Navegando por Assunto "Bactérias"
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Item Ação antagonista de bactérias ácido láticas isoladas de queijos de coalho artesanal produzidos no agreste de Pernambuco(2019-07-03) Silva, Juliana Bernardo da; Mendonça, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/3517618342808435A denominação de queijo de coalho artesanal é conferida em virtude do modo de produção deste queijo, no qual é utilizado leite cru para sua fabricação, permitindo que a microbiota diversificada do queijo seja a mesma do leite utilizado em sua elaboração. Bactérias ácido láticas são as responsáveis pela diversificação no sabor e textura de produtos alimentícios devido ao seu poder fermentativo. A produção de bacteriocinas por bactérias ácido láticas e utilização como conservantes naturais de alimentos mostra-se mais eficiente quando isoladas do próprio produto em que se pretende utilizá-las. O objetivo deste estudo foi isolar e caracterizar bactérias ácido láticas (BAL), a partir de queijo de coalho artesanal produzido no agreste de Pernambuco, bem como realizar teste de antagonismo contra bactérias potencialmente patogênicas. As bactérias ácido láticas utilizadas neste estudo foram isoladas de 13 amostras de queijo de coalho, produzidos em cinco diferentes cidades do agreste. As amostras foram semeadas em ágar MRS (Man, Rogosa e Sharpe) e incubadas em anaerobiose por 72h a 30°C. As bactérias isoladas no ágar foram submetidas a testes de caracterização de colônias, coloração de Gram, testes de catalase e urease e de antagonismo in vitro, onde verificou-se a atividade inibitória contra cepas padrão de Escherichia coli (ATCC 8739), Salmonella enterica sorovar Typhimurium (ATCC 14028) e Listeria innocua (CLIP 12612). Dentre as 13 amostras de queijo analisadas foram selecionadas para avaliação 42 colônias, entre estas, verificou-se presença de bactérias com morfologias de cocos ou bacilos, todas Gram-positivas, assim como foram identificadas colônias de leveduras. Todas as bactérias que apresentaram-se como Gram-positivas e foram negativas para o teste de catalase foram consideradas como bactérias ácido láticas. Das 42 BAL isoladas, 12 foram utilizadas nos ensaios de atividade antagônica em ágar, sendo que nove demonstraram a presença de halo de inibição contra pelo menos uma das cepas padrão utilizadas. Como controle positivo foi utilizada a cepa Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus (ATCC 11842). As características de resistência ao meio ácido, as próprias bacteriocinas e o poder antagônico observados nas bactérias testadas as tornam viáveis para serem utilizadas em alimentos, aumentando seu tempo de prateleira, conservando suas características originais e trazendo benefícios à saúde da população.Item Avaliação da cafeína no controle da infecção experimental de macrófago por Salmonella typhimurium(2019) Almeida, Ingrydt de Alcântara; Lima Filho, José Vitor Moreira; Tavares, Lethicia Souza; http://lattes.cnpq.br/4128808335995892; http://lattes.cnpq.br/9476972124107533; http://lattes.cnpq.br/6015462685217823A Salmonelose é uma doença infecciosa transmitida principalmente por alimentos contaminados por bactérias do gênero Salmonella, dentre elas a Salmonella enterica sorotipo Typhimurium, que pode causar gastroenterites até sepse e choque séptico em grupos de risco. Compostos orgânicos com fins farmacológicos estão sendo cada vez mais testados. Dentre estes compostos, a cafeína (1,3,7 trimetilxantina), uma das substâncias de cunho farmacológico e psicoestimulante mais consumida no mundo. Vários estudos demonstram seu papel como adjuvante terapêutico, imunomodulador e antagonista dos receptores de adenosina (ARs). Diante disto, objetivou-se avaliar o potencial imunomodulatório da cafeína em macrófagos peritoneais infectados com Salmonella entericaSor. Typhimurium. Para isto, foram realizados testes in vitrocom culturas de macrófagos expostos a concentrações de cafeína para determinar o grau de citotoxicidade do composto; testes curativos e preventivos de viabilidade celular, a