Engenharia Florestal (Sede)
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TAE - Trabalho Apresentado em Evento
TCC - Trabalho de Conclusão de Curso
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Item A experiência agroecológica do Sítio do Futuro: um estudo de caso como modelo de desenvolvimento sustentável(2022-05-27) Silva, Luana Cristine Ferreira da; Oliveira, Maria do Socorro de Lima; http://lattes.cnpq.br/1088572350623888; http://lattes.cnpq.br/6404147255589837O meio rural formado por agricultores/as, experimentadores/as agroecológicos é um espaço rico em vivências, de saberes ancestrais que são passados entre as gerações, se constituindo como um território de resistência e enfrentamentos aos pacotes proporcionados pela revolução verde que, de certa forma ocasionou e ocasiona problemas sociais, ambientais e econômicos. Nesta perspectiva sistematizar e descrever experiências agroecológicas é uma forma de enfrentamento a esse modelo de agricultura convencional. O presente trabalho se configura como um estudo de caso que busca retratar a realidade profunda, procurando revelar as múltiplas dimensões presentes na experiência agroecológica de seu Barrim e dona Marilene, vivenciada no Sítio do Futuro/Ouricuri-PE. Na metodologia será realizada uma análise no agroecossistema tendo como finalidade colocar luz na agrobiodiversidade presente nos quintais produtivos, nos bens agrícolas, florestais e culturais. Bem como as rodas de conversas e uma análise de algumas variáveis qualitativas do método LUME como: autonomia e equidade de gênero. Os dados obtidos nessa pesquisa demonstram a importância e contribuição da experiência de seu Barrim e Dona Marilene na preservação e manutenção da agrobiodiversidade, na soberania e segurança alimentar da família, ajudando no combate aos processos de mudanças climáticas, desertificação do semiárido, perda de biodiversidade e a degradação de ecossistemas, bem como sua contribuição social.Item Economia feminista e agroecologia: o uso das cadernetas agroecológicas por mulheres camponesas do Sertão do Pajeú/PE(2025-07-31) Pereira, Maria Beathriz Barbosa; Jalil, Laeticia Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3792267648624578; http://lattes.cnpq.br/5228535784946422Este trabalho analisa os reflexos ambientais e econômicos da gestão agroecológica realizada por 12 mulheres agricultoras do Sertão do Pajeú, com base nos registros das Cadernetas Agroecológicas, ferramenta desenvolvida pelo grupo de mulheres que compõem o Grupo de Trabalho de Mulheres da ANA - Articulação Nacional de Agroecologia - em parceria com o CTA - Centro de Tecnologia Alternativa da Zona da Mata, para dar visibilidade ao trabalho das agricultoras agroecológicas. O objetivo foi compreender como a atuação dessas agricultoras articula práticas sustentáveis de produção de alimentos com a construção de autonomia econômica e política, a partir de uma perspectiva feminista. A metodologia adotada envolveu a sistematização e análise dos dados anotados nas cadernetas ao longo de sete meses, além da revisão de literatura sobre agroecologia, economia feminista e gestão territorial no semiárido. Os resultados revelaram a diversidade de espécies cultivadas, como hortaliças, frutíferas e ervas medicinais, adaptadas ao clima semiárido e manejadas de forma ecológica, contribuindo para a regeneração do solo, a conservação da biodiversidade e a segurança alimentar. Do ponto de vista econômico, os dados evidenciaram o papel central das mulheres na produção e circulação de alimentos, com destaque para o autoconsumo, a doação, a troca e a venda, além do beneficiamento de alimentos como estratégia de agregação de valor e geração de renda. As análises também mostraram como essas práticas estão profundamente ligadas a uma economia do cuidado, baseada na reciprocidade, na partilha e na autonomia. Conclui-se que a gestão agroecológica feminista no Sertão do Pajeú vai além da produção de alimentos: ela ressignifica o território, desafia as estruturas patriarcais e constrói alternativas sustentáveis de vida no campo, contribuindo para um modelo de desenvolvimento justo, solidário e enraizado nas realidades locais.Item Transição agroecológica em um sítio na Zona da Mata pernambucana: uma análise ecológica e social(2025-12-19) Silva, Danielle Nascimento da; Freitas, Eliane Cristina Sampaio de; Jalil, Laeticia Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3792267648624578; http://lattes.cnpq.br/7525975084334972; http://lattes.cnpq.br/8529063812255262Os sistemas agroflorestais agroecológicos constituem formas de manejo que integram componentes arbóreos, agrícolas e, em alguns casos, animais, e podem ser estruturados a partir dos princípios da agroecologia. Esses princípios orientam a organização da biodiversidade, a ciclagem de nutrientes, a conservação dos solos e da água, bem como a valorização do conhecimento local e da autonomia das famílias agricultoras. Assim, um sistema agroflorestal agroecológico não se define apenas pela combinação de espécies, mas pela intencionalidade social, econômica e ecológica que orienta o manejo, resultando em um agroecossistema que busca simultaneamente produtividade, resiliência e sustentabilidade. Neste estudo, realizou-se a sistematização e análise do processo de transição agroecológica de um agroecossistema familiar, com base em ferramentas participativas de observação e representação gráfica, como Travessia, Linha do Tempo, Mapa do Agroecossistema, Diagrama de Fluxos de Insumos e Produtos e Mapa da Divisão do Trabalho por Gênero, permitindo compreender de forma abrangente as dimensões ecológicas, sociais e econômicas da experiência. Para isso foi utilizado o Método LUME, idealizado pela AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia. De forma geral, os resultados evidenciaram um sistema diversificado, com elevado uso de recursos internos, forte integração entre os subsistemas e produção voltada majoritariamente ao autoconsumo, compondo uma organização produtiva estável e de baixa dependência de insumos externos. Identificou-se manejo eficiente da água, utilização de práticas que reforçam a fertilidade do solo e participação ativa da família em redes sociotécnicas, elementos que contribuem para consolidar a autonomia produtiva e social. A experiência estudada demonstra que a adoção de princípios agroecológicos pode promover sustentabilidade ecossistêmica, fortalecimento das redes territoriais e melhoria das condições de vida no meio rural, contribuindo para a consolidação de trajetórias de desenvolvimento mais justas e resilientes.
