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Navegando por Orientadores "Silva, Kleber Clementino da"

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    A ação da providência divina em "O Valeroso Lucideno e Triunfo da Liberdade", do Frei Manoel Calado
    (2025-03-11) Silva, Gleyson Maurício Lima da; Silva, Kleber Clementino da; http://lattes.cnpq.br/2821384780282146
    O presente artigo almeja avaliar os relatos de manifestações miraculosas descritos na obra do Frei Manoel Calado, com o objetivo de compreender de que forma estes relatos reforçam a crença da intervenção divina na legitimação da Restauração de Pernambuco, já inserida na tradição providencialista portuguesa. Para tanto, estrutura-se a partir da contextualização histórica que levou à invasão dos neerlandeses, apresenta quem é o autor, sua obra e outras fontes contrastantes da época. Ao final desenvolve uma análise da fonte a partir de episódios relatados e interpretados pelo autor sob o prisma do providencialismo como recurso político estratégico panegírico, isto é, de promoção da imagem, bem como da concepção cristã de guerra justa.
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    A moral tomista no “Papel Forte”: prudência e juízo prático no Padre Antônio Vieira
    (2026-02-04) Gomes, Pedro Ladislau Ferreira; Silva, Kleber Clementino da; http://lattes.cnpq.br/2821384780282146; http://lattes.cnpq.br/0148968561885933
    O presente artigo analisa o Papel Forte do Padre Antônio Vieira, situando-o no contexto da diplomacia luso-holandesa do século XVII e das dificuldades enfrentadas pelo Império Português no espaço atlântico. O objetivo do estudo é compreender a racionalidade moral que estrutura a argumentação vieirense, especialmente no que se refere à aplicação dos conceitos de prudência e mal menor, centrais à tradição tomista, em um cenário marcado pela guerra, pela instabilidade política e pela ameaça religiosa. A partir da contextualização histórica do conflito entre Portugal e as Províncias Unidas, o Papel Forte é interpretado como um texto de intervenção prática, orientado à condução da ação política em circunstâncias extraordinárias. Do ponto de vista metodológico, a análise articula a reconstrução do contexto histórico com uma leitura hermenêutica do texto, valendo-se das contribuições de Quentin Skinner e Hans-Georg Gadamer, de modo a considerar tanto a intencionalidade discursiva do autor quanto o horizonte intelectual no qual se insere sua reflexão moral. A investigação apoia-se em fontes primárias — sermões, pareceres políticos e correspondência de Vieira — em diálogo com a historiografia especializada. Conclui-se que a defesa da capitulação territorial não deve ser compreendida como simples pragmatismo político, mas como um juízo prudencial orientado à preservação de bens considerados superiores no interior da ordem moral católica do século XVII.
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    “Doutrina política, moral, muitos exemplos e muitas verdades”: o “Soldado Prático" e os usos políticos do diálogo no Império Português (1564-1612)
    (2021-07-13) Cardoso, Arthur Feller Rigaud; Silva, Kleber Clementino da; http://lattes.cnpq.br/2821384780282146; http://lattes.cnpq.br/3648900347587927
    A presente pesquisa teve como objetivo compreender as relações entre discurso político e retórica em Portugal durante os séculos XVI e XVII (1564 – 1612). O recorte do trabalho foi tomado a partir do período de escrita das duas versões dos diálogos do “Soldado Prático” de Diogo do Couto, fontes utilizadas para análise, pelas quais se buscou caracterizar as estratégias literárias e retóricas, bem como os principais argumentos, propostas e projetos imperiais para a manutenção do Estado da Índia Portuguesa. Dessa forma, buscou-se compreender a relação de Couto com a sociedade em que viveu, na mesma medida em que foi atravessado por diferentes correntes de pensamento políticas de sua época, refletidas nos temas e debates expostos em suas obras. Utilizando-se das contribuições de Roger Chartier, Diogo Ramada Curto e Mikhail Bakhtin, foi possível ter uma percepção tanto macro quanto micro da produção e veiculação do discurso político português do período analisado. A partir da compreensão dos preceitos retóricos e teóricos adotados pelo autor, foi possível contribuir com uma análise aos estudos sobre os diferentes usos políticos do gênero dialógico na cultura letrada portuguesa.