fim de avaliar a sobrevivência celular e quantificação de bactérias intracelulares, visando analisar a depuração do patógeno do meio intracelular. Também foi realizado o teste atividade antibacteriana direto com o intuito de avaliar a eficácia da cafeína em inviabilizar o desenvolvimento deS.Typhimurium. Os resultados demonstraram que a cafeína não produziu um efeito tóxico aos macrófagos não infectados nas concentrações utilizadas, promoveu uma maior viabilidade dos macrófagos infectados, mas não foi capaz de atuar como bactericida direto. A cafeína contribuiu na sobrevida dos macrófagos infectados com S. Typhimurium, tendo potencial para o controle de infecções bacterianas.Item Avaliação das atividades antioxidantes de exopolissacarídeos (EPS) produzidos a partir de Enterococcus sp. isolado de queijo coalho artesanal(2022-05-26) Santos, Sybelle Montenegro dos; Soares, Maria Taciana Cavalcanti Vieira; http://lattes.cnpq.br/3917225553030089; http://lattes.cnpq.br/2605906179220160Os exopolissacarídeos (EPS) são macromoléculas produzidas por distintos microrganismos, incluindo as bactérias ácido lácticas (BAL), como linhagens probióticas de Enterococcus. Esses possuem além de propriedades bioativas, como antioxidantes, que neutralizam o estresse oxidativo no hospedeiro e reduz a utilização de produtos artificiais nocivos à saúde, comprovada eficácia terapêutica e alta disponibilidade, sendo também indicado a diversas aplicações biotecnológicas. Nesse cenário, as tendências do consumo de alimentos saudáveis abrem novas perspectivas para a aplicação de biopolímeros como o EPS produzido por BAL como aditivos e ingredientes funcionais. Diante disso, objetivou-se a produção, extração e avaliação das atividades antioxidantes de EPS produzidos por Enterococcus sp. isolado a partir de queijo coalho artesanal do Estado de Pernambuco, através da eliminação dos radicais: 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH), hidroxila, 2,2'-azino-bis-3-etilbenzotiazolina-6-sulfônico (ABTS) e superóxido, por meio de ensaios realizados em laboratório, utilizando o EPS nas seguintes concentrações: 0,2 0,5 1 1,5 e 2 mg/mL. Os resultados obtidos foram aplicados em equações matemáticas, de acordo com cada método utilizado, e comparados com o ácido ascórbico como controle positivo. Além disso, foi utilizado a média e desvio padrão para o teste ANOVA com significância de p < 0,05. Dentre os resultados encontrados é notável as atividades antioxidantes desenvolvidas pelo EPS 133v através da capacidade em eliminar os radicais livres. O radical DPPH, atingiu o mínimo de 16% (0,2 mg/mL) e na fração máxima (2 mg/mL) 27% de capacidade de eliminação, o ABTS e o superóxido apresentaram o mínimo de 56% e 42% e a máxima de 72% e 47%, respectivamente, entretanto o radical hidroxila apresentou capacidade de eliminação unicamente na concentração máxima (2 mg/mL). Diante disso, é perceptível que o EPS 133v de Enterococcus sp. tem alto potencial de exploração para o desenvolvimento de ingrediente.Item Coleção de culturas bacterianas de rizosfera de Brachypodium spp(2022) Mesquita, Aline Pinheiro; Oliveira, Frederico Inácio Costa de; http://lattes.cnpq.br/0588796892433431; http://lattes.cnpq.br/1171448892125076Os microorganismos de solo possuem a capacidade de sustentar a vida tanto das plantas como dos animais e outras formas de vida presentes no solo. A comunidade microbiana na rizosfera é representada por populações diversificadas e numerosas em estado de equilíbrio dinâmico, refletindo o ambiente físico, químico, biológico e suas relações. Bactérias que crescem próximo ou associadas às raízes, sendo estimuladas pelos exsudados radiculares, denominadas rizobactérias, tem a capacidade de promover o crescimento de plantas. Os benefícios dessa interação são conhecidos e é atribuído à produção de substâncias reguladoras de crescimento, à produção de antibióticos, mineralização e solubilização de nutrientes como o fósforo e fixação de nitrogênio. Neste trabalho, foi iniciado a implementação de uma coleção de culturas bacterianas, que futuramente serão