Navegando por Assunto "Fermentação"
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Item Aditivos zootécnicos na alimentação de bovinos de corte(2025-12-19) Morais, Roger Ângelo Beserra; Monnerat, João Paulo Ismério dos Santos; http://lattes.cnpq.br/3851426263880079; http://lattes.cnpq.br/4335299202742271O uso de aditivos na nutrição de bovinos de corte consolida-se como uma ferramenta zootécnica estratégica para modular a fermentação ruminal. Conforme a Portaria SDA/MAPA Nº 1.334, de 21 de julho de 2025, a classificação regulatória exclui os aditivos anticoccidianos e os melhoradores de desempenho de uso veterinário, organizando os demais em quatro categorias principais: aditivos tecnológicos, sensoriais, nutricionais e zootécnicos. Dentre os aditivos zootécnicos conforme a classificação da Portaria SDA/MAPA Nº 1.334/2025, destacam-se substâncias como os Ionóforos (monensina, lasalocida) e compostos fitogênicos (taninos condensados, óleos essenciais), além de microrganismos (leveduras como Saccharomyces cerevisiae) e prebióticos. Esses aditivos colaboram como auxiliares zootécnicos (Art. 17, I), modulando a microbiota ruminal, aumentando a produção de propionato, reduzindo a emissão de metano entérico em até 45% e prevenindo distúrbios metabólicos como acidose e timpanismo, contribuindo assim para o desempenho, a saúde e o bem-estar animal. Essas alterações no ecossistema ruminal refletem-se diretamente na melhoria dos índices zootécnicos, como ganho de peso diário, eficiência alimentar, digestibilidade de fibras e qualidade da carcaça. Tendo em vista que os Ionóforos como a monensina e lasalocida demonstram eficácia relevante na modulação ruminal e na melhoria do desempenho, sua utilização encara barreiras decorrentes a restrições internacionais e preocupações com a resistência antimicrobiana. Esta revisão demonstra que aditivos como culturas de leveduras (Saccharomyces cerevisiae), probióticos, prebióticos, simbióticos, taninos condensados e óleos essenciais possuem mecanismos de ação complementares e em condições específicas de manejo e dosagem, substituir ou até superar os efeitos dos Ionóforos. Portanto, infere-se que a escolha e a aplicação criteriosa desses aditivos, fundamentadas em dados científicos e adequadas ao modelo de criação (Confinamento ou pasto), são de extrema relevância para possibilitar uma pecuária de corte mais produtiva, lucrativa e sustentável, apta a suprir as exigências crescentes do mercado no que tange a produtividade, qualidade e compromisso ecológico.Item Armazenamento pós-colheita afeta a digestibilidade in vitro e a produção de gases de cladódios de cultivares de palma forrageira?(2024-09-24) Barbosa, Claudenice da Cunha; Santos, Mércia Virginia Ferreira dos; Silva, Natália Viana da; http://lattes.cnpq.br/0190091649509674; http://lattes.cnpq.br/9565465836878202; http://lattes.cnpq.br/1837815718785025A palma forrageira desempenha papel fundamental na alimentação animal, especialmente durante os períodos de estiagem no Nordeste do Brasil. No entanto, o cultivo e a utilização dessa forrageira demandam um investimento significativo em mão de obra ao longo de todo o cultivo, desde o plantio até o corte e o transporte diário para alimentação animal. Este trabalho teve como hipótese que o armazenamento pós-colheita das cultivares de palma forrageira Orelha de Elefante Mexicana (Opuntia stricta [Haw.] Haw.) e Miúda (Opuntia cochenillifera (L.) Mill) até 56 dias, pode reduzir os teores de digestibilidade e produção de gás da forragem. Objetivou-se avaliar o efeito dos diferentes tempos de armazenamento pós-colheita sobre a digestibilidade in vitro e os parâmetros de produção de total de gás in vitro das cultivares de palma forrageira Orelha de Elefante Mexicana e Miúda. O experimento foi realizado na Fazenda Didática da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Prof. Antônio de Pádua Maranhão Fernandes, localizada em Garanhuns - PE, Brasil. A palma forrageira utilizada foi obtida a partir de palmal com um ano de idade estabelecido na própria fazenda, preservando-se o cladódio mãe durante a colheita. