Do litoral ao sertão: uma vida entre raízes e afetos, cultivada pela ciência e pela família, além das fronteiras do mundo
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2025-10
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Resumo
Este memorial relata minha história de vida Acadêmico-Profissional ao longo dos meus 46 anos de vida. Estou dividindo minha história em quatro capítulos. O primeiro acontece antes de minha chegada na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O segundo capítulo acontece nos primeiros sete anos na UFRPE/UAST. O terceiro e quarto capítulos iniciam após nascimento de meus filhos “Joaquim” e “Maria Virgínia", respectivamente. Tudo inicia com meu nascimento em 1978, em Aracati-CE, no dia 21 de novembro de 1978. Em Aracati estudei nos colégios de freiras e irmãos católicos, denominados Instituto São José e Marista. Em 1997 fui cursar Agronomia na ESAM, atualmente UFERSA, em Mossoró-RN. Durante meu curso fui aluno de residência estudantil, bolsista de monitoria e de iniciação científica. Participei de comissões em eventos científicos, apresentei trabalhos e publiquei artigos em revistas científicas nacionais. Além disso, no último semestre estagiei em empresa produtora de frutas para exportação. Em março de 2001, iniciei meu curso de Mestrado Acadêmico no Programa de Fisiologia Vegetal do Departamento de Biologia Vegetal (DBV) da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Viçosa-MG. Nesta cidade, morei em uma residência com mais quatro amigos do Rio Grande do Norte (Franciscleudo, Roberto Cleyton, Marcelo Cleon e Fábio Vinícius), denominada carinhosamente de Papa-Jerimum, passei por muitos desafios para adaptação: clima, comida, rotina, dentre outros, que influenciou meu rendimento acadêmico. Concluí o Mestrado Acadêmico no tempo proposto e sem nenhuma reprovação. Em 2004, iniciei o Doutorado no mesmo Programa. No Doutorado aprovei todas as disciplinas com conceito A. Qualifiquei no primeiro semestre de 2006. Em julho de 2006, realizei um Estágio Sanduíche na Espanha, no Centro de Edafología y Biologia Del Segura, finalizando em agosto de 2007. O Doutorado Sanduíche abriu portas para minha inserção internacional. E conclui o Doutorado em fevereiro de 2008. Em abril do mesmo ano ingressei no Pós-doutorado com Bolsa da FAPEMIG e, em paralelo, iniciei minha atuação como bolsista voluntário no DBV da UFV. Nesse período, consegui publicar os resultados do Doutorado, do Mestrado e de outros dados que estavam por serem publicados. Minha pesquisa de Doutorado está entre os melhores trabalhos de minha vida profissional, pois consolidamos a descoberta de que o esbranquecimento causado na cenoura cortada é um efeito inicial da desidratação, os processos de lignificação são secundários. Esses dados foram publicados nos Journais Postharvest Biology and Technology, com Fator de Impacto 6,8 e no Journal Food Science and Technology, com Fator de Impacto 6,6. Durante o período de Pós-doutoramento período fui candidato à vaga em um concurso público para professor em nível superior da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campus Pombal, no qual fiquei classificado. Em 2019, sabendo da necessidade de um professor de Fisiologia Vegetal na Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST) da UFRPE, entrei em contato com a Pró-reitora de Graduação, profa. Maria José de Sena, e, em maio deste mesmo ano, fui nomeado na UAST, para a disciplina de Fisiologia Vegetal nos cursos de Agronomia, Biologia e em Zootecnia. A partir desse período inicia meu segundo momento de minha vida profissional/acadêmica que merece destaque, professor de Nível Superior na UFRPE/UAST. Na UAST, considero que tive um papel importante para a Unidade no aspecto da Pós-graduação. Ao mesmo tempo esse início foi marcado por uma perda de um pedaço de mim”, minha Mãe “Maria Leuda”, foi um período intenso de luto, mas, o foco no trabalho e no processo de gestação de um Programa de Pós-graduação me resgataram de um “abismo profundo” de tristeza que eu estava imerso. Em 2011 iniciamos o Primeiro Programa de Mestrado Acadêmico dentro das Ciências Agrárias no Sertão Pernambucano, eu estava na coordenação do curso. Associado a isso, em 2014, organizamos a criação de um Evento Nacional, inédito no país, denominado Simpósio Nacional de Estudos para Produção Vegetal no Semiárido (SINPROVS), em Triunfo-PE. Esse Evento teve sua segunda edição em 2016, novamente em Triunfo-PE. Como um dos produtos do I