Navegando por Autor "Pereira, Maria Beathriz Barbosa"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
- Resultados por Página
- Opções de Ordenação
Item Economia feminista e agroecologia: o uso das cadernetas agroecológicas por mulheres camponesas do Sertão do Pajeú/PE(2025-07-31) Pereira, Maria Beathriz Barbosa; Jalil, Laeticia Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3792267648624578; http://lattes.cnpq.br/5228535784946422Este trabalho analisa os reflexos ambientais e econômicos da gestão agroecológica realizada por 12 mulheres agricultoras do Sertão do Pajeú, com base nos registros das Cadernetas Agroecológicas, ferramenta desenvolvida pelo grupo de mulheres que compõem o Grupo de Trabalho de Mulheres da ANA - Articulação Nacional de Agroecologia - em parceria com o CTA - Centro de Tecnologia Alternativa da Zona da Mata, para dar visibilidade ao trabalho das agricultoras agroecológicas. O objetivo foi compreender como a atuação dessas agricultoras articula práticas sustentáveis de produção de alimentos com a construção de autonomia econômica e política, a partir de uma perspectiva feminista. A metodologia adotada envolveu a sistematização e análise dos dados anotados nas cadernetas ao longo de sete meses, além da revisão de literatura sobre agroecologia, economia feminista e gestão territorial no semiárido. Os resultados revelaram a diversidade de espécies cultivadas, como hortaliças, frutíferas e ervas medicinais, adaptadas ao clima semiárido e manejadas de forma ecológica, contribuindo para a regeneração do solo, a conservação da biodiversidade e a segurança alimentar. Do ponto de vista econômico, os dados evidenciaram o papel central das mulheres na produção e circulação de alimentos, com destaque para o autoconsumo, a doação, a troca e a venda, além do beneficiamento de alimentos como estratégia de agregação de valor e geração de renda. As análises também mostraram como essas práticas estão profundamente ligadas a uma economia do cuidado, baseada na reciprocidade, na partilha e na autonomia. Conclui-se que a gestão agroecológica feminista no Sertão do Pajeú vai além da produção de alimentos: ela ressignifica o território, desafia as estruturas patriarcais e constrói alternativas sustentáveis de vida no campo, contribuindo para um modelo de desenvolvimento justo, solidário e enraizado nas realidades locais.