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com medidas repetidas no tempo e quatro repetições. Foram realizados dois experimentos, sendo cada cultivar de palma avaliada independentemente. Avaliaram-se oito tratamentos experimentais: 0, 8, 16, 24, 32, 40, 48 e 56 dias de armazenamento pós-colheita. Durante o armazenamento, buscou-se manter os cladódios sem lesões durante o período experimental, sendo realizado em armazém coberto e aberto lateralmente. As amostras para análise foram compostas por cladódios de diferentes ordens e de diferentes partes dos montes. Avaliou-se Digestibilidade in vitro da Matéria Seca (DIVMS), Fibra em Detergente Neutro indigestível e a Produção Total de Gases in vitro (PTGIV). Foi realizada análise de variância, utilizando-se teste de Tukey com nível de significância de 5%. A forragem da Orelha de Elefante Mexicana apresentou alta DIVMS, sendo 823,1 g/kg no tempo 0 (sem armazenamento), e média de 660,2 g/kg dos 8 aos 56 dias pós-colheita. Para FDNi, observou-se altos teores para a palma Orelha de Elefante Mexicana à medida que o tempo de armazenamento aumentou, sendo os tempos 40 e 56 dias de armazenamento pós-colheita estatisticamente superior ao tempo 0 (sem armazenamento). E para a palma Miúda, a FDNi nos dias 32, 40 e 48 de armazenamento pós-colheita apresentou-se 43% superior que o tempo 0 (sem armazenamento). Para a produção de gás e degradação de carboidratos fibrosos, observou-se valores de 251,5 e 153 mL/g MS, respectivamente. A forragem da Miúda apresentou alta DIVMS nos tempos 0 e 8 (738,4 e 726,4 g/kg), e maior produção de gás nos tempos 0 e 8 de 267,7 e 179,9 mL/g MS, respectivamente. Ambas as palmas podem ser armazenadas pós-colheita por até 56 dias, sem comprometimento significativo nos teores de digestibilidade e produção de gás.Item Construção de um aplicativo móvel para o monitoramento da temperatura nos processos fermentativos(2023-04-25) Gomes, Ayrton Rogério da Silva; Silva Junior, Luiz Carlos da; http://lattes.cnpq.br/6998910214479890; http://lattes.cnpq.br/5486095949116869Acompanhar os parâmetros durante o processo de fermentação alcoólica, como a temperatura é, fundamental para um bom produto. Essa supervisão pode acarretar em uma carga de trabalho excessiva devido a processos repetitivos. Neste cenário, a automação desta tarefa possibilita o acompanhamento dos dados utilizando um sistema para o monitoramento remoto. O objetivo deste trabalho é desenvolver uma aplicação móvel em conjunto com um sistema embarcado utilizando Arduino, módulos e sensores de baixo valor aquisitivo. Espera-se como resultado uma solução para dispositivos móveis que possibilite o monitoramento remoto da temperatura.Item Contagem de bactérias lácticas em iogurtes e bebidas lácteas da Região Metropolitana do Recife - PE(2022-09-27) Silva, Allan Matheus de Souza; Shinohara, Neide Kazue Sakugawa; http://lattes.cnpq.br/7105928729564845; http://lattes.cnpq.br/4296697254456306Produtos fermentados à base de leite, como bebidas lácteas fermentadas e iogurtes, têm como vantagem sobre a matéria prima inicial (leite), a produção de metabólitos na forma de ácidos orgânicos que prolongam sua vida útil. As bactérias ácido-láticas (BAL), podem atuar como probióticos, conferindo inúmeros benefícios, quando são consumidos regularmente. O presente ESO teve como objetivo quantificar as BAL presentes em iogurtes e bebidas lácteas fermentadas comercializadas na Região Metropolitana do Recife (RMR), em Pernambuco. A quantificação de BAL empregou a técnica plaqueamento pour plate em Ágar MRS e expressa em Unidade Formadora de Colônia por grama (UFC/g). Também foram determinados pH e acidez total das amostras. Nenhuma das 13 amostras de iogurte alcançaram a contagem mínima 10 7 UFC/g de BAL, embora os valores de pH estivessem abaixo de 4,5 (3,98 - 4,36). Quanto às 9 amostras de bebidas lácteas fermentadas, apenas 4 as amostras apresentaram concentração de BAL inferior a 10 6 UFC/g. Com exceção das amostras 3, 7 e 8, todas as bebidaslácteas fermentadas estavam em conformidade com os parâmetros acidez e pH. Aavaliação dos iogurtes e das bebidas lácteas fermentadas realizadas evidencia a necessidade de maior controle na produção para que os produtos se enquadrem nos requisitos mínimos para o fornecimento dos benefícios propostos e maior transparência quanto às informações de seus respectivos componentes funcionais, promovendo um consumo consciente e honesto pela população.Item Descrição das atividades realizadas em padaria de fermentação natural localizada na zona rural do município de Lagoa Seca - PB(2023-09-21) Lima, Júlia Bartolomeu; Siqueira, Leonardo Pereira de; http://lattes.cnpq.br/9772792357816313; http://lattes.cnpq.br/0308988529106764A panificação em essência é artesanal. Com o passar dos anos, ela foi sofrendo adaptações ao tempo dos homens, porém, felizmente, vem sendo recuperada e ressignificada ao seu natural. Tornando seus processos cada vez mais populares e conhecidos. E dentro desta esfera está a FASZ, uma pequena padaria de fermentação