Navegando por Assunto "Criminalização"
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Item Entre a mandinga e o labor: capoeiras, vadiagem e resistência nos habeas corpus do Recife pós-abolição (1890-1905)(2025-12-04) Ponciano, Lenice Alice Mendes; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; https://lattes.cnpq.br/4794117737260000; https://lattes.cnpq.br/0903477569391852Este artigo analisa a presença dos capoeiras no Recife pós-abolição (1890–1905), explorando suas relações com o mundo do trabalho e as formas de controle social na Primeira República. Dialoga com a historiografia do trabalho e do pós-abolição, especialmente com as contribuições de E. P. Thompson, Hebe Mattos, Ana Rios, Álvaro Pereira do Nascimento, Antônio Liberac e Israel Ozanam, para compreender como categorias como “vadiagem” e “trabalho” foram mobilizadas na criminalização das práticas culturais negras. A partir da perspectiva da história social e da micro-história, e tomando o conceito de resistência como chave interpretativa, o estudo evidencia a agência dos capoeiras diante da repressão jurídica. Os processos de habeas corpus, analisados como construções discursivas e arenas de disputa, revelam que esses sujeitos, longe de meros agentes da desordem, integravam o universo da classe trabalhadora e utilizavam a capoeira como meio de afirmação social e política. O trabalho contribui para repensar as relações entre direito, trabalho e resistência racializada no pós-abolição.Item "No pavilhão dos menores delinquentes": a presença dos "menores" no cotidiano da Casa de Detenção do Recife (1929-1935)(2026-07-15) Pereira, Rayssa Lorentz Lima; Britto, Aurélio de Moura; http://lattes.cnpq.br/5266624197764867; http://lattes.cnpq.br/5091991823824836Este artigo busca investigar a contínua presença de “menores” confinados na Casa de Detenção do Recife entre os anos de 1929 a 1935, após o fim da Colônia Correcional. Nossa intenção é compreender as práticas que possibilitaram a continuidade do encarceramento desses jovens na instituição, bem como seu impacto sobre o cotidiano prisional, a partir da mobilização de historiografia especializada e análise de fontes primárias como autos, processos e ofícios produzidos pela administração prisional. De acordo com a perspectiva teórica proposta por Carlos Aguirre, compreendemos que a desinstitucionalização legal do encarceramento infantojuvenil não preconizou sua interrupção, mas sim sua reorganização por meio de práticas infralegais que perpetuaram o confinamento destas crianças e adolescentes em Pernambuco. Dessa forma, a Casa de Detenção do Recife continuou desempenhando papel fundamental na política de confinamento de jovens do estado, contribuindo para a categoria social do “menor” e para a criminalização de determinadas infâncias.
