Navegando por Autor "Freitas, Ana Letícia Marinho Lima de"
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Item Geoquímica de elementos terras raras em perfis de tecnossolos de rejeitos de mineração de scheelita ao longo de 10 anos(2025) Freitas, Ana Letícia Marinho Lima de; Silva, Ygor Jacques Agra Bezerra da; http://lattes.cnpq.br/0904824873761236; http://lattes.cnpq.br/5031531911065079A mineração é uma atividade essencial para a obtenção de recursos naturais indispensáveis à vida contemporânea. Estimativas indicam que, apenas no Brasil, entre 2010 e 2030, mais de 11 bilhões de toneladas de rejeitos de mineração serão gerados. Nesse cenário, a construção de tecnossolos a partir de rejeitos surge como alternativa promissora para a recuperação de áreas degradadas e para a oferta de serviços ambientais que atenuem os impactos ecossistêmicos. O presente trabalho teve como objetivo estudar a geoquímica de elementos terras raras (ETRs) em tecnossolos construídos a partir de rejeitos de mineração na Mina Brejuí, localizada em Currais Novos (Rio Grande do Norte). Foram selecionados tecnossolos em cronossequência de 0, 2 e 10 anos, a partir dos quais foram coletadas amostras deformadas e não deformadas dos horizontes e/ou camadas para análises físicas, químicas e mineralógicas. Os tecnossolos analisados apresentaram predominância de texturas arenosas. O tecnossolo mais jovem (P1, 2 anos) apresentou maiores proporções de silte e argila, favorecendo maior retenção de cátions. O caráter alcalino dos solos foi atribuído à presença de carbonatos nos materiais formadores, como tactito e mármore. As concentrações disponíveis de Ca e Mg foram elevadas em todos os perfis, superando os níveis críticos para a maioria das culturas agrícolas. As concentrações totais de ETRs no tecnossolo com 2 anos variaram de 64,41 a 148,30 mg kg⁻¹, com valor médio de 98,38 mg kg⁻¹. Já no tecnossolo com 10 anos, os valores oscilaram entre 80,99 e 147,48 mg kg⁻¹, com média de 106,60 mg kg⁻¹. Para os ETRLs, as concentrações médias foram de 64,52 mg kg⁻¹ (2 anos) e 73,21 mg kg⁻¹ (10 anos), enquanto para os ETRPs foram de 33,87 mg kg⁻¹ (2 anos) e 33,39 mg kg⁻¹ (10 anos). Comparativamente, os tecnossolos apresentaram concentrações médias totais de ETRs superiores às registradas em solos do Rio Grande do Norte. No entanto, os valores foram inferiores às médias globais da crosta terrestre. A razão LaN/YbN (0,38 a 0,87) e a GdN/YbN (0,43 a 1,17) indicaram ausência de fracionamento entre ETRLs e ETRPs, assim como dentro dos ETRPs. Por outro lado, a razão LaN/SmN (0,73 a 4,40) sugeriu leve fracionamento entre os ETRLs ao longo dos perfis. Esses resultados ressaltam o potencial e os desafios do uso de tecnossolos para fins de recuperação ambiental e para a agricultura sustentável.