artesanal localizada no município de Lagoa Seca, estado da Paraíba. Seu cardápio é composto por 10 tipos de pães - Baguete, Italiano, Focaccia, Ciabatta, Sourdough, Gergelim, 11 Grãos, Australiano, Doce e Brioche - além de diversos antepastos, biscoitos, bolos e também refeições e tira-gostos. O objetivo deste trabalho é descrever as experiências gastronômicas e profissionais vivenciadas durante a realização do Estágio Supervisionado Obrigatório na empresa FASZ Gastronomia Artesanal, com foco nas atividades de panificação artesanal. O objetivo do estágio foi de adquirir conhecimentos práticos em panificação de fermentação natural, mas também, de concluir a formação profissional necessária para a área da gastronomia. As atividades desenvolvidas foram: a produção de pães de fermentação natural, bolos, biscoitos e antepastos; controle de estoque de insumos, pré-preparo de pratos para eventos e desenvolvimento de fichas técnicas. A partir da construção desse trabalho, os objetivos propostos na realização do estágio foram atingidos, aportando-me dos conhecimentos dessas duas esferas - a acadêmica e a prática - além de resgatar em mim as primeiras paixões semeadas no meu começo da gastronomia. Além disso, foi possível confirmar que esta é uma área promissora para a atuação do Bacharel em Gastronomia por demandar esmero e técnica além de uma visão metódica de todo o processo.Item Desenvolvimento de melomel de jambolão (Syzygium cumini (L.) Skeels)(2025-08-11) Santos, Panait Abu Nidal Alves dos; Arruda, Luciana Leite de Andrade Lima; Bastos, Gabriell Moura da Rocha; http://lattes.cnpq.br/2851269250583873; http://lattes.cnpq.br/6140791519234633; http://lattes.cnpq.br/6625069362916607O hidromel é uma das bebidas mais antigas que se tem registro, porém no Brasil possui um mercado consumidor pequeno quando comparado a outros tipos de bebidas fermentadas, como vinho ou cerveja. O melomel é uma variação obtida a partir da fermentação de mosto composto por mel de abelhas e polpa ou suco de frutas. O jambolão (Syzygium cumini (L.) skeels) é uma planta rica em nutrientes e compostos bioativos, sendo a polpa e casca ricas em antocianinas, substâncias responsáveis pela coloração roxa. Este trabalho tem como objetivos desenvolver melomel de jambolão e avaliar a influência da adição da polpa antes e depois da fermentação nos parâmetros físico- químicos, cromáticos e no conteúdo de antocianinas do produto final. Foi produzido mosto com mel, fermentado com Saccharomyces bayanus, e a adição de polpa de jambolão (20% m/v) nas etapas pré e pós-fermentativa. Foram analisados os parâmetros cromáticos e físico-químicos (pH, acidez e sólidos solúveis totais) e a concentração de antocianinas totais. Os resultados mostraram que a adição pré-fermentativa do jambolão resultou em maior intensidade de cor (IC = 10,34) e teor de antocianinas (298,89 mg de malvidina/L), com tonalidade vermelha predominante (56,49%). Já a adição pós- fermentativa do jambolão gerou um melomel menos avermelhado (54,21%) e com menor concentração de antocianinas (236,16 mg/L). Conclui-se que o jambolão é uma matéria- prima com boas perspectivas para a produção de melomel, particularmente quando adicionado antes da fermentação, realçando a cor da bebida. Este estudo contribui para a valorização de frutas nacionais e o desenvolvimento de produtos fermentados inovadores, com apelo visual e nutricional.Item Desenvolvimento e análise física de pão sem glúten com diferentes fermentos(2022-05-26) Ferreira, Pedro Vinícius Duarte; Panetta, Monica Helena; http://lattes.cnpq.br/0760135351368402; http://lattes.cnpq.br/9220472695228796O pão é um alimento que surgiu nos primórdios da civilização e até hoje faz parte diariamente da dieta humana. Com o passar dos séculos novas técnicas e tecnologias impulsionaram o aparecimento de outros tipos de pães, proporcionando o aumento do consumo deste alimento. O advento de diagnóstico de pessoas com Doença Celíaca, o mercado de panificação encontrou uma nova tendência e um grande desafio para elaborar pães sem glúten com características sensoriais de alta aceitabilidade por um público que tem restrições ao glúten e pessoas que o consideram o grande vilão da dieta. Outra tendência no mercado de pães é a utilização da fermentação natural, que contribui para melhoria na complexidade do aroma e sabor do produto. Nesse contexto, o objetivo desse trabalho foi elaborar um pão de caixa isento de glúten, com três tipos de fermento e, por fim, analisar as características sensoriais do produto. O fermento natural foi desenvolvido com mistura de