utilizadas em estudos que irão focar nos mecanismos de interação química entre raízes de plantas e rizobactérias.Item Diversidade de genes de resistência em bactérias de ambientes extremos(2022-10-07) Silva, Erivelton Gomes da; Freitas, Nara Suzy Aguiar de; http://lattes.cnpq.br/6891650997818766; http://lattes.cnpq.br/9369370749452563As bactérias de ambientes extremos são pouco conhecidas e as histórias evolutivas ligadas aos padrões de genes de resistência e virulência ainda continuam escondidas. Apesar de serem, geralmente, associadas a uma única condição extrema, com frequência são descritas como multirresistentes, o que supomos ser devido ao seu rico arsenal genético. Estudar a diversidade desses genes pode nos ajudar a compreender como a vida bacteriana se adapta no cenário de mudanças ambientais decorrentes da ação humana. Esse trabalho estudou a diversidade de mecanismos de resistência em bactérias e os seus genes compartilhados entre representantes dos táxons de Terrabacteria e Proteobacteria. Foram selecionados 16 genomas de 12 gêneros, entre bactérias termófilas, psicrófilas, halofílicas, radiotolerantes, acidófilas e resistentes a metais pesados, além de 44 genes de resistência. Uma árvore filogenética foi construída com as sequências de RNAr 16S (MEGA software). As sequências dos genes de interesse foram alinhadas contra o banco de dados do NCBI/BLAST, e suas relações com Elementos Genéticos Móveis (EGMs) obtidas (IslandViewer 4). Entre os produtos de genes, destacamos as moléculas de Quorum Sensing para formação de biofilmes, presente entre táxons filogeneticamente distantes, de modo que seus sinalizadores e receptores homólogos poderiam ser utilizados na compreensão da multirresistência em ambientes extremos. Por sua vez, encontramos também genes que atuam em conjunto na confecção de resistência, como os genes de reparo de DNA mutS/mutL, ou os genes de resistência a fatores estressores phaE/phaC, mas que em alguns táxons apresentaram a ausência de uma de suas partes, ou variações significativas no percentual de identidade dos alinhamentos, indicando possível diferença de funcionalidade. Outros genes mostraram-se mais restritos a determinados táxons, como o ddrD do radiotolerante Deinococcus radiodurans, que atua dentro de um cenário específico de radiação e escassez nutricional, caso em que o aprimoramento de um único gene/produto levou a um mecanismo de multirresistência. Outro exemplo de restritividade é o gene phaE do multirresistente Rubrobacter xylanophilus, que coopera na robustez e resistência ao estresse nessa espécie. Também observamos três casos de correlação de EGMs com os genes de resistência: o primeiro na ocorrência do gene de radiotolerância recA em Ilhas Genômicas em Thermus sp; outro na relação de EGMs e Ilhas genômicas com os genes ars e cad, de resistência ao arsênio e cádmio, respectivamente, em Geobacillus stearothermophilus; e por fim a relação do gene acidófilo kdpB e sua associação com plasmídeos em vários dos táxons estudados. Essas evidências apontam que, ao menos para uma pequena parte desses mecanismos, existe um potencial de compartilhamento de genes de resistência por meio de Transferência Horizontal de Genes - THG. Esse potencial para mobilidade pode ser uma excelente ferramenta biotecnológica na edição genômica de bactérias usadas na biorremediação de ambientes contaminados. Acreditamos que novos estudos de padrões e variações, análises filogenéticas e correlação desses genes com EGMs e Ilhas Genômicas, possam ser caminhos para entender mais sobre a diversidade de genes de resistência em bactérias extremófilas.Item Estudo dos parâmetros bioquímicos em Canistrum aurantiacum submetidas ao co-cultivo com bactérias promotoras de crescimento(2025-02-26) Monteiro, Lucas Matheus da Silva; Silva, Cláudia Ulisses de Carvalho; Oliveira, Henarmmany Cristina Alves de; http://lattes.cnpq.br/6859724202937192; http://lattes.cnpq.br/7161911278790052; http://lattes.cnpq.br/6998551497198155Este estudo investigou a influência de bactérias promotoras de crescimento (BPCs) do gênero Bacillus