Navegando por Assunto "Mudanças climáticas"
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Item Avaliação de emissões de gases de efeito estufa no CEASA/PE(2024-07-24) Soares, Guilherme Bastos; Pragana, Rossanna Barbosa; http://lattes.cnpq.br/8705453663044944; http://lattes.cnpq.br/7776540361160364As emissões de gases de efeito estufa (GEE) sempre ocorreram naturalmente na Terra, mas a preocupação global com as emissões antropogênicas começou a partir do ano de 1979, com a realização da primeira conferência mundial do clima. Após isso, vários acordos foram construídos com o intuito de reduzir as emissões desses gases, como a Eco-92, o Protocolo de Kyoto e o acordo de Paris, que estabeleceram metas para a redução das emissões de GEE. A contabilização desses gases é uma forma de quantificar as emissões pelas atividades desenvolvidas em uma empresa ou organização, por isso, o estudo teve como objetivo mapear as atividades desenvolvidas no CEASA/PE, buscando métodos para quantificar as emissões geradas, como através da ferramenta de cálculo do GHG Protocol, que condensa os fatores de emissão calculados para cada processo de acordo com o ano em que as emissões serão contabilizadas já para os cálculos das emissões evitadas no processo de compostagem foi utilizada a ferramenta AMS-III.F, realizando uma comparação com as emissões advindas de processo de aterramento de resíduos. Com os cálculos realizados foi possível observar que a CEASA teve um total de 13.481,24 toneladas de CO2-eq emitidas no ano de 2023, com o processo de compostagem no CEASA-PE evitando a emissão de 8.108 tCO2-eq, quando comparado ao aterramento dos mesmos resíduos. Além disso, observa-se que se caso todos os resíduos orgânicos fossem compostados pelo centro, as emissões evitadas poderiam chegar até 22.656,9 tCO2-eq, demonstrando o potencial da compostagem para redução de emissões de GEE. Ademais, o estudo observa que a compostagem é um importante contribuinte para a redução das emissões de GEE, sendo necessária a implementação de processos de compostagem mais amplos e controlados, recomendado-se que hajam mais estudos relacionados ao transporte dos resíduos para otimizar a eficácia na redução dos projetos de compostagem.Item Gerenciamento costeiro dos municípios do litoral do Estado de Pernambuco(2024-11-28) Lucena, Rodrigo Gomes de; Lins, Rafaela Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/4540426156294178; http://lattes.cnpq.br/0118969816128354Diante do aumento das ocorrências dos eventos climáticos é essencial que a Administração Pública em todas as esferas e principalmente a administração municipal necessitam criar estratégias para lidar com os impactos ambientais, econômicos e sociais nas zonas costeiras. A pesquisa está em consonância com a Agenda 2030, principalmente com os Objetivos do Desenvolvimento Local (ODS):13 – ação contra mudança global do clima, 14 – vida na água e 17 – parcerias e meios de implementação. O objetivo geral da pesquisa é analisar a gestão costeira dos municípios do Estado de Pernambuco. Tem como pergunta da pesquisa: Quais municípios do litoral de Pernambuco possuem um gerenciamento costeiro e como se dá sua implementação? Diante dos levantamentos realizados no sites dos municípios pode-se verificar que a estrutura organizacional da gestão pública dos municípios responsáveis para o enfretamento é insipiente e que muitos deles não possuem comitês também não apresentam planos diretores.Item Incêndios florestais: uso de visualização geométrica para análise de risco(2025-08-15) Ramos, Raffael Vieira; Bocanegra, Silvana; Alves, Rayanna Barroso de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4596111202208863; http://lattes.cnpq.br/9128046332218001Este trabalho apresenta um modelo de diagrama voltado à avaliação do risco de incêndios florestais em diferentes municípios brasileiros, utilizando uma metodologia empírica de visualização geométrica que possibilita o monitoramento temporal do risco e potencializa ações de prevenção, tomada de decisão e resposta rápida pelos órgãos responsáveis. Para tanto, foi adaptado um modelo originalmente proposto pela Universidade Politécnica da Catalunya e utilizado em parceria com o Instituto de Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco (IRRD-PE) para a COVID-19. Os resultados evidenciam que o modelo identifica períodos críticos e áreas prioritárias, comprovando sua aplicabilidade na gestão do risco de incêndios florestais.Item Mudanças climáticas e risco financeiro: uma análise para o setor de energia elétrica brasileiro(2022-10-10) Bezerra, Carlos Bruno Alves; Pontes, Tricia Thaíse e Silva; http://lattes.cnpq.br/0497598665441136Este estudo buscou analisar como as empresas que compõem o setor de energia elétrica no Brasil estão considerando os efeitos das mudanças climáticas e se estabelecem relação com os riscos financeiros. De natureza qualitativa, esta pesquisa realizou a análise de conteúdo dos relatórios de sustentabilidade das empresas de energia elétrica pertencentes ao Índice de Energia Elétrica (IEE) da B3 (Bolsa, Brasil, Balcão) para o ano de 2021. As análises mostram que as mudanças climáticas resultam em implicações financeiras nas operações das empresas analisadas, podendo alterar significativamente a receita e os custos, além de provocar incertezas quanto aos planos estratégicos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. As infraestruturas produtiva e distributiva são desafiadas constantemente pelas mudanças climáticas e precisaram de investimento na modernização das suas estruturas. Os resultados evidenciaram uma alta exposição do setor energético a eventos naturais extremos, um aumento pluviométrico pode destruir estruturas que fornecem energia, o aumento da temperatura eleva as chances de sobrecargas do sistemas e secas colocam a credibilidade de qualquer companhia sob risco. E como uma transição para uma economia descarbonizada, através de planos de adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas consegue desafiar a capacidade produtiva sem gerar risco financeiro e ao mesmo tempo suprir as necessidades de um setor essencial para a sociedade.Item O papel de traços funcionais na resposta de espécies arbóreas da Caatinga às mudanças climáticas(2022-10-07) Rodrigues, Vitória Régia do Amaral; Silva, Edgar Alberto do Espírito Santo; http://lattes.cnpq.br/7405327016978544; http://lattes.cnpq.br/0278987007242215Estudos demonstram que haverá aumento na temperatura global. Ambientes secos podem se tornar ainda mais áridos. Evidências indicam que a Caatinga é bastante modificada pelas ações antrópicas e pouco protegida. Atributos como a área foliar, densidade de madeira e altura potencial estão ligados a uso de recursos pelas plantas, dessa maneira podem ser usados para melhor projeção de distribuição potencial das mesmas. Foi hipotetizado que, com aumento da aridez, plantas com menor área foliar, maior densidade de madeira e menor altura potencial seriam mais favorecidas em cenários futuros. Analisamos três cenários climáticos, sendo um atual e dois futuros para 2081-2100, para simular a resposta dos traços funcionais aos efeitos das mudanças climáticas quanto a distribuição de 90 espécies arbóreas. Usamos o modelo climático MIROC-ES2L para cenários otimista (SSP2-4.5) e pessimista (SSP5-8.5) de níveis de emissão de gases de efeito estufa (GEE), com resolução de 2,5 minutos (~ 21,4 km²). Os resultados indicam que plantas com maiores áreas foliares apresentarão menor redução de área dentro da Caatinga. Entretanto, a densidade de madeira e altura potencial não foram bem correlacionadas com o modelo. A partir das análises podemos inferir que a área foliar pode ser usada como atributo funcional capaz de predizer e explicar a distribuição potencial das espécies arbóreas na Caatinga brasileira. A Caatinga pode apresentar perda de hábitat adequado para ocorrências das espécies, sendo assim, faz-se necessário o desenvolvimento de práticas mais sustentáveis de uso dos recursos naturais, bem como criação de áreas de proteção ambientalItem Política Estadual de Mudanças Climáticas: instrumentos, resultados e interação com questões florestais(2022-10-10) Caetano, Matheus Braga Cordeiro; Meunier, Isabelle Maria Jacqueline; http://lattes.cnpq.br/9202793669201466; http://lattes.cnpq.br/4973571977743177As mudanças climáticas que o planeta vem enfrentando são resultado da intensificação do chamado efeito estufa. Nesse