farinha de arroz e água, durante sete dias e com descarte programado, e o fermento biológico seco foi adquirido no mercado comum. Foram desenvolvidos três pães de caixa com farinha de arroz, polvilho doce, sal, açúcar, ovos, óleo, goma xantana e a cada um acrescentando um pré-fermento, a fermentação natural, o fermento biológico e a mistura dos dois. Na análise sensorial realizada foram discutidos os aspectos físicos dos pães relacionados a dureza, coesividade, mastigabilidade, volume e coloração. Para analisar tempo de conservação, duas fatias de cada experimento foram armazenadas e foi verificando as qualidades sensoriais por sete dias. A altura dos pães variou de acordo com o tipo de fermentação e o pão de fermentação biológica apresentou melhor resultado em relação a textura. A fermentação mista teve melhor qualidade sensorial, além disso maior tempo de vida de prateleira. Conclui-se que a fermentação mista no pão sem glúten tem atributos que mais se aproximam do pão de caixa convencional, apresentando um tempo de vida útil razoável e a melhor qualidade sensorial, demonstrando que pães de caixa sem glúten são viáveis.Item Desenvolvimento e avaliação de pão de fermentação natural enriquecido com farinha de bagaço de malte(2019) Arnaut, Andrey Nascimento; Siqueira, Leonardo Pereira de; http://lattes.cnpq.br/9772792357816313; http://lattes.cnpq.br/7410283129538896O pão é consumido diariamente desde os princípios da civilização humana. Apesar do desenvolvimento de tecnologia, a antiga técnica de fermentação natural é atual tendência de mercado por produzir melhores pães, sobretudo pelo sabor e vida de prateleira. Para enriquecimento de pães com fibras, minerais e proteínas, estudos exploraram o Bagaço de Malte, oriundo da produção de cerveja. O objetivo deste trabalho foi produzir pães de fermentação natural, enriquecidos com 5%, 10% e 15% de bagaço de malte e avaliá-los física e sensorialmente. O bagaço de malte obtido foi seco em estufa e moído, com perda de 72% de massa. Na Análise Física, a altura e volume específico diminuem conforme se aumenta o percentual de bagaço. Na Análise Sensorial, Sabor Ácido, Sabor Global, Aroma Global e Textura do Miolo não apresentaram diferenças significativas (p<0,05). A Cor da Casca teve melhor avaliação no pão a 10% de malte. A Cor do Miolo apresentou diferença significativa apenas para o pão a 5% de malte, com as outras duas formulações mais bem avaliadas. A Textura da Casca também foi mais bem avaliada no pão a 10% de malte. Os escores de Aceitação e Intenção de compra não foram significativamente diferentes (p<0,05). Na Análise de Penalidades, o Sabor Global foi o atributo que causou impacto negativo na aceitação de todos os produtos, associado ao Sabor Ácido, característico de pães de fermentação natural. Além do Sabor, o pão com 5% de malte foi penalizado pela Textura e Cor do Miolo. A formulação com 10%, pela Textura e Cor da Casca. O pão com 15% de malte, pela Textura e Cor do Miolo e da Casca. O único atributo a não penalizar os produtos foi o Aroma Global.Item Elaboração de melomel com polpa de manga espada (Mangifera indica L.), jambo-vermelho (Syzygium malaccense L.) e bacuri (Plantonia Insignis): cinética de fermentação(2025-03-11) Batista Júnior, Erivan Sebastião Oliveira; Arruda, Luciana Leite de Andrade Lima; Bastos, Gabriell Moura da Rocha; http://lattes.cnpq.br/2851269250583873; http://lattes.cnpq.br/6140791519234633; http://lattes.cnpq.br/0069158488833115O hidromel é uma das bebidas mais antigas consumidas pelo homem, produzido pela fermentação alcoólica de uma solução de mel de abelha e água potável. No Brasil, apesar da alta produção de mel, o consumo interno é baixo, evidenciando a necessidade de novos produtos derivados. Um desses possíveis produtos é o melomel, uma variação do hidromel com a adição de frutas. Com sua rica biodiversidade, especialmente em árvores frutíferas, o país apresenta um grande potencial para a produção de meloméis com frutas regionais. Este estudo, utilizando a levedura S. bayanus, teve como objetivo produzir melomel com três frutas – bacuri, manga-espada e jambo-vermelho – em concentrações de 5% (v/v) e 30% (v/v), além de um hidromel para comparação. Foram caracterizadas as bebidas, as frutas e o mel quanto aos parâmetros de acidez titulável, sólidos solúveis, pH, teor alcoólico e polifenóis totais. A partir dos resultados, também se buscou compreender como as frutas afetam a fermentação, visando ao desenvolvimento de possíveis métodos padronizados de produção. O processo de fermentação teve duração de 11 dias, com análises