TCC - Engenharia Hídrica (UABJ)
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Resultados da Pesquisa
Item Análise integrada das condições ambientais e urbanas no município de Lajedo-PE: um estudo de caso(2026-07-10) Araújo, Elaine Alves de; Silva, Silvanete Severino da; http://lattes.cnpq.br/0697832792587182; http://lattes.cnpq.br/8637793311328430O crescimento urbano associado às limitações da infraestrutura sanitária tem intensificado os desafios relacionados à gestão ambiental e ao planejamento territorial em municípios do semiárido brasileiro. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo analisar as condições ambientais, urbanas e de saneamento do município de Lajedo-PE, por meio da integração de informações territoriais, socioeconômicas e ambientais, visando identificar fragilidades relacionadas ao uso e ocupação do solo, à infraestrutura urbana e à drenagem pluvial. A pesquisa adotou abordagem qualiquantitativa, de caráter descritivo, exploratório e analítico, utilizando dados secundários provenientes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e MapBiomas. Complementarmente, foram empregadas técnicas de geoprocessamento em Sistema de Informações Geográficas (SIG), sensoriamento remoto, análise espacial, interpretação de imagens orbitais, levantamentos de campo georreferenciados e aplicação de questionários para avaliação da percepção da população sobre as condições ambientais e sanitárias locais. Os resultados evidenciaram que o município apresentou população predominantemente urbana, crescimento demográfico contínuo e limitações significativas na infraestrutura de saneamento, destacando-se a cobertura de apenas 21,9% dos serviços de esgotamento sanitário, atendimento de 62,5% na coleta de resíduos sólidos e ausência de informações sistematizadas sobre drenagem urbana. As análises espaciais e de campo permitiram identificar áreas vulneráveis à ocorrência de alagamentos, associadas à impermeabilização do solo, à configuração topográfica e à insuficiência dos sistemas de micro drenagem. Além disso, verificou-se que a expansão urbana e a ocupação do território têm ampliado a pressão sobre os recursos hídricos e a infraestrutura existente. Conclui-se que a integração entre geotecnologias, indicadores socioambientais e observações de campo constituiu uma ferramenta eficiente para o diagnóstico territorial do município, fornecendo subsídios técnicos para o planejamento urbano, a gestão ambiental e a formulação de estratégias voltadas à ampliação dos serviços de saneamento e à redução da vulnerabilidade socioambiental.Item Impactos da ocupação do entorno do reservatório Pedro Moura Júnior sobre saneamento básico na bacia do rio Ipojuca(2025-12-09) Rosa, Renan Bezerra; Silva, Silvanete Severino da; Taiza Karla Alves Souza; http://lattes.cnpq.br/5421753293896754; http://lattes.cnpq.br/0697832792587182; http://lattes.cnpq.br/1270451276519798A compreensão das interações entre o uso do solo e os recursos hídricos é essencial para o planejamento ambiental e a sustentabilidade regional, sobretudo em áreas de reservatórios sujeitas a pressões antrópicas. Nesse contexto, este estudo analisou os impactos da ocupação do entorno do reservatório Pedro Moura Júnior sobre o saneamento básico da bacia do rio Ipojuca, considerando a evolução da temperatura superficial terrestre entre 2003 e 2023 e a caracterização morfológica sobre os aspectos geológicos, pedológicos e hipsométricos, com o objetivo de compreender as relações entre mudanças ambientais, pressões humanas e implicações na gestão hídrica e territorial. O estudo foi realizado no reservatório Pedro Moura Júnior, localizado em Belo Jardim (PE), um dos principais mananciais de abastecimento do município. A pesquisa adotou abordagem quali-quantitativa, integrando análise documental, revisão bibliográfica, e o processamento e investigação de campo. Os resultados indicaram redução térmica no entorno do reservatório entre 2003 e 2023. Contudo, as temperaturas máximas permaneceram concentradas em áreas mais distantes do corpo hídrico, associadas a zonas urbanizadas ou a diferentes usos do solo, revelando maior aquecimento, estratificação térmica e menor resiliência hídrica. Esses processos se relacionam ao assoreamento, à eutrofização e à redução da profundidade, resultantes da ocupação irregular das margens e do manejo inadequado do solo. A caracterização morfológica sobre os aspectos geológicos, pedológicos e hipsométricos evidenciou vulnerabilidades estruturais da bacia, com variações altimétricas que refletem relevo acidentado, solos rasos e alta erodibilidade, favorecendo o escoamento superficial, o assoreamento e a perda de capacidade de armazenamento. A pressão antrópica, caracterizada pela expansão urbana, pelas atividades agropecuárias, pela ausência de tratamento de esgotamento sanitário e pela disposição irregular de resíduos sólidos, intensifica a degradação ambiental e agrava os problemas relacionados ao saneamento básico. Essa situação pode comprometer a qualidade da água e aumenta os riscos à saúde pública, refletindo a ausência de políticas integradas de gestão ambiental e territorial. Conclui-se que as transformações ambientais observadas refletem os efeitos combinados das mudanças climáticas regionais e da ocupação desordenada. A mitigação desses impactos exige ações articuladas, como a recuperação das matas ciliares, o controle do uso do solo, a ampliação da infraestrutura de saneamento e o monitoramento contínuo das variáveis limnológicas. Tais medidas são essenciais para assegurar a sustentabilidade hídrica e ambiental da bacia do rio Ipojuca.
