Navegando por Assunto "Comportamento ingestivo animal"
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Item Comportamento ingestivo de bovinos de corte em sistemas de produção a pasto(2025-12-19) Silva, Rogério Barros da; Monnerat, João Paulo Ismério dos Santos; http://lattes.cnpq.br/3851426263880079; http://lattes.cnpq.br/5004734953006017O comportamento de bovinos de corte em sistemas de pastejo é fundamental para compreender a interação entre animal, ambiente e disponibilidade de forragem, permitindo aprimorar práticas de manejo e elevar a eficiência produtiva. Objetivou-se analisar, por meio de revisão bibliográfica narrativa, os principais fatores que influenciam o comportamento ingestivo, social e térmico de bovinos, bem como identificar a contribuição de tecnologias aplicadas ao monitoramento dessas respostas. A revisão evidenciou que variáveis como estrutura da pastagem, qualidade da forragem e condições ambientais determinam o tempo destinado ao pastejo, ruminação e ócio, enquanto o estresse térmico altera significativamente esses padrões, reduzindo o consumo e aumentando a busca por sombra e água. Verificou-se também que as interações sociais influenciam o acesso a recursos essenciais e a organização do grupo, sendo que sistemas arborizados, como os silvipastoris, favorecem maior conforto térmico e menor ocorrência de comportamentos agonísticos. Além disso, tecnologias como sensores, GPS, acelerômetros, câmeras e inteligência artificial ampliam a precisão no monitoramento do comportamento, auxiliando a tomada de decisões de manejo. Conclui-se que o conhecimento dos padrões comportamentais dos bovinos de corte é indispensável para o desenvolvimento de sistemas de produção mais eficientes, sustentáveis e alinhados ao bem-estar animal, especialmente quando associado a práticas adequadas de manejo e ao uso de tecnologias emergentes.Item Comportamento ingestivo de caprinos e ovinos recebendo diferentes fontes de carboidratos associado à ureia em substituição ao farelo de soja(2018-08-22) Silva, Rita de Cássia Manso; Guim, Adriana; http://lattes.cnpq.br/5179137865818915; http://lattes.cnpq.br/0329511011280265O nordeste brasileiro possui grande aptidão na criação de caprinos e ovinos no semiárido, porém há a dificuldade de uma produção homogênea de alimento durante o ano. A utilização de alimentos alternativos na alimentação animal que sejam adaptados ao clima semiárido, como a palma forrageira e a mandioca pode minimizar a problemática. Objetivou-se analisar o efeito de diferentes fontes de carboidratos associados à ureia em substituição ao farelo de soja sobre o comportamento ingestivo de ovinos e caprinos. Foram utilizados quatro caprinos e quatro ovinos dotados de fistula permanente no rúmen, dispostos em delineamento quadrado latino 4x4, recebendo as dietas experimentais com diferentes fontes de carboidratos e ureia substituindo o farelo de soja. As dietas foram compostas por quatro tratamentos: a) milho e farelo de soja, b) milho e ureia, c) raspa de mandioca e ureia e d) palma forrageira e ureia. Os dados passaram por análise de variância e as médias foram comparadas pelo Teste de Tukey, a 5% de significância. Não foi registrada diferença significativa (P>0,05) do comportamento ingestivo entre caprinos e ovinos. No entanto, animais alimentados com a dieta contendo raspa de mandioca e ureia apresentaram maior tempo em ócio (977,50 minutos / dia), seguido pelos animais das dietas com palma forrageira e ureia (845 minutos/dia) milho + farelo de soja (822,50) e milho + ureia (821,25 minutos). As eficiências de alimentação e de ruminação não foram influenciadas nem pela espécie animal tampouco pelas dietas. Assim, conclui-se que a associação de alimentos energéticos produzidos na região (palma e raspa de mandioca) associados a ureia não compromete o comportamento ingestivo de caprinos e ovinos.Item Comportamento ingestivo de novilhas bubalinas