Especialização em Residência Veterinária (Sede)
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Resultados da Pesquisa
Item Relatório de Atividades Realizadas Durante o Programa de Residência em Área Profissional de Saúde em Medicina Veterinária – Área de Concentração: Saúde Coletiva. Mapeando Vulnerabilidades: Análise Espaço Temporal dos Casos de HIV/AIDS em Pernambuco de 2018 a 2024, Tendências e Desafios para a Saúde Coletiva(2026-02-25) Vieira, Marcos Panta Silva; Nascimento, Sérgio Alves do; http://lattes.cnpq.br/0249306313107847; http://lattes.cnpq.br/8441252185839770O HIV/AIDS permanece um desafio estrutural para a Saúde Pública brasileira, exigindo a compreensão do perfil epidemiológico local para o ajuste das políticas de vigilância e cuidado. Este trabalho teve como objetivo principal analisar o perfil demográfico, a distribuição espacial e a tendência temporal dos casos de HIV/AIDS em Pernambuco entre 2018 e 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo de série temporal, utilizando dados secundários de notificação compulsória do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e de sistemas de informação relacionados. Foram analisados 6.417 casos de AIDS, mais de 3.340 casos de HIV em gestantes e 3.585 óbitos por AIDS no período. A análise incluiu a descrição do perfil sociodemográfico (idade, escolaridade, raça/cor), a categoria de exposição, a razão de sexo, a taxa de letalidade e a análise espaço-temporal por Gerências Regionais de Saúde (GERES) e municípios. A análise espaço-temporal e o perfil epidemiológico validam a necessidade de uma intervenção de Saúde Coletiva baseada na Equidade. O desafio central de Pernambuco é eliminar a vulnerabilidade estrutural que concentra o risco em populações de baixa escolaridade e nos municípios metropolitanos, e corrigir as falhas no protocolo de TV e na qualidade do dado. A redução sustentável do HIV/AIDS depende da alocação de recursos e da intensificação das estratégias de Prevenção Combinada (PrEP/PEP) e rastreamento nos focos de maior risco proporcional, garantindo o diagnóstico precoce e a atenção integral no SUS.Item Achados epidemiológicos e comparação dos achados laboratoriais de cães com infecção do trato urinário provocada por bactérias Gram-positivas e Gram-negativas(2024-02-22) Oliveira, Angélica Prado de; Guimarães, Janaina Azevedo; http://lattes.cnpq.br/8177426224558979; http://lattes.cnpq.br/9073621897539009Item Monkeypox (Varíola dos macacos) no Brasil: recorte epidemiológico de casos em Pernambuco de 2022 a 2023(2024-02-22) Cordeiro, Amanda Estefanir; Souza, Maria Isabel de; http://lattes.cnpq.br/4438209268573845; http://lattes.cnpq.br/4326277618190307A Varíola dos macacos ou Monkeypox é uma infecção de origem viral causada por um vírus de caráter zoonótico, pertencente ao gênero Orthopoxvírus e família Poxviridae. Neste trabalho objetivou-se descrever o surto de varíola dos macacos sob a perspectiva da Saúde Pública a nível nacional e com foco em Pernambuco no período de 11 meses (agosto de 2022 a julho de 2023). Para tal, realizou-se um levantamento bibliográfico baseando-se em diferentes publicações oficiais disponíveis em bases de dados da literatura científica nacional e internacional, com ênfase em dados do Ministério da saúde e do CIEVS Nacional e de Pernambuco. O surto aqui descrito apresentou um padrão de disseminação geográfica superior aos já identificados, logo na primeira semana do boletim epidemiológico inicial, 24 países notificaram casos suspeitos e confirmados. No Brasil, observou-se um maior número de casos confirmados na região Sudeste, sendo o estado de São Paulo e de Minas Gerais os responsáveis pelos maiores índices, seguido pelo Nordeste e Centro-oeste, respectivamente. O perfil de contaminados corresponde ao sexo masculino com 96,2% (77.685/80.722) dos casos confirmados no cenário mundial, com mediana de idade de 34 anos. A faixa etária com maior número de casos confirmados em Pernambuco ficou entre 30 e 39 anos, seguida por pessoas entre 20 e 29 anos, tidas como parda, seguidas por branca e preta. Atualmente a positividade na maioria dos países é confirmada por laboratórios nacionais de referência através de PCR (reação em cadeia da polimerase). Não há tratamento antiviral específico comprovado e assim como para a maioria das doenças virais, o tratamento baseia-se no controle dos sintomas observados. Não há vacinas específicas contra a infecção, todavia, investigações epidemiológicas indicam que a vacina da varíola induz até 85% de proteção contra o Monkeypox vírus.Item Principais aspectos da toxoplasmose em humanos e em pequenos ruminantes e sua importância para saúde pública(2018) Silva, Táyrlla Polessa Rodrigues; Souto, Rodolfo José Cavalcanti; http://lattes.cnpq.br/4263478911176230; http://lattes.cnpq.br/0793561225545620A toxoplasmose é uma doença de distribuição mundial, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, identificada com umas das principais zoonoses na atualidade. Os estudos epidemiológicos apontam elevada soroprevalência da doença na população mundial, sendo considerado um terço da população soropositiva, além de ampla distribuição nos animais de produção e de companhia. Possui ciclo de vida heteróxeno facultativo, com dois tipos de hospedeiro, o definitivo onde ocorre a fase sexuada da reprodução e os intermediários, onde ocorre a fase assexuada. O protozoário apresenta três formas infectantes: os taquizoítos, os bradizoítos e os esporozoítos (oocistos). Os humanos podem se infectar através da ingestão de oocistos que são eliminados nas fezes de felinos infectados, ingestão de carne crua ou mal cozida, principalmente de suínos e cordeiros contendo cistos teciduais, pela ingestão de leite e produtos derivados contaminados, pela forma congênita, por transfusão sanguínea e transplantes de órgãos. Nos animais a forma mais comum de infecção é por meio da ingestão de oocistos que contaminam a água, alimentos e pastagens, além da forma congênita. Em humanos imunocompetentes a doença normalmente apresenta-se de forma assintomática, porém pode causar quadros clínicos severos em pacientes imunocomprometidos, gestantes soronegativas,recém-nascidos, além de ser uma relevante doença ocupacional para médicos veterinários, açougueiros, magarefes entre outros. Nos pequenos ruminantes a doença é frequentemente assintomática, porém causa graves prejuízos econômicos no âmbito reprodutivo por levar a perdas embrionárias, abortos e nascimentos de fetos fracos. A prevenção é o meio mais eficaz de combater a doença tanto em humanos, quanto em animais. Como a população em geral não possui informação consistente a cerca da doença, do modo de transmissão e das principais formas de prevenção e controle, faz-se necessário trabalhos de orientação envolvendo os diversos profissionais inseridos no contexto da saúde pública, assumindo papel fundamental a atuação do Médico Veterinário, na conscientização a respeito da importância da doença e como preveni-la.
