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Navegando por Assunto "Biologia marinha"

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    O que é isso no meu caldinho? A influência dos prados de Halodule wrightii e de diferentes hábitos alimentares de moluscos na assimilação de micropartículas de origem antropogênicas
    (2024-08-01) Lima, Thomaz Henrique Arruda de; Magalhães, Karine Matos; http://lattes.cnpq.br/1529606079794689; http://lattes.cnpq.br/6358955318109531
    O aumento da produção e do consumo de plástico levou ao descarte desses poluentes em ambientes naturais, tanto em sua forma visível, quanto como micropartículas menores que 5 mm. A presença dessas micropartículas antropogênicas (MPAs) nos ecossistemas aquáticos pode trazer consequências e desequilíbrio às comunidades que os compõem, inclusive para espécies de consumo direto, como moluscos. No Brasil, moluscos dos gêneros Anomalocardia e Vitta se alimentam direta ou indiretamente dos prados de angiospermas marinhas, e acabam sendo expostos às MPAs aprisionadas pelas plantas, sendo o primeiro com hábito filtrador e o outro raspador. Com o objetivo de determinar a contaminação por MPAs em moluscos de interesse econômico associados aos prados de angiospermas marinhas, foi realizada uma coleta em fevereiro de 2024, no litoral do município de Olinda, Pernambuco, Brasil. Foram coletados, manualmente, 20 indivíduos de cada gênero dentro e fora dos prados de Halodule wrightii (N = 80). Para a extração das MPAs, em laboratório, as massas moles dos moluscos passaram pelo método de digestão (NaOH 1mol/L). Após digestão, a solução foi filtrada a vácuo com o uso de filtros de microfibra de vidro, onde as partículas encontradas foram fotografadas, quantificadas e classificadas quanto à forma, tamanho e cor. No total foram encontradas 98 MPAs presentes em 58,75% dos organismos. Indivíduos do gênero Anomalocardia apresentaram maior abundância de MPAs com uma média de 1,7 ± 2,2 MPAs/indivíduo. Quando comparados entre áreas, não houve diferença significativa entre as médias da quantidade de MPA nos diferentes habitats. Os modelos para as análises de correlação revelam que a massa das massas moles em peso úmido possuem relação positiva significativa com a abundância de MPA, bem como as MPAs com formatos de fragmento, na cor azul e com tamanho entre 0,1 e 0,5 mm. De maneira geral, a presença desta contaminação no molusco que ingerimos traz um alerta sobre a potenciais problemas à saúde humana impactando também a comunidade que depende da pesca no país.
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    Testudines do Parque Estadual de Dois Irmãos: Estratégias de conservação e um panorama da invasão biológica
    (2025-03-19) Feijó Filho, Marcelo Brandt; Santos, Ednilza Maranhão dos; http://lattes.cnpq.br/5812920432455297; http://lattes.cnpq.br/5394395434704671
    Os Testudines, conhecidos como cágados, tartarugas e jabutis, constituem componentes importantes na biota de um ecossistema, desempenhando papéis ecológicos importantes para a manutenção da saúde ambiental em ecossistemas aquáticos, atuando como bioindicadores e biomonitores. Este estudo teve como objetivo diagnosticar a fauna de Testudines de água doce de vida livre do Parque Estadual de Dois Irmãos (PEDI), unidade de conservação urbana de Mata Atlântica em Recife-PE, evidenciar aspectos da sua distribuição espacial e sazonal, listar as ameaças a esse grupo e aos ecossistemas naturais que compõem essa unidade de conservação, com ênfase no registro de espécies exóticas e seus impactos. Foram realizados censos visuais, capturas com armadilhas de covos (2019-2020) e análise de dados secundários (artigos, relatórios e bancos digitais). Registrou-se sete espécies: três nativas (Mesoclemmys tuberculata, Phrynops geoffroanus e Kinosternon scorpioides) e quatro exóticas (Podocnemis expansa, P. unifilis, Trachemys scripta elegans e T. dorbigni), além de um híbrido de Trachemys sp. As exóticas ocuparam preferencialmente os açudes de Dentro e Dois Irmãos, ambientes eutróficos com vegetação flutuante, enquanto as nativas apresentaram distribuição fragmentada, com M. tuberculata restrita a poucos registros. A bioinvasão foi associada à proximidade com o zoológico, como fugas, solturas intencionais e conectividade hidrológica. Impactos desta bioinvasão podem incluir competição por recursos, hibridização e alteração de dinâmicas ecológicas. Propõe-se a construção de um plano de ação como instrumento norteador envolvendo monitoramento, técnicas de captura/remoção seletiva, esterilização de invasoras, restauração de habitats críticos, repatriação/destinação e integração com políticas públicas, além da educação ambiental constante e padronização metodológica. Os dados secundários em perspectiva histórica e os resultados deste trabalho reforçam a importância de ações coordenadas e articuladas para mitigar riscos à biodiversidade nativa, principalmente em unidades de conservação.
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