alimentadas com níveis crescentes de concentrado em dietas com cana-de-açúcar(2019-01-18) Lopes, Myrna Sanguinetti Monteiro; Pessoa, Ricardo Alexandre Silva; http://lattes.cnpq.br/0245806512931662; http://lattes.cnpq.br/1664630925590165Objetivou-se neste estudo avaliar o efeito da associação da cana-de-açúcar a níveis crescentes de concentrado sobre o comportamento ingestivo de novilhas bubalinas. O experimento foi conduzido no Setor de Bubalinocultura do Departamento de Zootecnia da UFRPE. Foram utilizados 20 novilhas bubalinas da raça Murrah, com peso corporal médio inicial de 100 ± 13kg, foi utilizado delineamento inteiramente casualizados com quatro tratamentos e cinco repetições. O estudo teve a duração de 84 dias. As dietas experimentais foram isoproteicas, utilizando a cana-de-açúcar (colmo) como volumoso, e fubá de milho, farelo de trigo, farelo de soja, mistura mineral e ureia compondo o concentrado que foi oferecido em níveis crescentes (20, 40, 60 e 80%). As atividades de comportamento ingestivo (tempo gasto com alimentação, ruminação e ócio) foram mensuradas por observação visual direta a cada 5 minutos nos períodos diurno (06h00 às 17h55) e noturno (18h00 às 05h55) durante 3 dias (72 horas) consecutivos. Uma refeição foi considerada uma longa sequência de alimentação com pelo menos dois períodos sucessivos de alimentação de 5 minutos. O intervalo mínimo entre as refeições foi considerado de 20 minutos. Houve efeito significativo do período para o tempo de alimentação (TA), ruminação (TR) e ócio (TO) e sobre a frequência de refeições (FR). Apenas o TA foi afetado pela inclusão de concentrado na dieta dos búfalos, observando menor tempo na dieta com 80% de concentrado. Para o período diurno as novilhas despenderam mais TA, TO e FR; passando a ruminar mais no período noturno. Acredita-se que como os animais dedicaram mais tempo no período diurno com a alimentação, o período noturno foi dedicado para a ruminação. O maior TR a noite pode ser explicado pelo fato dos ruminantes preferirem realizar esta atividade no período onde as temperaturas são mais amenas, sendo essas no período noturno. Os bubalinos, nos seus momentos de ócio, procuram pela imersão na água, e os animais no presente estudo receberam banhos ao longo do dia, propiciando maior conforto e maior permanência em nesse período. A partir disso podemos concluir que o comportamento ingestivo de búfalas é influenciado pelo período do dia. Dietas com maiores proporções de concentrado influenciam o tempo de alimentação, onde elas despenderam mais tempo do período diurno para atividade referentes a busca por alimentos e do período noturno para a ruminação.Item Comportamento ingestivo de ovinos alimentados com dietas contendo duas fontes energéticas associadas ou não a palma orelha de elefante mexicana(2021-07-14) Ribeiro, Luiz Henrique Cunha; Carvalho, Francisco Fernando Ramos de; http://lattes.cnpq.br/8552194153767195; http://lattes.cnpq.br/9796031048598474Objetivou-se avaliar a substituição do milho pelo gérmen integral extra gordo de milho-GIEGM - em associação ou não com a Palma Orelha de Elefante Mexicana - POEM - na alimentação de ovinos de corte. O experimento foi realizado no setor de Ovinocultura do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal Rural de Pernambuco, localizado no município de Recife-PE. Foram utilizados 40 ovinos da raça Santa Inês, machos inteiros, com quatro meses de idade e peso inicial de 22,0 ± 1,0 kg, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, em quatro tratamentos: Milho + Feno, Milho + POEM, GIEGM + Feno e GIEGM+ POEM, utilizando 10% na matéria seca da dieta para milho e gérmen integral extra gordo de milho nas dietas que continham esses ingredientes, o uso da palma não excluiu o uso do feno de tifton 85. Os animais foram alojados em baias individuais providas de bebedouros e comedouros, dispostas em aprisco coberto. O experimento teve duração de 