Navegando por Assunto "Culinária pernambucana"
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Item A harmonização dos vinhos do Vale do São Francisco e a gastronomia pernambucana(2023-09-13) Santos, Caroline Brasiliano dos; Arruda, Luciana Leite de Andrade Lima; http://lattes.cnpq.br/6140791519234633; http://lattes.cnpq.br/6771175335724761O notável crescimento da área vitivinícola do Vale do São Francisco (VSF), vem impactando de maneira positiva questões socioeconômicas no Vale do Submédio São Francisco, como a geração de emprego e renda, o aumento de investimentos em infraestrutura e o desenvolvimento social. Aliado a isto, está o interesse e a busca dos consumidores por vinhos oriundos de novos terroirs e suas cozinhas regionais. Assim o presente estudo tem como objetivo estudar as características das harmonizações entre preparações da cozinha pernambucana e os espumantes da Indicação de Procedência Vale do São Francisco. Foram identificadas preparações, na disciplina de Cozinha Típica de Pernambuco, com capacidade de harmonização regional com espumantes brut, brut rosè e Asti Moscatel da Indicação de Procedência Vale do São Francisco. As propostas de harmonização foram avaliadas por discentes do curso de Bacharelado em Gastronomia da UFRPE orientados a identificar as características dos espumantes e das preparações, os pontos fortes das harmonizações e a aceitação das harmonizações, em degustações guiadas. Seis propostas de harmonização foram escolhidas, sendo elas: lagosta na moranga, paçoca de carne de sol com pirão de queijo para o espumante natural brut, camarões gratinados no abacaxi e arrumadinho para espumante brut rosé, e o bolo Souza Leão com Asti Moscatel. Para o espumante brut a preparação lagosta na moranga apresentou aceitação superior a 50%, tendo a harmonização destacado os sabores de vegetais e lácteo da preparação, e o sabor frutado e acides do vinho. O espumante brut rosè apresentou harmonização com aceitação superior a 60% com o camarão gratinado no abacaxi e com o arrumadinho, sendo destacado sabor frutado da preparação e acidez dos vinhos, e sabor de vegetais da preparação e equilíbrio do vinho, respectivamente. O Asti Moscatel e o bolo Souza Leão apresentaram aceitação superior a 90%, destacando os sabores do bolo, textura macia e doçura, e a doçura e acidez do vinho. Sendo possível identificar boa aceitação e pontos fortes harmonizações propostas, contudo a melhor proposta foi o Asti Moscatel com bolo Souza Leão.Item Equiparação ESO: atividades de monitoria na disciplina Cozinha Típica de Pernambuco(2026-07-02) Sobral, Isabela Cristina Alves; Correia, Bruno Celso Vilela; http://lattes.cnpq.br/2359425137602779A monitoria acadêmica é uma atividade de extrema importância no ambiente universitário e muito agrega no percurso acadêmico do estudante. Ao atuar como monitor, o discente é frequentemente estimulado diante dos obstáculos dentro da sala de aula, tendo como objetivo principal auxiliar os estudantes ao longo do período. Para, além disso, o monitor tem a oportunidade de aprofundar e fixar o conteúdo da matéria, que em conjunto com as responsabilidades que o cargo possui, adquire, também, habilidades que agregam no currículo acadêmico e profissional. A monitoria em Cozinha Típica de Pernambuco teve como objetivo prestar assistência durante as atividades teóricas e seminários, o auxílio aos discentes durante as aulas práticas, sanar eventuais dúvidas, conferir se as ferramentas necessárias estavam disponíveis para que a turma pudesse finalizar as aulas com os melhores resultados, além de colaborar com pesquisas de novos conteúdos, planejamento prévio das aulas e organização dos materiais. A disciplina Cozinha Típica de Pernambuco apresentou como conteúdo os ensinamentos das cozinhas do estado de Pernambuco, além de abordar sobre suas histórias, culturas, festejos, costumes alimentares e como todos esses elementos se diferem quando transitamos entre litoral, agreste e sertão do estado. Na aplicação de provas teóricas, contribuía com a supervisão dos alunos e, nas práticas, degustava os pratos produzidos e ajudava na reposição de materiais sempre que necessário. Durante as aulas no laboratório, observava sempre a organização das bancadas, técnicas usadas pelos alunos, interação do grupo, criatividade, apresentação e, principalmente, o sabor. Todas as atividades realizadas em sala de aula e/ou laboratório de gastronomia pelos discentes foram supervisionadas pelo professor da disciplina. Durante o período da monitoria, os resultados alcançados pelos alunos durante as avaliações foram satisfatórios, podendo assim concluir que os métodos utilizados em sala de aula e no laboratório foram eficazes na transmissão do conteúdo. Exercer a monitoria acadêmica possibilitou não apenas a cooperação entre aluno e professor, permitindo maior inserção no ambiente acadêmico, mas também um longo período de vivências que ampliaram competências didáticas e comunicativas.Item Mercados Públicos do Recife/PE: história e gastronomia(2019) Bezerra, Elisane Paes Barreto; Romeiro, Edenilze Teles; http://lattes.cnpq.br/1160900303161454; http://lattes.cnpq.br/3374432979606908Os Mercados Públicos carregam muito da identidade cultural, histórica e social das cidades, no Recife não é diferente. Seus Mercados contam muito de suas transformações urbanas, revelando a alma do recifense em sua forma mais pura. Desta forma, buscou-se verificar a gastronomia nos principais mercados públicos do Recife, seu cotidiano e suas histórias através dos comerciantes locais, no intuito de verificar a presença de elementos e preparações típicas de Pernambuco, como contribuição sobre a tão diversificada cozinha Pernambucana, praticada nestes espaços. Foram visitados os Mercados da