no metabolismo primário de Canistrum aurantiacum, uma espécie ornamental nativa de Pernambuco e vulnerável. A pesquisa focou em parâmetros bioquímicos como pigmentos fotossintéticos e carotenoides, carboidratos, aminoácidos, proteínas e nitrato, com o objetivo de avaliar os efeitos das bactérias na planta. Os resultados indicaram que a inoculação com BPCs não apresentou variações significativas nos teores de pigmentos, carboidratos ou proteínas, tanto nas folhas quanto nas raízes. No entanto, observou-se uma modulação dos aminoácidos nas raízes, com os grupos tratados apresentando uma estabilidade maior em relação ao grupo controle. O tratamento com Bacillus megaterium mostrou um aumento significativo nos teores de nitrato nas raízes, sugerindo uma melhoria na absorção de nutrientes. Este estudo fornece insights iniciais importantes para o uso de BPCs em programas de cultivo de Canistrum aurantiacum.Item Estudo e caracterização de enterocinas obtidas por E. Faecium 137v e 141v para controle do desenvolvimento do câncer colorretal acompanhado por ultrassonografia(2020-10-30) Aragão, Ana Beatriz Lins; Soares, Maria Taciana Cavalcanti Vieira; Calaça, Priscilla Régia de Andrade; http://lattes.cnpq.br/8351009381390103; http://lattes.cnpq.br/3917225553030089; http://lattes.cnpq.br/8961056711474591O queijo de coalho artesanal é um alimento muito presente no Brasil, tendo uma microbiota bem complexa e em sua grande maioria estão as bactérias ácido láticas (BAL), microrganismos bastante conhecidos por estarem presentes em produtos lácteos os mais diversos, e também por serem, em muitos casos, probióticos, e como tal são capazes de sintetizar diversos compostos que auxiliam no bom funcionamento do organismo, como por exemplo as bacteriocinas, peptídeos com atividade antimicrobiana sob determinadas condições. Dentre os principais gêneros de BAL está o Enterococcus, as bacteriocinas produzidas pelas bactérias desse gênero são chamadas de enterocinas. Estudos tem demonstrado o potencial anticâncer, tanto na prevenção como no retardo do desenvolvimento, dessas bactérias, e provavelmente está relacionado a esses peptídeos. O objetivo deste estudo foi avaliar a aplicação e viabilidade das enterocinas produzidas pelas bactérias ácido lática Enterococcus faecium 137V e 141V, oriundas de queijo de coalho artesanal produzido em Pernambuco, a fim de comprovar a sua eficácia no retardo do desenvolvimento do câncer colorretal induzido. A metodologia consistiu em caracterizar as bacteriocinas quanto ao seu perfil peptídico e também suas propriedades antimicrobianas. A ultrassonografia foi utilizada para avaliar o efeito das enterocinas sobre o câncer colorretal desenvolvido em ratos Wistar. Os resultados obtidos nos testes que envolveram a sensibilidade a protease, foi possível observar um decréscimo na atividade antimicrobiana das enterocinas, quando submetida à pepsina o que sugere a natureza peptídica das mesmas. Os experimentos in vitro demonstraram a eficácia das enterocinas quanto a sua atividade antimicrobiana, pois elas apresentaram um espectro de ação amplo envolvendo bactérias patogênicas Gram positivas e Gram negativas. Quanto aos resultados da ultrassonografia, foi possível observar uma diminuição da espessura da parede intestinal dos ratos que foram submetidos a indução do câncer colorretal e tratados com as enterocinas, o que sugere a estimulação da apoptose, visando inibir o crescimento e desenvolvimento das células cancerígenas. Sendo assim, os resultados obtidos nesse trabalho sinalizaram a importância da utilização das enterocinas como suplementação promissora no processo de prevenção e tratamento do câncer colorretal.Item Influência de fatores abióticos sobre o desenvolvimento de bactérias promotoras de crescimento vegetal dos gêneros Bacillus e Pantoea(2019-02-05) Amorim, Alyson da Silva; Sobral, Júlia Kuklinsky; http://lattes.cnpq.br/8273377142633220; http://lattes.cnpq.br/9204041210789535O manejo incorreto durante a aplicação da maioria dos pesticidas agrícolas vem causando contaminação em solos, lençóis