75 dias, sendo os 15 primeiros dias destinados à adaptação dos animais às instalações, às dietas e ao manejo, e os 60 dias restantes para avaliação e coleta de dados. Foram realizadas avaliações do comportamento ingestivo, análises químicas das dietas e dos alimentos. Não houve diferença para os contrastes onde foi avaliado o TR, TA para C2 efeito da associação da palma orelha de elefante mexicana com gérmen integral extra gordo de milho (GIMEG + Feno vs GIEGM + POEM); e C4 o efeito da fonte energética (Milho + Feno vs GIEGM + Feno), para TA, TR, TO, TMT e EAL. A palma orelha de elefante mexicana estimulou o consumo de matéria seca em ambos os tratamentos aos quais houve inclusão, favorecendo um maior tempo de ócio, reduzindo o tempo de mastigação total, melhora a eficiência de alimentação e eficiência de ruminação.Item Comportamento ingestivo de ovinos da raça Morada Nova em crescimento recebendo dieta com macarrão instantâneo em substituição ao milho(2020-10-03) Menezes, Ana Flávia Novaes de Carvalho; Ribeiro, Valéria Louro; http://lattes.cnpq.br/2677739330576168; http://lattes.cnpq.br/5085891860796204Objetivou-se avaliar o comportamento ingestivo de ovinos da raça Morada Nova em fase de crescimento, alimentados com diferentes níveis de resíduos de macarrão instantâneo em substituição ao milho. O experimento ocorreu no Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) de Sertânia-PE. Foram utilizados 15 animais machos, divididos em cinco tratamentos, sendo eles com 0%, 25%, 50%, 75% e 100% de macarrão instantâneo em substituição ao milho. Cada dieta foi devidamente balanceada de modo que venha a suprir todas as exigências dessa categoria, tendo a relação:concentrado de 50:50. Foram realizadas duas observações comportamentais, as quais ocorreram durante 24 horas diárias, das 06:00 horas da manhã às 05:50 do dia seguinte. A primeira, realizada após sete dias de adaptação e a segunda 28 dias depois. Os animais foram alojados em baias individuais identificadas com o número do animal e tipo de dieta, em delineamento inteiramente casualizado. As variáveis observadas foram: tempo de alimentação (TAL), tempo de ruminação (TRU) e tempo de ócio (TOC). Além do comportamento alimentar, foi observada também a frequência em que o animal ingeria sal mineral e água. Após o período experimental, os dados foram tabulados e submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, utilizando o software Statistical Analysis Systems (SAS, 2000). Foi observado apenas efeito significativo (P>0,05) para variável frequência do consumo de sal. O resíduo de macarrão instantâneo pode ser ofertado na dieta de ovinos até 100% de substituição do milho, pois não compromete o comportamento ingestivo dos animais.Item Efeitos de níveis de palma forrageira sobre o comportamento ingestivo em caprinos leiteiros saanen jovens(2026-02-13) Silva, Bruna Cristina Nascimento; Carvalho, Francisco Fernando Ramos de; Silva, Luiz Wilker Lopes da; https://lattes.cnpq.br/4446429786957449; https://lattes.cnpq.br/8552194153767195; https://lattes.cnpq.br/1693210320609635Objetivou-se avaliar o comportamento ingestivo de cabritos e cabritas da raça Saanen, alimentados com dietas contendo dois níveis de palma forrageira Orelha de Elefante Mexicana. O experimento foi conduzido no Departamento de Zootecnia na Universidade Federal Rural de Pernambuco, utilizando 32 animais, sendo 16 machos e 16 fêmeas, com aproximadamente 3,5 meses de idade, com peso médio corporal entre 19 e 20 kg e não castrados. Os animais foram distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, em arranjo fatorial 2 x 2, considerando dois níveis de inclusão de palma (10 e 40%) e dois sexos (macho e fêmea). Sendo a dieta base formulada para atender às exigências para mantença de animais com peso entre 19 kg e 20 kg e permitir ganho de peso médio de 150 g. O comportamento ingestivo foi avaliado por meio de observação contínua durante 