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Navegando por Autor "Lucena, Alexandre Emanuel Andrade de"

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    Trocas gasosas em coentro hidropônico cultivado com água salobra: perspectivas no semiárido pernambucano
    (2025-12-16) Lucena, Alexandre Emanuel Andrade de; Silva, Ênio Farias de França e; http://lattes.cnpq.br/1144266495720148; http://lattes.cnpq.br/1557504314408700
    A hidroponia destaca-se como alternativa para o uso racional de águas salobras no Semiárido, mitigando riscos de degradação do solo. Todavia, o estresse salino impõe limitações fisiológicas severas às culturas, como a redução da absorção de nutrientes e do metabolismo oxidativo. Nesse contexto, há uma carência de informações sobre como o manejo dinâmico da solução nutritiva pode atenuar tais efeitos. Assim, o estudo de diferentes vazões justifica-se por sua capacidade de otimizar a oxigenação e a disponibilidade iônica no sistema radicular, fatores críticos para a resiliência das plantas sob condições de salinidade. O presente estudo avaliou o efeito da salinidade e das vazões da solução nutritiva sobre o desempenho fisiológico do coentro (Coriandrum sativum L.) em sistema NFT (Técnica do Filme Nutriente). O experimento foi conduzido na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) em delineamento fatorial 4 x 4, com quatro níveis de condutividade elétrica: 1,7 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1 ; 3 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1 ; 4,5 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1 ; 6,0 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1) e quatro vazões (1,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1 ; 2,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1 ; 3,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1 ; 4,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1) , estados em três composições iônicas distintas: sódica (predominância de 𝑁𝑎+), cálcica (predominância de 𝐶𝑎2+) e mista (equilíbrio entre múltiplos íons como 𝑁𝑎+, 𝐶𝑎2+e 𝑀𝑔2+), visando simular o perfil real das águas subterrâneas da região semiárida do Estado de Pernambuco. As variáveis analisadas foram as trocas gasosas – Taxa de assimilação líquida de 𝐶𝑂2 (A), Condutância estomática (gs), Transpiração (E) e Concentração interna de CO2 (Ci) – medidas com IRGA aos 30 dias após a semeadura revelaram que o coentro tolera salinidade de até 3,0 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1. Acima desse limite, a salinidade reduziu a gs e a A. Notavelmente, vazões intermediárias ( 1,0 − 2,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1) otimizaram a assimilação de CO2, e a solução mista causou os maiores prejuízos fisiológicos, evidenciados pela maior redução na condutância estomática (gs). Tais resultados reforçam a importância de se considerar a natureza catiônica da água, e não apenas a condutividade elétrica, no manejo da cultura. Portanto o manejo eficiente da composição iônica e da dinâmica de circulação da solução é fundamental para a viabilidade do cultivo hidropônico do coentro com águas salobras no semiárido.
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