvial do Mimoso(2025-12-22) Silva, Jeferson Antonio dos Santos da; Montenegro, Abelardo Antônio de Assunção; http://lattes.cnpq.br/7947714302950574; http://lattes.cnpq.br/0815590992380180O presente trabalho analisa a utilização de geotecnologias e modelagem da condutividade hidráulica em conjunto com soluções baseadas na natureza (SbN) para práticas de manejo agrícola sustentável no semiárido brasileiro, tendo como fatores característicos a escassez hídrica e solos com baixa retenção de água. O objetivo geral constitui-se em avaliar de maneira não destrutiva, a influência do biochar e da cobertura morta na condutividade hidráulica e no vigor vegetativo do repolho (Brassica oleracea), por meio de imagens capturadas por drone. A pesquisa foi realizada no Vale Aluvial do Mimoso, em Pesqueira, Pernambuco, Brasil, com delineamento em blocos casualizados associando ou não a cobertura morta a diferentes doses de biochar. O monitoramento utilizou drone equipado com sensores multiespectrais, RGB e infravermelho próximo, para avaliação dos índices de vegetação Normalized Difference Vegetation Index (NDVI) e Visible Atmospherically Resistant Index (VARI), além da utilização do algoritmo Beerkan Estimation of Soil Transfer (BEST) para modelagem de condutividade hidráulica. Os resultados indicaram que a utilização de biochar e cobertura morta auxiliou no vigor vegetativo, com resultados significativos nos índices espectrais e melhoria na estrutura porosa do solo. A cobertura morta apresentou-se eficiente para atenuar o efeito de fundo do solo exposto nas imagens com vegetação esparsa, possibilitando maior precisão nas interpretações dos índices sobre a saúde das plantas. Conclui-se que o uso de práticas conservacionistas associadas ao monitoramento com drones possibilita uma gestão estratégica para a agricultura, auxiliando na tomada de decisão e na resiliência frente às limitações climáticas da região.Item Sustentabilidade hídrica e desenvolvimento regional: o papel das barragens subterrâneas no semiárido brasileiro(2024-10-04) Melo, Giovana Elvira de; Freire, Maria Betânia Galvão dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2636653493262436; http://lattes.cnpq.br/2684222726881637O desenvolvimento regional em áreas como o Semiárido brasileiro está intrinsecamente relacionado à sustentabilidade hídrica. A escassez de água não apenas limita o crescimento econômico, mas também afeta negativamente a saúde pública e agrava as desigualdades sociais. Nesse contexto, a implementação de estratégias de gestão sustentável dos recursos hídricos, como a construção de barragens subterrâneas e a adoção de práticas agrícolas adaptadas às condições climáticas locais, torna-se essencial para promover o desenvolvimento socioeconômico sustentável dessas regiões. As barragens subterrâneas, em particular, destacam-se como um instrumento de gestão de recursos hídricos e como uma tecnologia alternativa de baixo custo de construção e manutenção, sendo uma obra hidro-ambiental que busca suprir as demandas hídricas para consumo humano, animal e agrícola, especialmente em regiões áridas e semiáridas. Interrompendo o fluxo de água superficial e subterrâneo por meio de uma parede (septo impermeável) construída transversalmente à direção das águas. A água da chuva infiltra-se lentamente, formando ou elevando o lençol freático, que será posteriormente utilizado pelas plantas. Frente às dificuldades impostas pela seca prolongada e à vulnerabilidade econômica das comunidades rurais, torna-se evidente a importância de intensificar a captação e o armazenamento da água da chuva, não apenas como medida para mitigar os prejuízos causados por perdas de safra, mas também como um mecanismo para aumentar significativamente a renda das comunidades rurais e promover o desenvolvimento econômico sustentável da região. O fortalecimento dessas práticas, aliadas às políticas públicas voltadas para o Semiárido brasileiro, pode transformar a realidade da região, tornando-a mais resiliente às adversidades climáticas, promovendo a segurança hídrica e contribuindo para a redução das desigualdades regionais. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo principal revisar a literatura sobre o papel das barragens subterrâneas na promoção da sustentabilidade hídrica e no desenvolvimento regional no Semiárido brasileiro, abrangendo os avanços, limitações, contribuições ao meio social, ambiental e econômico, além das oportunidades dessa tecnologia no contexto da gestão de recursos hídricos.Item Analisando o perfil dos consumidores a partir do processo de transição agroecológica vivenciado pelos agricultores do Mercado da Vida em Bonito-PE(2020) Lins, Maria Gabriela Freire; Gervais, Ana Maria Dubeux; http://lattes.cnpq.br/7478606758967006; http://lattes.cnpq.br/7146250311132598Pensando como ponto de partida o sistema capitalista, na esfera da agricultura, o agronegócio e seu pacote tecnológico de agrotóxicos e maquinários imperaram e modificaram as formas tradicionais camponesas de trabalho com a terra, bem como dos povos originários. O pacote tecnológico trouxe diversos avanços no que se refere a pesquisas na melhoria do trabalho, entretanto, suprimiu algumas relações, no que diz respeito a produção e a comercialização em um circuito curto, importantes no desevolvimento local. Por isso, novas formas de se relacionar com as pessoas, bem como a natureza são essenciais para a continuidade da vida na terra. E mais especificamente, para que haja produção de alimentos ao mesmo tempo que sua capacidade de resiliência permaneça prevalecendo e mantendo todos os organismos em equilíbrio. Como alternativa a isso, surge o a economia solidária e agroecologia, atrelados ao Bem Viver, em que os valores uma vez desprezados pelo sistema hegemônico são resgatados. Para isso, um processo de transição da forma de produção, da comercialização e do consumo deve ser iniciado, por meio de metodologias participativas e da construção coletiva de conhecimento, para a garantia de uma vida ética através da análise crítica do paradigma hegemônico. Dessa forma, no que se trata do conhecimento sobre uma alimentação saudável e livre de agrotóxicos, como é o caso da comercialização feita no Mercado da Vida, em Bonito, Pernambuco, faz-se necessário um trabalho que vise rearticular produção, comercialização e consumo num circuito curto de comercialização, na perspectiva de reorientar produtores e consumidores sobre o alimento que chega à sua mesa. A partir disso pensou-se em formas de entender o papel dos parceiros do projeto, bem como a gestão, para então, estabelecer formas de construção do conhecimento que possam ser benéficas no desenvolvimento das ações com produtores e consumidores e sobretudo, considerar o saber que carregam como fundamentais à continuidade da vida no planeta.