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    Flamengos de Vicente: as representações dos holandeses na ocupação de Salvador de 1624 na obra Historia do Brazil, de Frei Vicente do Salvador
    (2026-02-02) Oliveira, Henrique de Almeida Rodrigues; Silva, Kleber Clementino da; http://lattes.cnpq.br/2821384780282146; http://lattes.cnpq.br/6575433867342968
    Este trabalho tem por objetivo analisar as representações escritas dos Holandeses no tomo V da obra Historia do Brazil, escritos por Frei Vicente do Salvador. Diferente dos outros eventos históricos presentes no texto, como a ocupação no Maranhão por parte francesa, alguns dos eventos do último tomo são narrados pelo próprio autor, que experienciou a armada dos Flamengos na volta do Rio de Janeiro durante 1624. Esta pesquisa utiliza os conceitos de representação de Roger Chartier (1988) e por Denise Jodelet (1991), considerando o documento como perpetuação dos regimes históricos, ditos por Hartog (2003). Assim, podemos pensar como esses ideais formularam a obra e em comparação, moldaram o ideário sobre os invasores. Além dessas ideias, pensamos também como a obra enquanto documento ajudou a criar uma caracterização dos holandeses enquanto invasores, e em parte, fizeram parte da escrita histórica do Frei. Essa relação direta da política e do caráter religioso do documento pode nos explicar como enxergava o autor, sua posição frente aos eventos descritos e como sua posição pode ter tido influência na escrita.
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    Pela defesa da Fé de Cristo e a liberdade: a representação heróica de João Fernandes Vieira na obra O Valeroso Lucideno e o Triumpho da Liberdade, de Frei Manoel Calado
    (2023-11-30) Lima, João Vitor Otávio Santos de; Silva, Kleber Clementino da; http://lattes.cnpq.br/2821384780282146; http://lattes.cnpq.br/3570880537710123
    Este trabalho possui o propósito de analisar a representação construída da figura de João Fernandes Vieira na obra Valeroso Lucideno e triumpho da liberdade (1648) escrita pelo Frei Manuel Calado. A narrativa abarca, desde as invasões neerlandesas no território pernambucana iniciada em 1630 até os primeiros momentos da Insurreição Pernambucana. O Lucideno, assim como outras obras dos Seiscentos, possuía um fito político imediato. Seu caráter emergencial é denotado mediante sua narrativa encerrar-se, de maneira abrupta, sem comtemplar a Guerra de Restauração como um todo e encaminhado para Portugal antes mesmo do fim conflito. O propósito de publicação da obra era o de obter o favor do Rei e seus Ministros para com os insurretos, sendo dedicada a D. Theodósio. Entretanto, nela se observa a heroicização de João Fernandes Vieira a partir dos eventos narrados. O militar e senhor de engenho é concebido como um agente da Providência para libertação do povo pernambucano dos hereges neerlandeses. A pesquisa se pauta nas obras de Evaldo Cabral de Mello, José Antônio Gonsalves de Mello, Sylvia Brito e Kleber Clementino, para compreender o contexto sociopolítico, bem como da escrita da guerra realizada no período. Para o estudo das representações a utilização das obras e escritos de Roger Chartier mostrou-se imprescindível para caracterizar a construção da figura heroica de João Fernandes Vieira na narrativa de Calado.
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    Pensando a governança da América portuguesa: a construção de governadores-gerais modelares na Historia do Brazil, de Frei Vicente do Salvador
    (2021-12-06) Lima, Vinicius Cavalcante Melo de; Silva, Kleber Clementino da; http://lattes.cnpq.br/2821384780282146; http://lattes.cnpq.br/0649611106973735
    A finalidade deste trabalho é explorar as representações criadas por frei Vicente do Salvador acerca de quatro governadores-gerais da América portuguesa, do século XVI, e tentar compreender de que forma essa representação se associa ao seu projeto político, inscrito na Historia do Brazil. Natural da Bahia, do século XVI, frei Vicente, apoiado nas “leis gerais” da historiografia moderna, constrói imagens douradas de autoridades coloniais buscando criar um “ideal” de governador-geral, detentor de virtudes principescas. Em sua caracterização, Tomé de Sousa é o governador industrioso; Duarte da Costa é o governante piedoso, manso; Mem de Sá é o “espelho de governadores do Brasil” e Francisco de Sousa é o “mais benquisto” governador do Brasil. Para tal estudo, a metodologia empregada no trabalho foi feita a partir da análise do discurso e de leituras específicas dedicadas ao mundo escrito no período moderno, como as obras escritas pelo norte americano Richard Kagan, pelo espanhol Fernando Bouza Alvarez e pelo britânico Quentin Skinner. Além deles, importantes também foram os estudos feitos a partir dos trabalhos da Maria Lêda Oliveira e do Luiz Cristiano Oliveira de Andrade, ambos relativos à nossa fonte de pesquisa, Historia do Brazil.
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