Navegando por Assunto "Coco (Dança)"
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Item Cocos de roda em Igarassu: saberes, práticas e resistências presentes na cultura popular(2023-09-13) Silva, Natasha Hevelyn Oliveira da; Sousa, João Morais de; http://lattes.cnpq.br/9057718684364301; http://lattes.cnpq.br/1376953044534321Situada no campo dos estudos culturais, a partir de um recorte sociológico, essa pesquisa aborda a manifestação do coco de roda no município de Igarassu. Tangenciado os aspectos de identidade e memória, este trabalho tem como objetivo identificar quais as práticas e saberes dos fazedores e fazedoras do coco de roda em Igarassu que contribuem para a construção de identidades culturais que resistem à dominação da cultura de massas, da indústria cultural e as imposições do poder político local. No aporte teórico, a cultura é compreendida como um sistema de símbolos (Geertz, 1978) construído mediante o processo de socialização, ou seja, trata-se dos costumes, hábitos, códigos e crenças que são aprendidos pelos sujeitos a partir da sua inserção na sociedade (Laraia, 2020). Ainda para compreender a cultura é preciso compreendê-la como um processo social e material, de modo que as questões relativas à economia não estão separadas da cultura, compondo uma totalidade indissociável. Nessa ótica, a acepção da cultura está intimamente conectada aos conflitos sociais, às questões políticas e todo arcabouço das relações de poder presente nas sociedades (Canclini, 1983; Williams, 2011). E a cultura popular como referente às tradições, costumes, usos e memórias das classes populares (Bosi, 2000), onde também prepondera o conflito e se estabelece um limiar entre agência e estrutura, a estrutura de dominação produzida por uma identidade legitimadora e a agência produzida por uma identidade de resistência (Castells, 1999). Nesse sentido, compreendemos a cultura popular como tenaz e com capacidade para resistir e construir alternativas contra-hegemônicas (Gramsci, 1995; Thompson, 1998). No que tange a metodologia, utilizamos o método qualitativo, tendo como arcabouço teórico-metodológico o interacionismo simbólico. Para coleta de dados, foram utilizadas técnicas de observação direta, participante, e entrevistas semiestruturadas. Como técnica de análise, foi utilizada a análise de conteúdo. Os resultados da pesquisa apontaram que os grupos culturais do coco de roda sofrem com ampla desvalorização por parte do poder público, mas que vêm resistindo e contribuindo para a formação de identidades participativas, solidárias e contra-hegemônicas. Portanto, o impacto social dessa pesquisa está em desvelar essas realidade, promover visibilidade para temática e fortalecer a construção de outros trabalhos e políticas públicas que valorizem a cultura popular como parte do desenvolvimento de uma sociedade humana, integrada e diversa.Item Educação física e descolonização do currículo: Experiências a partir do Coco de Roda e da valorização de conhecimentos de matriz africana, índigena e afro-brasileiras(2025-08-12) Moraes, Izaura Farias de; Lira, Maria Helena Câmara; http://lattes.cnpq.br/1315487815493191; http://lattes.cnpq.br/8407956205192857Enquanto o folclore é a ciência do passado, o folguedo coco é a ciência dos homens no tempo. O folguedo coco, é considerado folguedo popular, mas não se enquadra diretamente nas danças dramáticas do folclore brasileiro, sendo o folguedo coco cruzado por outros folguedos, conhecido por samba de coco ou coco de roda , que tem uma rica herança cultural, e serve como uma ferramenta poderosa para uma visão emancipadora do currículo da Educação Física. Este trabalho visa debater o coco de roda por dentro da Educação Física do currículo cultural, colocando em destaque a necessidade de descolonização do currículo escolar, a valorização das histórias africana, indígena e afrobrasileira. Para isso, o problema de pesquisa que este estudo se propõe é lançado com a seguinte pergunta: Como tratar o Folguedo Coco de roda na escola através de uma Educação Física contracolonial? A pesquisa tem natureza qualitativa e teve como estratégia investigativa a Análise Descritiva Crítica e trata de um estudo de campo, realizado a partir das vivências do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), na Escola Estadual Senador Novaes Filho, no bairro da Várzea (Recife-PE),para turmas do Ensino Fundamental, anos finais, e Ensino Médio, no período de abril a maio. Os resultados obtidos demonstraram o aprofundamento de conceitos como ritmo, fluência, intensidade e nível, além da ocupação dos espaços; a problematização, reconstrução e ampliação de conhecimentos sobre o folguedo coco. Chegamos a conclusão de que a integração do conhecimento em sua dimensão prática e teórica por meio de oficina, onde o folguedo coco inserido no currículo escolar da Educação Física, permite uma compreensão mais profunda dos ritmos e movimentos, além da valorização das culturas afro-indígenas que formaram a sociedade brasileira e sua identidade.
