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Navegando por Autor "Monteiro, João Victor Silvestre"

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    Propagação vegetativa de Schinus terebinthifolia Raddi: influência do ácido indolbutírico em estacas semi-lenhosas
    (2025-07-11) Monteiro, João Victor Silvestre; Gallo, Ricardo; Nonato, Erika Rayra Lima; http://lattes.cnpq.br/5799465167445392; http://lattes.cnpq.br/5160912065817980; http://lattes.cnpq.br/2248436570561832
    Schinus terebinthifolia Raddi (aroeira-vermelha) é uma espécie nativa que se destaca tanto pelo seu papel ecológico na recuperação de áreas degradadas quanto pelo potencial econômico, devido à utilização de seus frutos e do óleo essencial. No entanto, a exploração extrativista, muitas vezes feita de forma predatória, tem colocado em risco as populações naturais, sendo necessário o desenvolvimento de métodos de propagação mais sustentáveis para esta espécie. Neste contexto, a reprodução sexuada, apesar de ser uma alternativa, apresenta limitações, como baixa taxa de germinação e grande variabilidade genética. Por outro lado, a propagação vegetativa pela técnica de estaquia de plantas adultas também enfrenta desafios, especialmente devido ao processo de lignificação dos tecidos e à redução dos níveis de auxinas naturais. Nesse cenário, o uso do ácido indolbutírico (AIB) se mostra como uma estratégia promissora para estimular o enraizamento de estacas semi-lenhosas. No entanto, para que esse método seja realmente eficiente, é fundamental ajustar os protocolos, levando em conta tanto a sensibilidade da espécie às concentrações do regulador quanto às condições ambientais envolvidas no processo. Sendo assim, este estudo avaliou o efeito de diferentes concentrações de ácido indolbutírico (AIB: 0, 2.500 e 5.000 mg L⁻¹) na propagação vegetativa de estacas semi-lenhosas de S. terebinthifolia. Para isso, foram coletadas 234 estacas basais totais, vindas de 13 indivíduos adultos (18 estacas de cada), padronizadas (6 cm de comprimento, folíolos reduzidos) e tratadas com AIB antes do plantio em substrato comercial (Basaplant™ + vermiculita). As estacas foram cultivadas sequencialmente em três ambientes: casa de vegetação (30 dias; umidade >80%, 27°C), casa de sombra (30 dias; 50% de luminosidade) e pleno sol (30 dias), com avaliações de sobrevivência, enraizamento e biomassa seca. Na casa de vegetação, a concentração de 5.000 mg L⁻¹ promoveu maior enraizamento (7,26%), mas com alta variabilidade (DP ±8,60), enquanto a sobrevivência não diferiu significativamente entre tratamentos (20,09–22,65%). Na casa de sombra, houve queda na sobrevivência (6,41–8,12%), com leve aumento no enraizamento (8,12% para 5.000 mg L⁻¹). Em pleno sol, a sobrevivência diminuiu continuamente (5,13–6,84%), e a concentração de 2.500 mg L⁻¹ destacou-se na massa seca radicular (0,0042 g). Concluiu-se que a concentração de 2.500 mg L⁻¹ de AIB foi a mais equilibrada, enquanto a de 5.000 mg L⁻¹ foi ineficiente em condições adversas. As baixas taxas de enraizamento e sobrevivência sugerem limitações como lignificação excessiva, substrato inadequado e baixa tolerância das estacas à mudança de ambientes.
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