freáticos, fauna e flora nos agroecossistemas brasileiros, além de aumentar os custos na produção agrícola. A microbiota quando submetida a dosagens acima do recomendado de certos pesticidas sofre efeitos deletérios em suas populações. E como uma forma de amenizar os custos nos insumos e a busca de uma produção agrícola mais sustentável, o uso de bactérias promotoras de crescimento e biorremediadoras é uma ferramenta biotecnológica de grande potencial. Outro fator com influência na produção agrícola é a salinidade, é um termo que qualifica uma situação de excesso de sais solúveis ao solo no ambiente .Este problema é um dos principais causadores de degradação de solos em regiões de clima árido e semiárido, culminado em sérios prejuízos no rendimento agrícola. Para contribuir com recuperação desses solos degradados, as bactérias promotoras de crescimento vegetal tem demonstrado úteis no desenvolvimento de estratégias na promoção de crescimento de plantas em solos salinos. Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivos: i) avaliar a tolerância ao pesticida metomil e a potencial capacidade de biodegradação deste pesticida por bactérias promotoras de crescimento vegetal do gênero Bacillus; e ii) avaliar a produção de exopolissacarídeos sob estresse salino por bactérias promotoras de crescimento vegetal do gênero Pantoea. Para avaliação da tolerância ao pesticida, as bactérias de Bacillus (UAGAT35 e UAGAT71) foram inoculadas em Meio Mínimo Mineral (MMM) líquido modificado, acrescido de glicose como fonte de carbono, seguido de diferentes concentrações do Metomil. E para avaliar o potencial de biodegradação, a fonte de carbono não foi acrescida. Já no experimento sobre a salinidade foram utilizadas cinco linhagens bacterianas do gênero Pantoea (UAGC 906,UAGC 977,UAGC 858, UAGC 907 e UAGC 972), que foram cultivadas em meio sólido com sacarose, e adicionado diferentes concentrações de NaCl, em cada tratamento. Durante 10 dias, o crescimento do halo foi medido com auxílio de um paquímetro, sendo feito cinco leituras, em intervalos de 48 horas. As duas linhagens do gênero Bacillus demonstraram tolerância e biodegradação ao inseticida metomil, em suas diferentes concentrações. Enquanto que as 5 linhagens bacterianas, do gênero Pantoea, submetidas as diferentes concentrações de NaCl apresentaram produção de Exopolissacarídeos (EPS), mostrando sua sobrevivência em ambientes sob estresse VII salino. Portanto, as bactérias avaliadas apresentaram potencial para estudos futuros visando promoção de crescimento em ambientes adversos.Item Intoxicação alimentar por histamina associada ao consumo de peixe no Brasil: revisão de literatura(2019-12-13) Matias, Gilmara do Nascimento; Franque, Marcos PinheiroO peixe e seus produtos derivados estão entre os alimentos de origem animal mais comercializados em todo o mundo. Sua deterioração ocorre devida suas característica intrínsecas: pH próximo a neutralidade, alto teor de água e nutrientes favorecendo a degradação enzimática pela alta atividades metabólica microbiana, sendo considerados um alimento altamente perecível, estando associado as DTA- Doenças Transmitidas por Alimento. A realização deste trabalho teve como objetivo fazer a explanação cerca da intoxicação alimentar por histamina decorrente da ingestão de espécies de peixes histaminogênicas, além de apontar o papel da inspeção sanitária como parte fundamental para a prevenção destes casos. A histamina é formada no processo de deterioração post mortem do pescado, por meio da ação das bactérias presentes na microbiota e no ambiente. Estas bactérias contaminam o peixe por meio do manuseio, forma inadequada de estocagem e o binômio tempo x temperatura, favorecendo sua multiplicação e a produção da enzima histidina descarboxilase. Morganela morganii, Klebsiella oxytoca e Klebsiella pneumonae foram as espécies de bactérias identificadas com maior produção de histamina. Peixes das famílias Scombridae e Scomberesocidae, tem um teor elevado de histidina livre no musculo, o que é requer maiores cuidados na segurança desse alimento. Limites