parciais de pH e Brix realizadas nos dias 5, 6 e 7. Ao final do período, o melomel e o hidromel foram filtrados e envasados para análise. A estabilidade fermentativa de todas as bebidas foi atingida, em média, a 6,2° Brix, pH de 3,4 e teor alcoólico de 7,3 ºGL, sendo que as bebidas com maior concentração de frutas atingiram esse ponto mais rapidamente. A adição de frutas, especialmente da polpa de bacuri, não apenas acelerou o processo fermentativo, mas também melhorou o equilíbrio entre açúcares e acidez, fator que pode contribuir para maior aceitação do produto pelo público, demonstrando a viabilidade da produção de melomel. Além disso, observou-se a necessidade de suplementação com nutrientes para a levedura, a fim de atingir maiores teores alcoólicos e garantir maior padronização no tempo de fermentação.Item Estágio supervisionado obrigatório em biotecnologia industrial(2018-12-28) França, Pedro Renann Lopes de; Porto, Tatiana Souza; http://lattes.cnpq.br/8029060415742712; http://lattes.cnpq.br/8709917109875708A poligalacturonase (PG) é uma enzima pectinolítica que catalisa a reação de degradação da pectina, um carboidrato presente nos tecidos vegetais e que confere rigidez a estes. Esta enzima corresponde a pectinase de maior interesse comercial sendo amplamente utilizada na indústria de processamento de sucos de frutas. Durante o processo fermentativo de produção destas enzimas torna-se imprescindível a análise cinética, uma vez que está fornece dados necessários ao dimensionamento de uma instalação produtiva, ficando evidente que sem o conhecimento da cinética torna-se inviável a transposição de um experimento de laboratório para a escala industrial. Baseado nisto, as atividades desenvolvidas durante o Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) visaram determinar os parâmetros cinéticos de fermentação para produção de PG de Aspergillus aculeatus URM 4953 em fermentação submersa, realizada em biorreator em escala laboratorial operado em batelada. As atividades foram realizadas no Centro Laboratorial de Apoio à Pesquisa da Unidade Acadêmica de Garanhuns (CENLAG), no âmbito do laboratório de Biotecnologia. O meio fermentativo foi preparado com a farinha da casca do maracujá. A fermentação que foi conduzida por 137 horas, apresentou crescimento exponencial de biomassa no intervalo de 19 a 68 horas e atingiu velocidade máxima de crescimento (µmax) de 0,0125 h -1. A produção de PG apresentou máxima atividade (1,02 U/mL) após 88h durante a fase de morte celular. Entretanto,sua atividade específica máxima (55,77 U/mg) foi observada após 65 h de fermentação. Os fatores de conversão de substrato em biomassa (Yx/s) e substrato em produto (Yp/s) foram 0,73 gX/gS, e 0,22 U/mgs, respectivamente, enquanto que o fator de recuperação de biomassa em produto (Yx/p) foi de 0.37 U/mgx. As atividades desenvolvidas transcorreram conforme cronograma descrito previamente no projeto sem grandes empecilhos. Durante a realização do estágio, foram aprimorados o manuseio do biorreator automatizado, teoria sobre balanços de massa das diferentes formas de operações e desenvolvimento das relações interpessoais. As dificuldades encontradas foram, em sua totalidade, superadas pelo aprendizado e troca de experiências com profissionais da área, que atuam no CENLAG.Item Filosofia de reconversão do pão artesanal usando técnicas ancestrais de panificação e Viennoiserie(2026-09-09) Jorge, Alexandre Cruz Camilo; Veríssimo, Caio Monteiro; http://lattes.cnpq.br/6964505312874925O pão é um dos alimentos ancestrais que foram mantidos na dieta do homem e desenvolvidos para novas formatações com o passar do tempo, tornando-se cada vez mais pertencentes à cadeia industrial. Porém, atualmente, o mundo está a passar por uma transformação neste mercado, como por exemplo através do movimento slow food, que é contra esta massificação de produção, e por isso retorna cada vez mais a produção do que se chama o pão artesanal, ou de fermentação lenta. Com a devida revalorização de tal mercado vários estabelecimentos têm surgido na tentativa de abastecer este público consumidor com filosofia de consumo única. O presente trabalho objetiva relatar as experiências, métodos e técnicas de produção aplicadas em um estabelecimento que surgiu dentro destas demandas mercadológicas, que são dificilmente encontradas em outros locais em Recife. O Motche Restô, que foi estudado no relatório a seguir, tem produção de viennoiserie e também padaria, seguindo tradições antigas, com insumos de maior qualidade que o comum, e seguindo técnicas de grandes