Navegando por Assunto "Meios de cultivo"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
- Resultados por Página
- Opções de Ordenação
Item Crescimento e qualidade de mudas florestais nativas da Mata Atlântica em função de substrato alternativo e volume de recipiente(2025-03-20) Lima, Júlia Carmo de; Freitas, Eliane Cristina Sampaio de; http://lattes.cnpq.br/7525975084334972; http://lattes.cnpq.br/7403921576460338A crescente conscientização acerca da conservação ambiental tem ampliado a demanda por mudas de espécies florestais nativas, evidenciando a necessidade de estudos voltados à produção de mudas de qualidade, essenciais para programas de restauração, reflorestamento e arborização. Entre os fatores que influenciam esse processo, destacam-se o substrato e o recipiente, por impactarem diretamente o desenvolvimento das mudas. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o crescimento e a qualidade de mudas de Handroanthus impetiginosus (Mart. ex DC.) Mattos e Tabebuia aurea (Silva Manso) Benth. & Hook.f. ex S. Moore, produzidas com diferentes substratos e recipientes no Parque Estadual de Dois Irmãos (PEDI), em Recife, Pernambuco. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 x 2, composto por quatro substratos (S1: composto orgânico (100%); S2: composto orgânico + areia (3:1); S3: resíduo vegetal do açude (100%); S4: resíduo vegetal do açude + areia (3:1)) e dois tamanhos de recipientes, totalizando oito tratamentos, com seis repetições. As mudas foram conduzidas por 100 dias a pleno sol. Aos 30 dias após a emergência, foram avaliadas altura (H), diâmetro do coleto (DC), número de folhas (NF), porcentagem de emergência (E%), tempo médio de emergência (TME) e índice de velocidade de emergência (IVE). Ao final do experimento, mensuraram-se H, DC, NF, teores de clorofila a, b e total, massa seca de raiz (MSR), massa seca da parte aérea (MSPA) e massa seca total (MST), além das relações MSPA/MSR, H/DC e do Índice de Qualidade de Dickson (IQD). As espécies apresentaram respostas distintas. Para H. impetiginosus, a maior altura foi observada em S3, enquanto S2 apresentou os menores valores. O número de folhas foi superior em S1. O diâmetro do coleto variou apenas em função do recipiente, sendo maior no volume de 280 cm³, embora abaixo do recomendado. Os maiores teores de clorofila total ocorreram em plantas no recipiente de maior volume e no substrato S4. A MSPA e a MST apresentaram interação significativa entre os fatores, com maiores valores em S4 no recipiente de 280 cm³. As variáveis H/DC, MSR e IQD não diferiram significativamente. Para T. aurea, observaram-se diferenças significativas para altura (maior em S1 e menor em S4), diâmetro do coleto (superior em recipientes de 280 cm³, exceto em S4), MSPA (maior em S1 no recipiente de maior volume) e MST (maior em S1 e menor em S3). A relação MSPA/MSR indicou equilíbrio hídrico. A interação entre substrato e recipiente demonstrou que recipientes maiores favoreceram o desenvolvimento radicular e o acúmulo de biomassa. Não houve diferenças significativas para número de folhas, teores de clorofila, massa seca de raiz e IQD. De modo geral, recipientes de maior volume promoveram melhor crescimento e qualidade das mudas. O resíduo vegetal do açude mostrou-se uma alternativa viável como substrato, embora sua eficiência varie entre espécies, indicando a necessidade de estudos complementares para ampliar sua aplicação na produção de mudas florestais.
