Navegando por Assunto "Estereótipos"
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Item O papel da literatura na ressignificação e na reconstrução do “ser” negra(2021) Santos, Fabiola Cristina Fernandes dos; Paes, Iêdo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3281218394136739; http://lattes.cnpq.br/9376251790781300Este ensaio procura refletir sobre o papel da literatura na ressignificação e na reconstrução da autoimagem da mulher negra, na reconstrução do “ser” negra no sentido mais existencial da palavra e construção de um lugar de fala das mulheres negras nas obras: Rosa Maria Rosa de Conceição Evaristo e Mulata exportação de Elisa Lucinda. Faz se necessário a quebra dos estereótipos pela literatura afro feminina brasileira contemporânea, pois existe um incômodo no que concerne a representação da figura da mulher negra, sempre muito estereotipada, e já evidenciamos a gênese da quebra desses estereótipos nessas duas obras dessas escritoras fantásticas. Antes as mulheres negras eram apenas objetos de contemplação e apreciação, sempre aparecendo nas obras literárias, até mesmo do cânone, de maneira estereotipada e até mesmo desumanizadas pelas sombras do patriarcado e do racismo. Com a ascensão de nomes como Conceição Evaristo e Elisa Lucinda percebemos uma apropriação de seu lugar de fala pela mulher negra, ela passa a representar-se na literatura, a quebrar estereótipos e a reconstruir-se enquanto mulher negra; passa a ecoar a sua voz pelo mundo, lançando seu olhar e percepção do mundo, e escancara seu desejo de quebrar estereótipos incrustados e a denunciar injustiças de forma poética, em escrevivências cheia de lirismo e desejo de reinventar-se.Item Práticas pedagógicas e as representações de gênero em sala de aula: um estudo na educação infantil em escola pública(2021-07-14) Silva, Tânia Maria Rodrigues da; Duarte, Rebeca Oliveira; http://lattes.cnpq.br/2892457731367709; http://lattes.cnpq.br/4105350999518782No contexto educacional brasileiro, apesar dos avanços legais acerca das discussões sobre gênero, muitos têm sido os entraves para a concretização desse tema nas escolas. Este trabalho foi pensado a partir da necessidade de se compreender como as práticas pedagógicas docentes, no âmbito da Educação infantil, reforçam estereótipos de gênero ou combate o sexismo a partir da atuação destas nos processos educacionais e na formação de identidade de gênero. Entende-se que a escola, enquanto espaço socializador de conceitos, concepções e práticas, contribui com essa construção, uma vez que é nela que se concretizam situações de desigualdades entre homens e mulheres, meninos e meninas, e estas, por sua vez, se materializam na relação com os (as) professores (as) por meio das práticas e são naturalizadas pelos discursos e influenciados por materiais didáticos, mídia etc. Em termos de metodologia, para a coleta dos dados foram realizadas entrevistas semiestruturadas a duas docentes, duas gestoras e a coordenadora da Educação Infantil e observações sistemáticas e diretas das suas práticas pedagógicas desenvolvidas em sala de aula e no recreio, cujos conteúdos foram analisados qualitativamente com base na Teoria das Representações Sociais (TRS) e pela análise dos documentos que orientam a prática pedagógica na EI com abordagem de gênero como o Referencial Curricular Nacional Educação Infantil – RCNEI e da Política de Ensino da Região Metropolitana de Recife – PE RMR. Os resultados demonstram que as professoras encontram dificuldades em abordar gênero em sala de aula e que há um processo de perpetuação de estereótipos do que que é ser homem e do que é ser mulher, além da resistência em falar de outras identidades. Embora haja rupturas em atividades nas diversas datas comemorativas como incentivo às crianças a perceberem a atuação da mulher nos espaços públicos, evidenciou-se a necessidade de formação que instigue, problematize e sensibilize as docentes para abordagem sistemática das questões de gênero em suas práticas pedagógicas.Item Protagonismo e estereótipos femininos: a representação das mulheres em Harry Potter, de J.K. Rowling(2021) Mendes, João Allex Soares; Paes, Iêdo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3281218394136739; http://lattes.cnpq.br/3930298227424829O presente trabalho tem como objetivo compreender e analisar como o estereótipo recai sobre a construção do protagonismo feminino dentro da saga literária Harry Potter, de J.K. Rowling, além de questionar como a manutenção desses estereótipos persiste na sociedade. É preciso destacar também como a autora, sendo uma escritora feminina e feminista, não foi poupada desse comportamento e construiu um universo em que suas personagens femininas, baseadas em certos arquétipos, reproduzem estereótipos. Por fim, pretende-se reforçar a abertura de portas dentro e fora da academia, para discutir não só a literatura infantil e juvenil, mas também o gênero fantasia, mostrando que se pode trabalhar e denunciar, por meio desses textos, questões verossimilhantes/ presentes no âmbito social.
