Navegando por Assunto "Velhice"
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Item Educação e velhices: relatos de experiência da equipe técnica do Curso Especial de Ensino e Extensão em Educação, Saúde e Cidadania na Velhice(EDUFRPE, 2025) Tavares, Nayana Pinheiro; Gusmão, Elisângela Gonçalves; Cavalcanti, Everton Willian de Oliveira; Lindoso, Rosângela Cely BrancoA presente obra diz respeito aos relatos dos profissionais envolvidos na materialização da primeira turma do projeto Universidade de Formação Aberta à Pessoa Idosa da UFRPE, por meio do curso especial de Extensão: Educação, Saúde e Cidadania na Velhice. São artigos que compilam as experiências em cada componente curricular oferecido e ministrado por especialistas da área. Também traz os relatos de estudantes de diversas graduações que atuaram como monitores.Item Em busca de um sentido ético para a velhice: uma análise metaética das cartas 12 e 26 da obra “Cartas a Lucílio” de Sêneca(2026-02-12) Lemos, Marcia de Oliveira Remigio; Sodré, Felipe Arruda; http://lattes.cnpq.br/7872778382648001; http://lattes.cnpq.br/0490510612376206Este trabalho tem o objetivo de explicar o sentido ético da velhice para Sêneca. A pesquisa utiliza abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica dos comentadores da obra “Cartas a Lucílio”, tendo como base de análise metaética das cartas 12 e 26 como fonte primária de estudo e o acréscimo de outras cartas que complementam e ampliam o pensamento do autor sobre a velhice. Na primeira parte do texto, buscamos apresentar as ações éticas que só podem ser realizadas no estágio peculiar da velhice e depois de uma longa vida ética. No segundo momento, destacamos os pressupostos éticos-existenciais que devem ser cultivados sempre e em qualquer idade, isto é, que devem ser adquiridos ao longo da vida independente da idade cronológica. Finalmente, concluímos mostrando que o velho se apresenta como referência para os mais jovens. A análise revela, que na contramão do pensamento do mundo antigo, Sêneca, de modo atual vê a velhice como um período de alegria. Além disso, destaca-se a visão de que os velhos tem uma utilidade para a família e a sociedade. Os achados de pesquisa dão conta de que, os velhos são o receptáculo da sabedoria acumulada durante toda uma vida. Como buscaram uma vida ética, são exemplos a serem seguidos e como tal, são pedagogos por excelência.Item Quando a amizade interrompe o silêncio: uma leitura de a máquina de fazer espanhóis, de Valter Hugo Mãe(2026-03-21) Silva, Beatriz Barbosa da; Andrade, Andreia de LimaPropõe-se uma análise da forma que o romance A máquina de fazer espanhóis, de Valter Hugo Mãe, representa a velhice e a solidão, com foco na forma como a amizade, particularmente o vínculo entre Senhor Silva, senhor Pereira, Esteves e Américo, ressignifica a existência do protagonista e lhe restitui sentido de vida. A pesquisa fundamenta-se no referencial teórico dos Age Studies, como Simone de Beauvoir (2018), Ecléa Bosi (1994), Eneida Haddad (2017) e Minayo & Coimbra Jr (2026) e dos estudos acerca da conceitualização da amizade, utilizando Aristóteles (2015) e Cícero (2021), também adota uma metodologia qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e análise literária. A partir da trajetória do Senhor Silva, marcada pelo luto e pela institucionalização em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). A partir disso, o presente trabalho busca investigar de que maneira o romance desconstrói estereótipos relacionados à terceira idade; examinar como a narrativa dá voz e agência a personagens idosos, frequentemente marginalizados tanto na literatura quanto na sociedade; e analisar o papel da amizade e da empatia na trajetória do protagonista, compreendendo como esses elementos se tornam dispositivos de resistência à solidão e à despersonalização institucional. Nesse sentido, a amizade e a empatia surgem como forças éticas e afetivas capazes de interromper o isolamento e funcionar como dispositivos de resistência à solidão. Constata-se, portanto, que o romance não reduz a velhice à decadência, mas constrói uma representação complexa do envelhecimento, na qual sofrimento e fragilidade convivem com experiências de reconhecimento e pertencimento, especialmente quando os laços de amizade reorganizam a existência do protagonista.