da histamina encontrada no musculo do peixe foram estabelecidos em todo o mundo, a fim de evitar agravos à saúde em decorrência de intoxicações. O Brasil e outros países têm o nível máximo permitido de histamina que é de 100 ppm no tecido muscular. Para a União Europeia (UE), é aceitável o nível de 100 ppm para os peixes da famílias Scombridae e Scomberesocidae e exigindo uma amostragem de nove peixes por lote. A agência “Food and Drug Administration” (FDA), estabeleceu que o valor de 50ppm, corresponde ao limite o qual considera o peixe como deteriorado. No Brasil, casos de intoxicação por histamina vêm sendo reportados, porém estes são subnotificados por serem consideradas uma alergia qualquer e tratados por meio de automedicação. A inspeção sanitária é a ferramenta que disponibilizamos para ter um alimento de boa qualidade e seguro. Para isso, faz-se necessário a aplicação de programas de autocontrole como o APPCC bem estabelecido, onde a importância de boas praticas de fabricação e o padrão higiene operacional são o pilar central para a obtenção de um alimento seguro e de qualidade.Item Microbiota bacteriana associada a pele de Scinax x-signatus (Spix, 1824) (Anura: Hylidae) em Pernambuco, Brasil(2020-02-03) Santos, Lara Valesca Mendonça da Costa; Santos, Alcina Gabriela Maria Medeiros da Fonsêca; Moura, Geraldo Jorge Barbosa de; http://lattes.cnpq.br/1348666346504103; http://lattes.cnpq.br/4938571253882757; http://lattes.cnpq.br/6095901652697979A presença de uma microbiota simbionte em animais extremamente sensíveis como os anfíbios anuros é crucial para o desenvolvimento de um sistema imunológico capaz de combater os principais agentes infecciosos presentes no ambiente. Scinax x-signatus é um anuro que possui um comportamento generalista e sinantrópico ocorrendo em florestas e áreas urbanas, mas não existem estudos de identificação da microbiota bacteriana associada a pele deste animal. O objetivo deste trabalho foi identificar a microbiota cutânea de Scinax x-signatus em duas áreas no Jardim Botânico do recife (08º04’ S; 34º59’ W) e comparar a microbiota residente e transiente. Foram realizados enxagues com água destilada estéril nos animais para a remoção da microbiota transiente e swabs esfregados na pele para coletar a microbiota residente. As amostras foram identificas preditivamente em meios de cultura seletivos, como Ágar Cromogênico, Cetremide, Ágar EMB e Ágar MacConkey. Para as análises, utilizamos Teste de Fisher e Análise de Cluster para verificar a similaridade entre as áreas de coleta. Foram coletados 12 indivíduos queresultara em 24 isolados, 13 de microbiota transiente e 11 de microbiota residente e os métodos preditivos indicaram 5 táxons: Pseudomonas spp. (43%) mais ocorrente nas amostras, Escherichia coli (22%), Klebsiella pneumoniae (18%), Enterococcus faecalis (12%) e Staphylococcus aureus (4%). A microbiota da área Antropizada demonstrou menor similaridade entre as amostras transiente e residente. A análise de Cluster indicou que a microbiota da área controle se mostrou mais similar a respeito das amostras transientes e residentes, possivelmente devido ao grau reduzido de heterogeneidade espacial. Os espécimes de Scinax x-signatus apresentou na pele bactérias de interesse médico que são similares com outras espécies de anuros. S. x-signatus apresenta grande importância ecológica para os ecossistemas, e estudos destinados a investigação de potenciais antimicrobianos na pele e na microbiota associada a S. x-signatus são de suma importância para a produção de fármacos.Item Produção, extração, purificação e caracterização de proteases fibrinolíticas produzidas por Streptomyces parvulus DPUA 1573(2021-11-29) Nascimento, Maria Clara do; Bezerra, Raquel Pedrosa; Batista, Juanize Matias da Silva; http://lattes.cnpq.br/6699725036732885; http://lattes.cnpq.br/1466206759539320; http://lattes.cnpq.br/5929405825655717Devido ao seu potencial de degradação da fibrina, as proteases fibrinolíticas são uma alternativa promissora na indústria farmacêutica para o tratamento de doenças cardiovasculares, especialmente