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    Avaliação de parâmetros de produção na Estação de Piscicultura Continental Johei Koike, UFRPE
    (2023-09-13) Silva, Karla Tamires Costa da; Porto Neto, Fernando de Figueiredo; http://lattes.cnpq.br/1475750525654086; http://lattes.cnpq.br/7979379154298688
    Um ambiente aquático para a criação racional de peixes possui uma ecologia própria e complexa, onde a dinâmica dos processos biológicos e físico-químicos determinam as condições da qualidade de água. As comunidades planctônicas representam uma ferramenta sensível para monitorar as variações ambientais, como indicadores da qualidade da água, níveis de poluição e eutrofização, além de importantes fontes alimentares para a cadeia trófica. O presente trabalho visa avaliar a qualidade de água e plâncton, como ferramenta de gerenciamento em piscicultura, na Estação de Piscicultura Continental Johei Koike, UFRPE. Foi feito o cálculo de volume total dos viveiros e cálculo de vazão do canal de abastecimento, e foram realizadas coletas de água, por cinco semanas consecutivas, em nove viveiros ativos de criação de peixes na estação, localizada no campus sede da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Em cada viveiro foi feito um arrasto horizontal superficial, com rede de plâncton com abertura de malha de 64 μm. As amostras de plâncton foram preservadas em álcool 70% e analisadas no Laboratório de Zooplâncton do Departamento de Oceanografia da UFPE. A identificação se deu ao nível taxonômico de grandes grupos. Para os nove viveiros, a transparência da água esteve sempre inferior a 25 cm, e no geral a temperatura esteve sempre entre 28 e 29°C. Assim, observou-se uma baixa variedade de espécies de plânctons nos viveiros. As populações de fitoplâncton não apresentaram grandes variações. Nos nove viveiros o filo Chlorophyta foi o grupo de algas com maior número de células. Já a de zooplâncton variou entre os viveiros de acordo com o tipo de peixe cultivado e as condições tróficas, o filo Rotifera esteve em maior número nos viveiros. Contudo, densidades totais de fito e zooplâncton apontam para três grupos diferentes de viveiros, onde tamanho e tipo do viveiro além de usos e manejo parecem afetar significantemente as populações destes organismos.
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    Bioindicadores invisíveis: um catálogo de algas e cianobactérias planctônicas de corpos d’água do estado de Pernambuco, Nordeste do Brasil
    (2025-12-22) Chagas, Maria Madalena Capistrano; Moura, Ariadne do Nascimento; Silva, Fátima dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2290703332876910; http://lattes.cnpq.br/5127314582444598; http://lattes.cnpq.br/4826607417115631
    Algas planctônicas são microrganismos autotróficos que pertencem a diversos filos como Cyanophyta, Chlorophyta, Euglenophyta, Bacillariophyta e Dinophyta. Estes organismos são responsáveis por diferentes funções nos corpos d’água, uma vez que são a base da teia trófica e atuam na fixação de carbono e na ciclagem de nutrientes. O fitoplâncton responde rapidamente às mudanças que ocorrem nos ambientes aquáticos, sendo importante bioindicador da qualidade da água. Diante disso, este estudo tem como objetivo analisar a diversidade e capacidade de bioindicação deste organismos de corpos d’água do estado de Pernambuco, e fornecer um catálogo de cunho didático, para ampliar o conhecimento sobre a diversidade taxonômica do fitoplâncton. A comunidade de algas e cianobactérias planctônicas foi coletada em 12 corpos d’água do estado de Pernambuco, com auxílio de uma rede de plâncton com abertura de malha de 20μm e o material foi fixado com formol (4%). Concomitantemente, as variáveis ambientais foram mensuradas in situ com auxílio de uma sonda multiparamétrica. A análise taxonômica das espécies foi feita com base em literatura especializada, assim como os táxons bioindicadores e potencialmente tóxicos foram classificados de acordo com a literatura. Após análise do fitoplâncton foi confeccionado um catálogo para ser utilizado em aulas de graduação em Ciências Biológicas e áreas afins. A análise das comunidades fitoplanctônicas dos 12 corpos d’água mostrou uma riqueza composta por 178 espécies, tendo Zygnematophyceae apresentado a maior riqueza de espécies ( 43 spp.), seguido por Chlorophyceae (41 spp), Bacillariophyceae (35 spp), e Cyanophyceae (26 spp). Dentre as espécies identificadas, o maior número de táxons é bioindicador de odor (103 spp.), seguido por sabor (33 spp.), e 22 táxons de cianobactérias são potencialmente tóxicas. As espécies foram catalogadas, onde os táxons foram descritos com base em suas características morfológicas, e sua distribuição, habitat, hábitos e classificação de bioindicação foram apresentados. Concluímos, que a elevada riqueza taxonômica registrada revela um potencial biológico subestimado, com destaque para a ocorrência de táxons como 1° citação para o estado de Pernambuco. Ademais, a presença de espécies indicadoras de odor e de cianobactérias potencialmente tóxicas ratifica os riscos ao equilíbrio ecológico e à saúde pública. Logo, é evidente que o catálogo preenche lacunas científicas sobre a ficoflora da região, sendo um excelente instrumento taxonômico, pois amplia o conhecimento sobre a flora de algas do estado de Pernambuco e auxiliará alunos de graduação e pesquisadores a reconhecerem táxons de algas planctônicas.
