Análise comparativa da sobrevivência no solo de isolados de Ralstonia solanacearum e R. pseudosolanacearum, agentes causais da murcha bacteriana do tomateiro
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2026
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A murcha bacteriana, causada por Ralstonia solanacearum e R. pseudosolanacearum, é uma importante doença que afeta o tomateirosendo responsável por danos significativos na produtividade da cultura. Uma vez que Ralstonia spp. sobrevive por longos períodos no solo, pesquisas relacionadas ao controle e epidemiologia dependem de técnicas capazes de detectar e quantificar a presença dessa bactéria nesse ambiente. Inexistem estudos sobre a sobrevivência de R. pseudosolanacearum no solo. O objetivo da pesquisa é realizar a análise comparativa da sobrevivência no solo de isolados de Ralstonia solanacearum e R. pseudosolanacearum, avaliando a eficácia de meios de cultura na recuperação da bactéria do solo, determinando o tempo de sobrevivência e a influência da temperatura na sobrevivência. Inicialmente os isolados CCRMRs95 (R. pseudosolanacearum) e o CCRMRs92 (R. solanacearum) foram reativados e submetidos a teste de patogenicidade em tomateiro. Uma vez que o isolado CCRMRs92 não foi patogênico, foi substituído pelo isolado CCRMRs206. Apenas o isolado CCRMRs95 foi utilizado na avaliação da eficiência dos meios de cultura NYDA e TZC na recuperação da bactéria do solo. A suspensão bacteriana foi ajustada nas concentrações 1x107 e 1x103 UFC/g solo e plaqueadas nos meios de cultura nas diluições de 10-1 a 10-5. O maior número de colônias de R. pseudosolanacearum foi observado no meio TZC e quando o solo foi infestado com a maior concentração da bactéria (1x107 UFC/g). O maior número de 4 colônias bacterianas foi detectado nas diluições 10-1 e 10-2, não sendo verificado crescimento nas diluições de 10-4 e 10-5, em ambos os meios de cultura. O melhor meio de cultura para recuperação de R. pseudosolanacearum do solo foi o meio TZC. O estudo de sobrevivência no solo foi realizado com os isolados de R. pseudosolanacearum (CCRMRs95) e R. solanacearum (CCRMRs206), usando 50 g do solo por placa de Petri adicionado de 12,5 mL de suspensão bacteriana (5 × 10⁸ UFC/ml). As placas foram incubadas a 28°C em BOD e avaliadas a cada cinco dias, retirando 0,5 g de solo, adicionado a 4,5 mL de ADE em tubos e realizando diluições seriadas com plaqueamento em meio TZC. Verificou-se uma maior capacidade adaptativa do isolado de CCRMRs95 que sobreviveu até o momento por 29 dias, com Área Abaixo da Curva da População (AACPOP) de 3,10 x 103 UFC/ g solo, em detrimento do isolado CCRMRs206 (22 dias; AACPOP 4,34 x 103 UFC/ g solo).
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BARBOSA, Winny Vitória Alves. Análise comparativa da sobrevivência no solo de isolados de Ralstonia solanacearum e R. pseudosolanacearum, agentes causais da murcha bacteriana do tomateiro. 2024. 22 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Agronomia) – Departamento de Agronomia, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2026.
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