Navegando por Assunto "Comunicação interpessoal em crianças"
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Item Vozes do imaginário: uma análise das interações comunicativas infantis e da mediação adulta na brincadeira simbólica(2026-06-16) Silva, Maria Clara Andrade da; Carvalho, Maria Jaqueline Paes; http://lattes.cnpq.br/9755289492514554; http://lattes.cnpq.br/7703657826171125A presente pesquisa situa-se no campo da Educação Infantil e discute a brincadeira simbólica como experiência fundamental para a construção de sentidos, relações e formas de comunicação entre crianças pequenas. Parte-se da compreensão de que o brincar não constitui apenas um momento livre da rotina, mas uma linguagem própria da infância e uma prática essencial ao desenvolvimento infantil. O objetivo geral foi compreender como a brincadeira simbólica se organiza no cotidiano de uma turma de Educação Infantil, analisando as interações comunicativas entre criança/criança e criança/adulto nesse processo. O estudo fundamenta-se em contribuições de Piaget (1976) e Vygotsky (1991) sobre o jogo simbólico, a função simbólica e o desenvolvimento infantil, bem como na Sociologia da Infância, especialmente a partir de Corsaro (2011), além de dialogar com autores que discutem o brincar, a cultura infantil e a mediação docente. Trata-se de uma pesquisa de campo, de abordagem qualitativa, realizada em uma turma do Grupo II de uma instituição municipal de Educação Infantil do Recife, com crianças de dois e três anos de idade. Utilizou-se a observação participante como principal estratégia metodológica, com registros em diário de campo e apoio de fotografias e vídeos, analisados por meio da análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que as brincadeiras simbólicas acontecem, muitas vezes, nas brechas da rotina, entre atividades dirigidas, momentos de espera e espaços menos controlados da instituição. Mesmo diante da mediação adulta limitada, as crianças construíam narrativas, ressignificavam objetos e espaços, negociavam papéis e incorporavam referências do mundo adulto às suas próprias culturas infantis. Conclui-se que a brincadeira simbólica precisa ser reconhecida como parte legítima do planejamento pedagógico, pois revela modos infantis de pensar, comunicar, criar e produzir cultura.