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    Caracterização da composição do plâncton em viveiros de piscicultura na Estação de Piscicultura Continental Johei Koike (UFRPE)
    (2022-10-07) Laurentino, Isla Mishele da Silva; Porto Neto, Fernando de Figueiredo; http://lattes.cnpq.br/1475750525654086; http://lattes.cnpq.br/3476650402323599
    Um ambiente aquático para a criação racional de peixes possui uma ecologia própria e complexa, onde a dinâmica dos processos biológicos e físico-químicos determinam as condições da qualidade de água. As comunidades planctônicas representam uma ferramenta sensível para monitorar as variações ambientais, como indicadores da qualidade da água, níveis de poluição e eutrofização, além de importantes fontes alimentares para a cadeia trófica. O objetivo foi investigar a comunidade planctônica de três viveiros ativos de produção de peixes, em sistema de derivação e identificar padrões nesta comunidade. Foram realizadas coletas de água semanais em três viveiros ativos de criação de peixes, na Estação de Aquicultura Professor Johei Koike localizado no campus sede da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Em cada viveiro foi feito um arrasto horizontal superficial, com rede de plâncton com abertura de malha de 64 μm. As amostras de plâncton foram preservadas em álcool 70% e analisadas no Laboratório de Zooplâncton do Departamento de Oceanografia da UFPE. A identificação se deu ao nível taxonômico de grandes grupos. Para os três viveiros, a transparência da água esteve sempre inferior a 25cm, decrescendo do viveiro 1 ao 3 e no geral a temperatura esteve sempre entre 28 e 29°C. Assim, observou-se uma baixa variedade de espécies de plânctons nos viveiros. As populações de fitoplâncton não apresentaram grandes variações, nos três viveiros o filo Chlorophyta foi o grupo de algas com maior número de células. Já a de zooplâncton variou entre os viveiros de acordo com o tipo de peixe cultivado e as condições tróficas, o filo Rotifera esteve em maior número nos três viveiros, contudo, com abundância em relação as demais espécies no viveiro 3. Assim, viu-se que parâmetros de qualidade de água e o tipo de peixe cultivado aparentam ser os principais fatores que controlam as populações de plâncton em viveiros.