referências da Europa e América do Norte, além de contar com a expertise do Chef Nuno Ricardo, que comanda o local, alcançando um certo nível de excelência no ramo alimentício que pertence, através do uso de técnicas ancestrais como a fermentação natural e de longo tempo, além do uso e valorização de insumos de maior qualidade, e por fim as qualidades técnicas e criativas do chef.Item Implicações do uso de aditivos sobre as características fermentativas de silagens de mucilagem de sisal(2019-01-16) Silva, Erick Alexandre Magalhães; Guim, Adriana; http://lattes.cnpq.br/5179137865818915; http://lattes.cnpq.br/2162720356705857A modernização dos processamentos dos alimentos proporcionou aumento na produção de resíduos agroindustriais, impulsionando a busca de alternativas para destinação adequada do resíduo; como a utilização na alimentação de ruminantes. Entre esses resíduos, encontra-se a mucilagem resultante do desfibramento do sisal. O destino inadequado deste material pode trazer grandes prejuízos ambientais, justificando-se o estudo para melhor uso deste resíduo. A ensilagem aparece como alternativa para conserva-lo, mas devido a elevada umidade que apresenta, é sugerido que sejam ensilados com aditivos objetivando aumentar teor de matéria seca para o sucesso do processo. O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito do tempo de armazenamento das silagens sobre a composição química e a microbiologia no processo de ensilagem após abertura dos silos. O experimento foi realizado no Departamento de Zootecnia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (URFPE), Recife (PE). Utilizaram-se 48 silos experimentais, distribuídos nos tratamentos experimentais que consistiram em: mucilagem do desfibramento de sisal (MUDS), MUDS ensilada com farelo de milho (MUDS-MI), MUDS ensilada com farelo de trigo (MUDS-FT) e MUDS ensilada com farelo de algodão (MUDS-FA). Para avaliar o padrão de fermentação, os silos foram abertos com 7, 14, 30 e 60 dias da ensilagem. Foram coletadas amostras tanto das misturas como dos ingredientes, separadamente, em torno de 500 g de silagens de mucilagem de sisal em todos os tempos de abertura dos silos (7, 14, 30 e 60 dias) e no material in natura (tempo 0), foram feitas as analises bromatológicas, N-NH3 e a determinação de ácidos orgânicos. Houve efeito (P<0,05) no teor de MS quando utilizado os aditivos (milho moído, farelo de trigo e farelo de algodão) em relação ao tratamento controle (sem aditivo). Analisando as outras variáveis (MS, pH, Ácidos orgânicos) o tratamento aditivado com milho moído e com o farelo de trigo, foram os mais eficientes na conservação do resíduo sobre a forma de silagem, sendo a decisão de escolha do aditivo o seu preço no mercado.Item Modelagem e simulação do processo de fermentação alcoólica na indústria sucroalcooleira(2019-01-30) Costa, Emerson Rodrigues; Rosal, Andréa Galindo Carneiro; Camelo, Marteson Cristiano dos Santos; http://lattes.cnpq.br/1815470140889772; http://lattes.cnpq.br/5799738310371979; http://lattes.cnpq.br/1735669985702468O etanol é um biocombustível de fácil obtenção, oriundo do processo de fermentação alcoólica do caldo de cana-de-açúcar, que consiste na transformação da matéria orgânica mediante um processo biológico e anaeróbio. As leveduras responsáveis pela fermentação alcoólica são as Saccharomyces cerevisae, onde constantemente diversos estudos são realizados para melhor conhecimento desse processo. Um desses estudos de grande importância para a engenharia é a aplicação da modelagem matemática, nas quais são avaliadas o quanto as concentrações de substratos e células influenciam no produtos gerados. Assim neste trabalho objetivou-se o desenvolvimento de um modelo matemático e simulação computacional para a fermentação alcoólica de uma usina sucroalcooleira de grande porte. Os ensaios e as análises foram realizados durante o mês de novembro do ano recorrente ao desenvolvimento deste estudo, onde as amostras coletadas foram do fermento tratado, do mosto da alimentação e do mosto fermentado de cada dorna de fermentação, que foram submetidas às analises de determinação de concentração de biomassa para o fermento tratado e para o mosto fermentado; açúcares redutores totais para o mosto da alimentação e para o mosto fermentado; e determinação de concentração de etanol para o fermento tratado e para o mosto fermentado. Os modelos cinéticos utilizados foram obtidos da literatura, sendo levantado os seis modelos mais utilizados para outros estudos semelhantes a esse. O modelo cinético capaz de melhor se adequar foi o modelo