sentido, os países firmaram acordos, estabelecendo medidas que os envolvidos devem adotar para definir estratégias de mitigação e adaptação. As florestas desempenham um papel importante na mitigação, pois atuam como sumidouros de carbono atmosférico, sendo essencial que estratégias de conservação e expansão das áreas florestais sejam estabelecidas. O Brasil e seus estados vêm desenvolvendo suas estratégias nacionais e locais de enfrentamento. Este trabalho tem como objetivo descrever as políticas públicas sobre mudanças climáticas no estado de Pernambuco, a fim de identificar os principais marcos legais que fundamentam o enfrentamento das mudanças climáticas na região. Além disso, este trabalho analisa os pontos de interação das políticas climáticas e medidas de conservação e reflorestamento, buscando identificar possíveis resultados, estágio de implementação e quais projetos foram executados ou estão em andamento vinculados à área florestal que contribuem para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A pesquisa qualitativa foi desenvolvida com base em pesquisa bibliográfica e documentos oficiais. O estado de Pernambuco tem sua política estadual de clima e instrumentos como o Plano Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC/PE) e o Plano Estadual de Descarbonização de Pernambuco (PDPE), além de outras políticas que possuem coerência programática. Identificou-se que, para o setor florestal, os planos estabelecem metas voltadas à conservação e reflorestamento. Dos objetivos para o setor florestal do PEMC/PE, verificou-se apenas a expansão de 22 unidades de conservação. Mecanismos como Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), propostos como opções para o setor, não tiveram sucesso, não tendo sido desenvolvidos projetos ao longo dos doze anos de política climática por falta de apoio financeiro para o desenvolvimento dos projetos. Existem apenas dois programas em desenvolvimento em Pernambuco que podem contribuir para a estratégia de mitigação, mas ainda estão em fase de implementação. A ausência de mecanismos de acompanhamento, a falta de apoio financeiro para a implementação de políticas e a baixa coordenação institucional constituem grandes barreiras para o avanço da política climática e para a mitigação pela conservação e reflorestamento.Item Relação entre mudanças climáticas e dengue: a educação ambiental como estratégia de prevenção(2025-05-15) Santos, Wellington Gonzaga dos; Nascimento, Regina Célia Macêdo do; http://lattes.cnpq.br/2339102253217709; http://lattes.cnpq.br/3367293750692523As mudanças climáticas têm provocado alterações significativas nos padrões ambientais, afetando diretamente a dinâmica de doenças tropicais como a dengue. O aumento das temperaturas, a intensificação de eventos extremos e a irregularidade no regime de chuvas contribuem para a expansão geográfica e a proliferação do Aedes aegypti, vetor responsável pela transmissão da doença. Diante desse cenário, tornase urgente a implementação de estratégias integradas de prevenção e controle, que considerem tanto os aspectos ambientais quanto às dimensões sociais do problema. Nesse contexto, a Educação Ambiental surge como ferramenta fundamental para promover a sensibilização da população, incentivando a participação ativa na prevenção da dengue e na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Este trabalho tem como objetivo analisar os principais fatores que contribuem para a propagação da dengue no Brasil nas últimas décadas, com foco nas mudanças climáticas e na importância da EA como instrumento de transformação social. Por meio de uma revisão bibliográfica recente (2019–2025), são discutidas as interações entre clima, sociedade e saúde pública, bem como alternativas inovadoras para o enfrentamento da doença. Assim, verificou-se que as mudanças climáticas, em especial o aumento das temperaturas médias e a intensificação de eventos extremos como chuvas e secas, desempenham papel decisivo na proliferação do Aedes aegypti. Ainda, a educação ambiental, ao estimular a consciência crítica e o engajamento comunitário, torna-se uma aliada essencial na transformação de práticas cotidianas que favorecem a proliferação do mosquito.