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    Diatomáceas do estuário do rio Sirinhaém, PE, Brasil
    (2021-12-09) Aguiar, Lucas Pereira de; Gama Júnior, Watson Arantes; http://lattes.cnpq.br/8692563615933473; http://lattes.cnpq.br/2086753590165553
    As diatomáceas são algas unicelulares caracterizadas por uma parede celular rígida composta de sílica e que apresentam distintas morfologias. Estão presentes em todo o mundo e são a parte mais abundante do fitoplâncton em áreas estuarinas; regiões de transição entre o rio e o mar com grande valor econômico e ecológico em ambientes costeiros. Esses ambientes sofrem a ação direta da maré, possuem um grande aporte de nutrientes e uma alta produtividade primária e um fluxo dinâmico de água. Em Pernambuco, há 15 estuários e dentre eles está o complexo estuarino de Sirinhaém, localizado no município de Sirinhaém, próximo a Ipojuca, na região sul do estado. É uma área de grande importância comercial, mas não há conhecimento sobre a diatomoflórula dessa localidade. O presente estudo possui o intuito de conhecer a flora de diatomáceas do Estuário do rio Sirinhaém, assim, contribuindo para o conhecimento da diatomoflora do estado de Pernambuco. Foram definidos três pontos de coleta, na foz, montante e região mediana do estuário, para serem avaliadas as diatomáceas e sua distribuição ao longo do gradiente estuarino. As diatomáceas foram observadas a partir de microscópio ótico e vistas em lâminas permanentes, cujo material orgânico foi oxidado a partir de permanganato de potássio e ácido clorídrico. Os parâmetros da água apresentaram-se consistentes e semelhantes, exceto quando se tratou da profundidade e luminosidade que variaram consideravelmente entre os pontos. Foram identificados 63 táxons, sendo 55 espécies, e 8 em nível de gênero, distribuídos em 35 famílias. Os gêneros mais representativos encontrados foram Nitzschia, Gyrosigma e Cocconeis todos com três táxons cada. O ponto a Montante, durante a baixa mar, apresentou o maior número de registros, com 37 espécies; grande parte das espécies foi restrita à baixa mar. O número de espécies encontrado demonstra que o estuário do rio Sirinhaém apresenta uma vasta biodiversidade de diatomáceas, apresentando espécies de diferentes hábitos, desde águas marinhas até de águas doces.
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    Microalgas do semiárido: florações nocivas, variabilidade sazonal e suas possíveis aplicações biotecnológicas
    (2018-09-23) Oliveira, Carlos Yure Barbosa de; Dantas, Danielli Matias de Macêdo; Olivera Gálvez, Alfredo; http://lattes.cnpq.br/7002327312102794; http://lattes.cnpq.br/3422902414863662; http://lattes.cnpq.br/3825860944561089
    Microalgas e cianobactérias, são organismos eucariontes e procariontes, respectivamente, fotossintetizantes e utilizam CO2 atmosférico, luminosidade e compostos inorgânicos para o seu crescimento. Além disso, produzem compostos nutricionais, bioativos e algumas espécies podem produzir toxinas (como algumas espécies de cianobactérias e dinoflagelados). O presente estudo teve como objetivo identificar e isolar espécies da comunidade fitoplanctônica de reservatórios localizados no semiárido Pernambucano e posteriormente, avaliar o potencial biotecnológico de microrganismos previamente isolados do banco de cepas do Laboratório de Produção de Alimento Vivo (LAPAVI) – UFRPE (Sede). Para a coleta desses organismos foi utilizada uma rede com malha de 20µm, sendo parte do material coletado fixado em formol à 4% e o restante submetido à cultura. Após a triagem de todo o material coletado foi efetuada a análise de correspondência canônica, para avaliar possíveis interações entre os parâmetros abióticos e as espécies encontradas. A avaliação de potencial biotecnológico ocorreu pelo teste de capacidade de biorremediação da Chlorella vulgaris em efluente de um sistema bioflocos (BFT). Foram registrados 21 táxons, sendo a maioria destes da classe Chlorophyceae. Dentre as espécies encontrados, destaca-se a presença de Ceratium furcoides, um dinoflagelado exótico que encontra-se em uma crescente expansão geográfica no Brasil. Na avaliação do potencial de biorremediação, a presença da Chlorella vulgaris promoveu redução nos níveis de compostos nitrogenados e fosfatados do efluente BFT de aproximadamente, 79,2% e 48%, respectivamente. Além da capacidade de remoção destes compostos, efluente BFT apresentou como meio potencial para o cultivo desta microalga.