a trombose. Diversas são as fontes de proteases fibrinolíticas, porém, as fontes microbianas são as que mais se destacam em termos de baixo custo e altos índices de produção. Desde a sua produção até aplicação as enzimas precisam passar por diversos processos, o que soa negativo tornando as etapas mais custosas e tardias. Um método capaz de superar essas problemáticas é o sistema de duas fases aquosas (SDFA), processo capaz de diminuir as etapas do downstream. O objetivo deste trabalho foi produzir, purificar e caracterizar bioquimicamente a protease fibrinolítica produzida por Streptomyces parvulus DPUA 1573. A protease foi produzida por fermentação submersa utilizando resíduos ou coprodutos agroindustriais. O extrato bruto que apresentou a maior atividade enzimática (farinha da casca de maracujá) foi submetido a extração por SDFA constituído por polietilenoglicol (PEG) e sais de fosfato (potássio e sódio), seguindo um planejamento 24. Após a extração por SDFA, a protease foi submetida a purificação por cromatografia em gel filtração, e já purificada teve sua caracterização bioquímica realizada. A protease produzida por S. parvulus DPUA 1573 demonstrou atividade fibrinolítica de 15.46 U/mL e foi capaz de formar um halo de 317.31 mm2 agindo na degradação da fibrina. No SDFA, a protease fibrinolítica particionou preferencialmente para a fase rica em PEG. O melhor ensaio selecionado de acordo com a combinação do maior índice de atividade específica, fator de purificação e rendimento na atividade foi o 16, composto por PEG 8.000 gmol-1, 17,5 v/v de PEG, pH 8,0 e 15 v/v de sais de fosfato. A atividade proteásica da enzima foi muito estimulada na presença do ferro, chegando a um aumento de 55% na atividade, e drasticamente diminuída diante o inibidor de proteases 2-mercaptoethanol (91%). A temperatura e o pH ótimo para a atividade enzimática foram 40ºC e pH 7,0, respectivamente, se mantendo a atividade da enzima estável entre 30ºC e 60ºC e na faixa de pH de 7.0 a 8.5. Diante dos resultados analisados foi visto que, S. parvulus DPUA 1573 se mostrou uma boa produtora de proteases fibrinolíticas, e o sistema de duas fases aquosas PEG/Fosfato se mostrou uma ótima alternativa para a extração e pré-purificação de proteases fibrinolíticas.Item Relatório final de atividades do Estágio Supervisionado Obrigatório: seleção de bactérias com potencial de utilização em processo de biorremediação de solos contaminados por mercúrio(2025) Oliveira, Jennifer Nicoli de Souza; Biondi, Caroline Miranda; http://lattes.cnpq.br/8326756664758702; http://lattes.cnpq.br/1940730909264239Os manguezais desempenham um papel crucial na ecologia, manutenção da qualidade da água, biodiversidade e estabilidade dos solos. No entanto, a contaminação por metais pesados, como o mercúrio (Hg), tem se mostrado um problema decorrente das atividades industriais. Atualmente tem se buscado formas de recuperar essas áreas contaminadas por Hg, sendo a biorremediação microbiana uma alternativa promissora para recuperação dessas áreas, pois utiliza de bactérias indígenas, resistentes ao Hg capazes de volatilizá-lo. Por isso, objetivou-se neste trabalho avaliar a eficiência de bactérias indígenas de solo contaminado por Hg no estuário do Rio Botafogo, para uso em processos de biorremediação. Foram coletadas amostras de solo do estuário do Rio Botafogo, em Pernambuco, divididas em P1 e P2, e isoladas bactérias dessas amostras. Foram realizados testes como o de Concentração inibitória mínima (CIM) para avaliar a capacidade das bactérias em resistir ao mercúrio. Os resultados indicaram que os solos do estuário estão contaminados por Hg em concentrações de 4,28 a 10,42 mg kg-1 e que há a presença de isolados dos gêneros Enterococcus, Bacillus e Pseudomonas, que possuem resistência de 50 a 100 mg L-1 de Hg, de acordo com o teste CIM. Essas bactérias apresentam potencial para serem utilizadas em processos de biorremediação. Além disso, o solo do manguezal do estuário do Rio Botafogo apresentou pH próximo à neutralidade e potencial redox indicando ambiente anóxico.