Encruzilhada, Madalena, Casa Amarela, Boa Vista e São José no mês de novembro de 2018. Através de um estudo exploratório-descritivo que reuniram dados através de revisão bibliográfica sobre os mercados públicos e das visitas nas praças de alimentação dos mercados visitados, pode-se observar que a gastronomia local tem forte presença nos mercados, se mantendo através de várias gerações, como ambiente de cultura e de lazer para os seus usuários e turistas que os visitam.Item Regionalização de preparações de origem europeia e oriental em um restaurante no Recife(2023-09-22) Alcover, Beatriz Carse; Romeiro, Edenilze Teles; http://lattes.cnpq.br/1160900303161454; http://lattes.cnpq.br/3964175152973509A cozinha brasileira é influenciada pelos costumes e cultura dos povos africanos, portugueses e nativos indígenas, misturando ingredientes diversos, como milho, farinha de mandioca e pimentas em muitas preparações típicas e é uma manifestação da diversidade cultural e histórica do país, que foi adaptada ao longo do tempo. A cozinha regional de Pernambuco reflete essa diversidade, influenciada pela colonização, escravidão e produção de açúcar atraves da doçaria, que é especialmente destacada como Patrimônio Cultural Imaterial. Além de relatar as atividades exercidas durante o estágio, este trabalho dará enfoque a duas preparações internacionais regionalizadas criadas e elaboradas no restaurante, o nhoque de chamba uma inspiração do nhoque da culinária italiana, e o Yaki de sol uma inspiração do yakissoba da culinária oriental. Pratos como o Yaki de sol e o Nhoque de chamba exemplificam essa adaptação criativa, valorizando ingredientes frescos e locais, além de estimular o produtor e a produção local. A culinária de Pernambuco é expressão do legado cultural e da criatividade gastronômica da região, que, para além da comida como alimento, celebra a cultura e promove a união entre as pessoas.Item Sistematização de bolos da doçaria pernambucana a partir de ingredientes e técnicas(2026-07-06) Santana Junior, Almerio Flavio de; Siqueira, Amanda de Morais Oliveira; http://lattes.cnpq.br/0925121801904264; http://lattes.cnpq.br/0105094614364997A doçaria pernambucana reúne um conjunto de bolos tradicionais que expressam aspectos históricos, culturais e técnicos da gastronomia regional, constituindo importante manifestação do patrimônio alimentar brasileiro. Apesar de sua relevância, essas preparações são frequentemente estudadas de forma isolada, havendo poucos trabalhos voltados à identificação dos elementos que as caracterizam enquanto conjunto culinário. Este estudo teve como objetivo realizar uma sistematização de bolos tradicionais da doçaria pernambucana, por meio da identificação e organização de seus ingredientes e técnicas de preparo, visando compreender os elementos que estruturam esse conjunto de preparações enquanto expressão do patrimônio alimentar regional. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza descritiva, fundamentada em levantamento bibliográfico e análise documental de obras históricas, publicações científicas, registros patrimoniais, receituários e documentos institucionais. Como procedimento metodológico, foram selecionados oito bolos tradicionais pernambucanos — Bolo Barra Branca, Bolo de Bacia, Bolo de Noiva Pernambucano, Bolo de Rolo, Bolo Engorda-marido, Bolo Luiz Felipe, Bolo Pé-de-moleque e Bolo Souza Leão — cujos dados foram organizados em matrizes comparativas elaboradas para identificar a recorrência de ingredientes e técnicas culinárias entre as preparações selecionadas. Os resultados evidenciaram a recorrência de determinados grupos de ingredientes, como derivados da cana-de-açúcar, frutas tropicais e seus derivados, massa de mandioca, ovos, produtos lácteos, especiarias e bebidas alcoólicas, bem como de técnicas culinárias, entre elas o preparo do açúcar em calda, o banho-maria, os cremes assados, a extração vegetal, a fermentação da massa de mandioca, a maceração, a maturação e o método cremoso. A sistematização desses elementos permitiu reconhecer padrões que caracterizam a base deste conjunto de preparações como representativo da doçaria pernambucana e dotado de identidade culinária própria, fornecendo subsídios para sua documentação, preservação, valorização patrimonial e para futuras iniciativas de pesquisa, ensino e inovação gastronômica.Item Templo da gastronomia recifense: Mercado público de Casa Amarela(2025-03-20) Martins, Adriana Fernandes; Shinohara, Neide Kazue Sakugawa; http://lattes.cnpq.br/7105928729564845Este trabalho buscou compreender os aspectos históricos, culturais e alimentares encontrados no Mercado Público de Casa Amarela, em Recife-PE e a relação com a gastronomia pernambucana. Através de pesquisas bibliográficas e visitas ao local, o trabalho conta a história do mercado e do bairro em que está inserido, caracterizando sua estrutura, seus insumos e pratos característicos. Foram analisados os boxes do mercado que comercializam carnes, queijos, ovos e condimentos. Os restaurantes localizados na área externa atendem o público do bairro e pessoas em trânsito do entorno do mercado, que oferecem pratos étnicos da gastronomia pernambucana. Através da análise realizada nessa pesquisa, foi possível constatar que o Mercado exerce a função de um dos templos da gastronomia pernambucana, pois é um espaço de congregação, principalmente para a população local que o frequenta diariamente, buscando pratos típicos como cozido bovino com legumes, galinha e costela guisada, bife bovino e galinha assada. Destacou-se também a forte presença de insumos como ingredientes para confecção de empratados e doces a nível doméstico (carne de sol, queijo coalho, jerimum, coco seco e cheiro verde), preservando tradições e costumes da cultura alimentar pernambucana.