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    Ocorrência de Ostreopsis cf. ovata (Dinophyceae, Gonyaulacales) no plâncton e sua relação com a variação interanual do fitoplâncton em uma baía tropical
    (2025-08-05) Vicente, Ingridy Naara Duarte; Melo Júnior, Mauro de; Oliveira, Marcella Guennes Tavares de; http://lattes.cnpq.br/6249445605463345; http://lattes.cnpq.br/6735233221650148; http://lattes.cnpq.br/2884960658558026
    Algumas espécies do gênero Ostreopsis podem produzir toxinas e formar florações de algas nocivas (FANs). No Brasil, Ostreopsis cf. ovata é registrado ocasionalmente no plâncton, mas sua ecologia e associação com outras espécies fitoplanctônicas são pouco conhecidas. Este trabalho teve como principal objetivo analisar a ocorrência do dinoflagelado bentônico Ostreopsis cf. ovata no plâncton e sua relação com a comunidade fitoplanctônica na Baía de Tamandaré (Pernambuco), além de avaliar sua variação interanual, sazonal e espacial, com ênfase em espécies potencialmente causadoras de florações de algas nocivas (FANs). A coleta dos dados bióticos foi realizada por meio de arrastos horizontais na camada sub-superficial, por 3 minutos, com rede de malha de 20 μm, e imediatamente conservadas em formaldeído a 4%. A amostragem ocorreu em três sistemas da Baía de Tamandaré (pluma estuarina, baía e recifes), durante os períodos chuvoso (março-agosto) e de estiagem (setembro-fevereiro), ao longo de um monitoramento de sete anos. Os dados abióticos de temperatura, pH e salinidade foram coletados utilizando uma sonda multiparâmetros Horiba modelo U-52, a precipitação pluviométrica foi obtida junto à Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC). Todas as análises estatísticas foram conduzidas no software R. O. cf. ovata ocorreu em todos os ecossistemas e em seis dos sete anos, com maior frequência no período de estiagem (>70%), possivelmente relacionada à ressuspensão de células bentônicas pela hidrodinâmica local. A comunidade fitoplanctônica apresentou alta diversidade e estabilidade interanual, representada principalmente por diatomáceas, dinoflagelados e cianobactérias, com destaque para Coscinodiscus sp. como espécie amplamente distribuída. Espécies potencialmente nocivas, como Pseudo-nitzschia pungens, Dinophysis caudata e Prorocentrum lima, coocorreram com O. cf. ovata, porém sem associação significativa. O modelo GLM indicou efeito negativo dos fatores ano e temperatura sobre a riqueza de táxons, sendo 2024 caracterizado por valores mais elevados de temperatura, salinidade e pH. Os resultados ressaltam a relevância do monitoramento de longo prazo como ferramenta essencial para compreender a dinâmica do fitoplâncton e mitigar impactos à economia, saúde e ambiente costeiro.
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    Uso de mídias e redes sociais para ensino e divulgação científica de organismos aquáticos fotossintetizantes
    (2025-02-19) Ferreira, Alexandre dos Santos; Moura, Ariadne do Nascimento; http://lattes.cnpq.br/5127314582444598; http://lattes.cnpq.br/9522565807507959
    Com o crescente aumento na utilização da internet, é indispensável à utilização de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs), incluindo as mídias sociais (redes sociais e jogos educativos digitais), como ferramentas para o ensino e popularização do conhecimento científico, sendo uma estratégia vantajosa e eficaz para engajar estudantes e promover uma aprendizagem mais significativa. O presente trabalho focou na utilização dessas ferramentas para o ensino e divulgação científica da importância dos organismos aquáticos fotossintetizantes como o fitoplâncton, perifíton e macrófitas aquáticas, que desempenham papéis fundamentais nos ecossistemas de água doce. Para isso, foram desenvolvidos materiais educacionais interativos, como histórias em quadrinhos, cards informativos e vídeos, por meio do programa Canva e Wondershare Filmora, que foram publicados em uma conta da rede social Instagram. Além destes, jogos educativos digitais foram criados, utilizando a plataforma Quizziz, para engajar alunos e facilitar a assimilação de conceitos mais complexos. A produção de todos os materiais foi realizada com base em revisão bibliográfica. Foram preparados materiais didáticos inovadores, que tornam o aprendizado mais atrativo, e também conteúdos que democratizam o acesso ao conhecimento científico. Foram criados um total de nove publicações em formato de histórias em quadrinhos, nove em forma de Cards informativos, três vídeos e sete jogos digitais. Preparamos os materiais para demonstrar que o uso de mídias sociais e tecnologias digitais é uma abordagem eficaz para a divulgação científica, uma vez que engaja o público geral e promove a construção do conhecimento de forma dinâmica e interativa, adequando-se às necessidades da nova geração.
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