de GHOSE & TYAGI (1979) que descreve as condições como substrato limitante, inibição pelo substrato e inibição linear pelo produto, obtendo um modelo matemático capaz de prever as concentrações de substrato e produto, com média de margem de erro entre os estágios de 38,32% e 4,79%, respectivamente. Tendo em vista que nenhum dos modelos cinéticos utilizados no estudo leva em consideração a variação da concentração de células, os modelos cinéticos não foram capazes de se adequar e prever o processo em função da concentração de leveduras ao longo dos estágios de fermentação.Item Produção de lacases por Aspergillus serratalhadensis URM 79/18 utilizando subprodutos agroindustriais(2022-10-05) Ferreira, Julyanne Victória dos Santos; Porto, Ana Lúcia Figueiredo; Batista, Juanize Matias da Silva; http://lattes.cnpq.br/6699725036732885; http://lattes.cnpq.br/4989617783837981; http://lattes.cnpq.br/8901230412759036As lacases são enzimas ligninolíticas que contém cobre, sendo conhecidas por serem ótimos agentes oxidantes na presença de oxigênio. Dentre as enzimas ligninolíticas, as lacases são o grupo mais amplamente estudado, sendo conhecidas como catalisadores verdes, pois promovem a redução direta do oxigênio molecular à agua sem a formação de subprodutos indesejados. Atualmente as lacases são secretadas principalmente por fungos dos filos Ascomycota e Basidiomycota e possuem uma diversidade de aplicações industriais que incluem a descoloração e degradação de corantes e efluentes têxteis, detergentes para alvejamentos de tecidos, branqueadores dentais para higiene oral, branqueamento de celulose na indústria de tecidos e de papel e na desconstrução da biomassa lignocelulósica. Sendo assim, o presente estudo objetivou a produção de lacases pela fermentação em estado sólido (FES) e submersa (FS) do Aspergillus serratalhadensis URM 79/18, um microrganismo isolado do solo da Caatinga, utilizando como substratos os resíduos agroindustriais, farelo de trigo, farinha de soja, casca de macaxeira e de laranja. O teste qualitativo realizado pela adição de 3 Mm do substrato ABTS ao meio BDA foi positivo para produção extracelular de lacase, sendo confirmado pela formação de um halo na coloração verde medindo cerca de 34 mm. O substrato da casca de laranja utilizado na FES inibiu o crescimento fúngico até o tempo de 96h de fermentação, e consequentemente não houve produção enzimática com este substrato. A atividade de lacase foi determinada usando ABTS como substrato, assim, a maior atividade enzimática foi de 305,56 U/mL obtida após 48h de FES a 30°C no substrato de farelo de trigo, a segunda maior produção de lacase foi de 296,29 U/mL também oriunda da FES, porém no substrato da casca de macaxeira e com tempo de 72h de fermentação. Para a FS foi utilizado o meio MS-2 modificado pelo uso do ABTS como indutor e também pela solução nutritiva contendo diversos íons metálicos, os substratos usados foram o farelo de trigo e a farinha de soja no tempo de fermentação de 48h sendo a maior atividade de lacase na FS obtida com o meio MS-2 modificado pela solução nutritiva e pela adição de ABTS, sendo de 0,1944 U/mL tendo o farelo de trigo como substrato. Portanto, a recente linhagem fúngica A. serratalhadensis é produtora de lacase e tem desempenho ideal na fermentação em estado sólido, sobretudo quando utilizado como substrato o resíduo agroindustrial de farelo de trigo, demonstrando o seu potencial para indústria biotecnológicaItem Produção e purificação de lacases de Lentinus crinitus UCP 1206 obtidas em borra de café e avaliação do seu potencial na degradação in vitro da melanina para aplicações em hiperpigmentação(2026-02-11) Silva, Maria Eduarda Alves da; Bezerra, Raquel Pedrosa; Neves, Anna Gabrielly Duarte; http://lattes.cnpq.br/4056921095855696; http://lattes.cnpq.br/1466206759539320; http://lattes.cnpq.br/0053272997130998As lacases são enzimas oxidativas produzidas por fungos ligninolíticos com amplo potencial biotecnológico, especialmente na oxidação de compostos fenólicos e pigmentos complexos. Este trabalho teve como objetivo produzir e purificar lacases de Lentinus crinitus UCP 1206 por fermentação em estado sólido utilizando borra de café como substrato agroindustrial alternativo, bem como avaliar a eficiência da enzima na degradação in vitro da melanina. A fermentação foi conduzida por 15 dias a 28 °C, e a atividade enzimática da lacase do extrato bruto foi determinada utilizando os substratos ABTS e guaiacol, apresentando valores de 9,72 U/L e 47,67 U/L, respectivamente. A pré-purificação por precipitação salina