Navegando por Assunto "Literatura moçambicana"
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Item A oralidade em Ventos do Apocalipse, de Paulina Chiziane(2021) Silva, Marcos Antonio da; Paes, Iêdo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3281218394136739; http://lattes.cnpq.br/5301613574914324Item Coletividade negra das mulheres no romance Niketche: uma história de poligamia, de Paulina Chiziane(2019-12-10) Borba, Luciana Rachel Leite; Almeida, Sherry Morgana Justino de; http://lattes.cnpq.br/5332850255576710Este trabalho mostra o universo ficcional no qual vive Rami, no romance Niketche: uma história de poligamia, de Paulina Chiziane (2002). Esta personagem questiona a falta que sente do marido, Tony, que para resolver as “coisas de homem” se evade do lar. Diante disso, Rami parte em busca de respostas para sua solidão. Ela começa uma jornada, levantando questionamentos sobre sua existência, sobre a condição da mulher dentro da sociedade em que vive ao descobrir semelhanças de vida entre ela e as amantes de seu marido. Nessas mulheres, Rami passa a enxergar a possibilidade de unir vozes femininas, deixando de lado o comportamento de rivalidade que a sociedade impõe às mulheres. As vozes dessas mulheres traídas, em uníssono, despertam nela e nas outras esposas de seu marido um sentimento de desobediência à cultura machista que vigora nessa narrativa. Ao se unirem, praticam a sororidade – aspecto relevante no movimento feminista. Mesmo que Chiziane não se considere parte desse movimento, sua obra fala por ela e por outras mulheres sobre temas que integram a pauta feminista. Para embasamento, foram utilizadas ideias do ativismo feminista negro norte americano com Bell Hooks (1981), estudos de Florentina Souza e Silva (2006) sobre a perspectiva do corpo negro marginalizado, Ana Cláudia Lemos Pacheco (2013) sobre a solidão da mulher negra, e em Octavio Paz (1984) também com as questões de solidão, e do papel construído para a mulher na sociedade. Jacimara Souza Santana (2009) que trata sobre o lobolo (casamento) em Moçambique também fará parte deste ensaio.Item Terra sonâmbula: oralidade e resistência ao colonialismo em Mia Couto(2025-02-07) Souza, Mylena Lima Felisberto de; Cavalcanti, Ariane da Mota; http://lattes.cnpq.br/8029104330143800O presente trabalho de conclusão de curso propõe o estudo das representações da oralidade na obra Terra sonâmbula, do escritor contemporâneo da literatura moçambicana Mia Couto. Objetiva-se demonstrar através da análise da construção dos personagens, como a oralidade aparece como recurso estético de resistência à colonização portuguesa e à imposição da língua do colonizador, além de funcionar como estratégia estética capaz de revelar as múltiplas facetas culturais do povo moçambicano. Para desenvolver as análises do romance, tem-se como referenciais teórico-críticos principais os autores: Cabaço (2007), Cavacas (2015), Fanon (1980), Ferreira (1977), Mata (2013; 2016) e Candido (1976). O trabalho está organizado em três capítulos: inicialmente, no capítulo primeiro, apresenta-se um apanhado geral sobre Moçambique, seu histórico social e sua literatura, situando Mia Couto no campo literário moçambicano; em seguida, no segundo capítulo, discute-se a questão da oralidade na linha dos Estudos pós-coloniais; no terceiro capítulo, parte-se para a análise das representações da oralidade na construção dos personagens em Terra sonâmbula; por fim, arrolam-se as considerações finais.