SINPROVS criamos a Sociedade Científica do Semiárido Brasileiro (SCSB), no qual fui o presidente desde sua criação em 2015. A partir do III SINPROVS, em 2018 em Campina Grande-PB, conseguimos transformar em um Evento itinerante. O IV SINPROVS estava previsto para acontecer em Mossoró-RN, porém, a Pandemia da COVID-19 modificou os rumos. Na coordenação do Programa, coordenei subprojetos institucionais para o seu fortalecimento, por meio do Pró-equipamentos da CAPES, chamadas da FINEP, do CNPq e da FACEPE. Com os projetos institucionais e individuais conseguimos trazer muito recursos em equipamentos, estrutura e recursos humanos (bolsas) para Unidade Acadêmica de Serra Talhada. Não menos importante, como pesquisador, fundei um Grupo de Pesquisa, existente até os tempos atuais denominado NEFP (Núcleo de Estudos em Fisiologia e Pós-Colheita de Frutas e Hortaliças, no qual possui 16 anos de existência. No final de 2016 inicia um outro capítulo de minha vida acadêmico-profissional, o nascimento do meu primeiro filho, Joaquim. Em 2017 tudo estava dentro dos padrões convencionais como qualquer criança recém-nascida, mas ao longo de 2017 e início de 2018, identificamos algo diferente, que hoje sabemos claramente, o diagnóstico do “O Autismo”. Nos próximos anos foram tempos difíceis e de muitas incertezas, no qual a prioridade era proporcionar melhores condições para Joaquim, com isso, foi um período que me distanciei da parte administrativa e pesquisa, mantendo minhas atividades de ensino e extensão. Por outro lado, foi uma “virada de chave” me envolvi em causas sociais envolvendo o “autismo”. Participei na criação de leis municipais importantes, em Floresta Lei “Joaquim” números 28/2020 e 34/2020 e em Serra Talhada, Lei 23 de 2020. Além disso, na Universidade venho participando de movimentos para conscientizar e promover a inclusão de pessoas com deficiência, em 2023 e 2024 participei de Comissões de Acolhimento nos cursos de Zootecnia e Biologia. Além disso, realizamos em abril de 2024 a primeira “Jornada sobre o Autismo” e em abril de 2025 “Primeiro Seminário: Transtornos do Neurodesenvolvimento”. Incrivelmente em 2019 me tornei bolsista de produtividade do CNPq, uma honraria para todo pesquisador e que vinha pleiteando desde minha entrada na UFRPE. Nesses 16 anos de servidor da UFRPE da UAST orientei monitores em Fisiologia Vegetal; 43 estudantes IC; 14 de Extensão e 14 Trabalhos de Conclusão de cursos de Graduação. Na Pós-graduação, orientei 28 estudantes de Mestrado Acadêmico; 01 de Doutorado e 04 coorientação de Doutorado e 10 Supervisão de Pós-doutorado. Atualmente estou com 10 orientados e supervisionando 01 pós-doutoranda; fui homenageado com prêmios de melhores trabalhos nas Jornadas de Iniciação Científica; publiquei mais de 90 artigos científicos em periódicos e coordenei projetos relevantes de natureza institucional e individual. O quarto capítulo de minha vida, que inicia em 2024, está marcada pelo nascimento de minha filha “Maria Virgínia” e a honraria recebida pela Cidade, a partir da indicação do nobre vereador Pinheiro de São Miguel, o Título de “Cidadão Serra Talhadense, uma honraria que muito me orgulha, principalmente por ser pai de dois Serra Talhadenses e uma esposa Florestana. Em 2024, também aconteceu minha candidatura à Direção Geral e Acadêmica da UAST, e no qual fui eleito pela comunidade acadêmica e logrei com êxito este pleito. Atualmente estou a 13 meses de gestão à frente da Direção Geral, com alguns desafios vencidos e muitos a serem superados. Neste momento considero, talvez, seja o momento mais importante de minha vida profissional, pois, além das atividades de ensino, pesquisa e extensão, estou mergulhado profundamente nas atividades administrativas, pelo menos até 2028. Além disso, minha vida pessoal está mais estável psicologicamente, sabendo que tenho missões muito importante a serem fortalecidas, promover a inclusão de pessoas com deficiência no âmbito universitário e a consolidação da UAST como um Centro de Referência em pesquisa e inovação e desenvolvimento de talentos humanos para o mundo.
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SIMÕES, Adriano do Nascimento. Do litoral ao sertão: uma vida entre raízes e afetos, cultivada pela ciência e pela família, além das fronteiras do mundo. 2025. 48 f. Memorial (Progressão Acadêmica Professor Titular) – Universidade Federal Rural de Pernambuco, Serra Talhada - PE, 2025.
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