Navegando por Assunto "Idosos como consumidores"
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Item Comportamento de consumo de idosos e a pandemia da COVID-19: o que mudou?(2022-10-05) Damasceno, Stênio Francisco; Souza, Angela Cristina Rocha de; http://lattes.cnpq.br/1030836126649193Com a chegada da pandemia da COVID-19, várias mudanças aconteceram no cotidiano de toda a população mundial, dentre essas, pode-se destacar as relacionadas ao consumo. A partir desta conjuntura, a população idosa foi umas das que mais sofreram com estas alterações. Assim, o objetivo do presente estudo foi analisar o impacto da pandemia da COVID-19 no comportamento de consumo dos idosos. Foi realizada uma pesquisa exploratória descritiva, com abordagem qualitativa. A coleta de dados se deu por meio de entrevista semiestruturada com 10 (dez) idosos. Os dados foram analisados através da técnica de análise de conteúdo. Como resultado, além do perfil dos entrevistados, identificou-se algumas mudanças que impactaram no comportamento de consumo destes. Elas se deram na escolha do local de compra, dos produtos obtidos e ainda na forma de realizá-las, haja vista que muitos passaram a depender dos filhos ou familiares para produzi-las, enquanto houve quem passou a usar a internet para realizar as compras ou a usar o delivery. Como exemplo, houve, por parte dos idosos, a preferência por compras em estabelecimentos próximos às suas residências, adquirindo os itens que já haviam adquirido, só adicionando produtos de higiene e farmacêuticos. Tais resultados confirmam outros estudos sobre o comportamento dos consumidores idosos.Item Idosos e o consumo: uma leitura sociológica sobre etarismo e invisibilidade simbólica(2025-12-18) Souza, Manoel Adelino de; Barros, Marcos Andre de; Faria, Mauricio Sarda de; http://lattes.cnpq.br/1513772085737367; http://lattes.cnpq.br/3743403239578149; http://lattes.cnpq.br/1882861677399520O trabalho discute o envelhecimento como construção social e simbólica, tomando o consumo como eixo privilegiado para compreender formas contemporâneas de etarismo e invisibilidade simbólica. Parte-se do contexto de rápido envelhecimento populacional no Brasil e da contradição entre a relevância demográfica e econômica das pessoas idosas e sua pouca representatividade nas mídias e nas estratégias de mercado. A pesquisa, de abordagem qualitativa, caráter exploratório e natureza bibliográfica, analisa produções acadêmicas, campanhas publicitárias e estudos sobre velhice, identidade e cultura do consumo. A base teórica articula especialmente Anthony Giddens e Zygmunt Bauman: em Giddens, destaca-se a ideia de biografia reflexiva e da velhice como etapa ativa de reconstrução identitária; em Bauman, evidencia-se a modernidade líquida, a centralidade do consumo e a obsolescência simbólica atribuída a corpos e vidas que não seguem o ideal de juventude e desempenho. Os resultados indicam que as representações midiáticas tendem a reduzir a velhice a estereótipos de dependência ou a modelos idealizados de “envelhecimento bem-sucedido”, produzindo inclusão excludente. Ao mesmo tempo, identificam-se práticas de resistência e reinvenção, nas quais idosos utilizam o consumo, as redes sociais e experiências culturais como formas de afirmação de si. Conclui-se defendendo uma ética do envelhecer fundada na justiça cultural, no reconhecimento da pluralidade das velhices e na responsabilidade de políticas públicas, mídia e mercado em tratar pessoas idosas como agentes de sentido, e não como objetos de consumo.