24 horas em intervalos de cinco minutos, registrando-se os tempos de alimentação, ruminação, ócio, mastigação total, eficiência de alimentação e ruminação. Verificou-se efeito significativo (p<0,05) do nível de palma e do sexo sobre o comportamento ingestivo dos animais, mas também houve interação entre esses fatores. As fêmeas permaneceram mais tempo em alimentação enquanto os machos apresentaram maior tempo em ruminação e mastigação. Dietas com menor nível de palma promoveram maior tempo de alimentação e ruminação, em função do maior teor de fibra. Conclui-se que as dietas avaliadas influenciam o comportamento ingestivo de ambos os sexos, evidenciando a adaptação dos animais a diferentes dietas e a importância do conhecimento da dieta no manejo nutricional para a produção de carne caprina.Item FDNi como ferramenta para formulação de dietas com palma forrageira + bagaço de cana-de-açúcar + ureia em substituição à silagem de milho para ovinos: consumo, comportamento ingestivo e eficiência de alimentação e ruminação(2026-07-07) Silva, Pablo Francisco Santos da; Ferreira, Marcelo de Andrade; Silva, Yasmin dos Santos; http://lattes.cnpq.br/0582859610424848; http://lattes.cnpq.br/4818123702136736; http://lattes.cnpq.br/5771348641451000A escassez de volumosos de elevada qualidade no Semiárido brasileiro impulsiona a busca por alternativas alimentares capazes de substituir a silagem de milho sem comprometer o desempenho dos animais. Nesse contexto, a palma forrageira associada ao bagaço de cana-de-açúcar e à ureia constitui uma estratégia promissora, porém sua formulação baseada apenas na fibra em detergente neutro (FDN) pode limitar o consumo devido às diferenças na dinâmica ruminal da fibra. Diante disso, objetivou-se avaliar o uso da fibra em detergente neutro indigestível (FDNi) como parâmetro de formulação de dietas contendo palma forrageira Orelha de Elefante Mexicana (Opuntia stricta [Haw.] Haw), bagaço de cana-de-açúcar e ureia em substituição à silagem de milho, e seus efeitos sobre o consumo estimado de matéria seca (CMS), fibra em detergente neutro (CFDN) e fibra em detergente neutro indigestível (CFDNi), o comportamento ingestivo e as eficiências de alimentação e ruminação de ovinos. Foram utilizados cinco ovinos machos da raça Santa Inês, fistulados no rúmen, com peso corporal médio de 40 kg, distribuídos em delineamento em quadrado latino 5 × 5. Os tratamentos consistiram em cinco níveis de substituição da silagem de milho (0, 25, 50, 75 e 100%) pela associação entre palma forrageira, bagaço de cana-de-açúcar e ureia, mantendo-se constante o teor de FDNi em 11,6% da matéria seca das dietas. O CMS, o CFDN e o CFDNi apresentaram comportamento quadrático (P < 0,05) em função dos níveis de substituição, com consumos máximos estimados de 1.515,86 g/dia de matéria seca, 502,05 g/dia de FDN e 168,0 g/dia de FDNi, obtidos nos níveis de substituição de 62,32%, 48,85% e 72,8%, respectivamente. O tempo de alimentação não foi influenciado pelos tratamentos (P > 0,05), enquanto o tempo de ruminação apresentou tendência de redução linear (P = 0,060) e o tempo de ócio tendência de aumento linear (P = 0,068). As eficiências de alimentação da matéria seca e da FDN não foram alteradas (P > 0,05), porém a eficiência de ruminação da matéria seca aumentou linearmente (P < 0,05), refletindo a redução do tempo de ruminação associada à menor concentração de fibra fisicamente efetiva nas dietas. Os resultados evidenciam que a FDNi constitui parâmetro mais sensível que a FDN para a formulação de dietas à base de palma forrageira OEM + bagaço de cana-de-açúcar + ureia, permitindo maior inclusão desse volumoso e maiores consumos, sem comprometer o comportamento ingestivo dos animais. Estudos complementares envolvendo digestibilidade, parâmetros ruminais e dinâmica da fibra são necessários para confirmar os efeitos dessa estratégia sobre o desempenho nutricional dos ovinos.