evidenciou maior atividade frente ao ABTS na fração 0–40% de sulfato de amônio (101,25 U/L), enquanto a maior atividade frente ao guaiacol foi observada na faixa de 60–80% (82,52 U/L). A precipitação com solventes orgânicos resultou em aumento da atividade, destacando-se o etanol, que apresentou 166,85 U/L frente ao guaiacol, e a acetona, que concentrou duas isoformas, com 136,34 U/L para guaiacol e 91,11 U/L para ABTS. A purificação por cromatografia de troca aniônica em DEAE-Sephadex A50 resultou em uma fração com atividade de 1,94 U/L, atividade específica de 15,86 U/mg e recuperação de 4,0%. Na avaliação da degradação da melanina, a lacase purificada apresentou 28,77% de descoloração em 180 min e 36,08% após 24 h, enquanto o extrato bruto e a fração precipitada apresentaram valores inferiores, e o controle com enzima desnaturada não apresentou descoloração. Assim, os resultados confirmam o elevado potencial biotecnológico de Lentinus crinitus UCP 1206 para a produção de lacases em borra de café e demonstram que o grau de purificação enzimática é determinante para a eficiência da degradação da melanina.Item Produção e purificação de protease por Mucor subtilissimus UCP 1262 para a hidrólise de ddgs visando aplicação em rações para frangos de corte(2026-02-12) Silva, Larissa Rodrigues da; Porto, Ana Lúcia Figueiredo; Neves, Anna Gabrielly Duarte; http://lattes.cnpq.br/4056921095855696; http://lattes.cnpq.br/4989617783837981; http://lattes.cnpq.br/6713813439375620As proteases constituem o maior grupo de enzimas industriais, sendo amplamente empregadas nos setores alimentício, farmacêutico, de detergentes e de nutrição animal. Os fungos filamentosos destacam-se como importantes produtores dessas enzimas, devido à elevada capacidade de secreção extracelular e à possibilidade de utilização de resíduos agroindustriais como substratos. Isso contribui para a biodisponibilidade de nutrientes presentes nos resíduos, facilitando seu uso para ração na pecuária de corte, além de possibilitar redução de custos e contribuir para a sustentabilidade do processo. O presente trabalho teve como objetivo produzir e purificar uma protease extracelular do fungo Mucor subtilissimus UCP 1262, utilizando os grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS) como substrato fermentativo, visando à avaliação de seu potencial de aplicação no melhoramento de rações de aves de corte. A produção enzimática foi realizada por fermentação em estado sólido (FES) utilizando 10g de DDGS como substrato, 60% de umidade nos tempos de 48h, 72h e 96h a 30°C. Outrossim, o melhor tempo para a produção da enzima foi em 48 horas por apresentar a maior atividade específica 15,63 U/mg, sendo a menor atividade no tempo de 72 horas com atividade de 13,03 U/mg. Após determinar a atividade específica dos extratos brutos, foram realizadas pré purificações com solventes orgânicos, acetona e etanol 70% e salting-out com sulfato de amônio (NH4)2SO4. Já a pré-purificação por precipitação com acetona apresentou maior atividade específica, obtendo o valor de 316,9 U/mg. Na etapa de purificação, a enzima foi purificada sequencialmente em coluna de troca iônica DEAE-Sephadex A50 e coluna de exclusão molecular Sephadex G-200. A enzima parcialmente purificada foi utilizada nos ensaios de hidrólise do DDGS, conduzidos nas concentrações de 0,5% e 1%. A liberação de frações proteicas e peptídicas foi monitorada por espectrofotometria a 280 nm e 215 nm. Os resultados indicaram que a protease fúngica apresentou melhor desempenho na concentração de 0,5% de DDGS, com maior liberação de frações proteicas após 2 horas de reação, apresentando desempenho comparável à tripsina. Por outro lado, a tripsina apresentou um aumento contínuo na liberação de peptídeos ao longo do tempo, atingindo o valor máximo de absorbância a 215 nm após 6 horas de reação, o que indica uma hidrólise progressiva das proteínas do DDGS. É importante destacar que essa é uma avaliação de aplicação preliminar, sendo observadas variações nos perfis de absorção tanto a 280 nm quanto a 215 nm, indicando a presença de frações peptídicas de diferentes tamanhos e composições, cujas ligações peptídicas absorvem em comprimentos de onda distintos. O grau de hidrólise e a caracterização detalhada dos peptídeos gerados deverão ser aprofundados em estudos futuros. Ainda assim, a protease produzida pelo Mucor subtilissimus UCP 1262 demonstrou potencial para aplicação no melhoramento nutricional de rações à base de DDGS, destacando-se por sua eficiência hidrolítica, viabilidade econômica e caráter sustentável.
