Navegando por Orientadores "Biondi, Caroline Miranda"
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Item Avaliação da contaminação por metais pesados em solos urbanos da Região Metropolitana do Recife: bioacessibilidade e correlação com NDVI(2024-03-07) Mello, Lucas José Souza de; Biondi, Caroline Miranda; Lins, Simone Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/7329862411748916; http://lattes.cnpq.br/8326756664758702; http://lattes.cnpq.br/8741487779369891A poluição urbana por metais pesados é um assunto de grande relevância socioambiental, devido aos potenciais efeitos deletérios a saúde humana e ecológica. O sensoriamento remoto, particularmente o uso do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), emerge como uma ferramenta promissora para avaliar a saúde da vegetação e possíveis impactos da contaminação do solo. Neste sentido, o presente trabalho buscou avaliar os teores totais e a bioacessibilidade dos metais pesados presentes em solos urbanos da Região Metropolitana do Recife e suas propriedades químicas, obter o NDVI das áreas amostradas e a sua correlação com os teores totais dos metais analisados. A pesquisa foi conduzida na Região Metropolitana do Recife (RMR), onde amostras de solo superficial foram coletadas em áreas urbanas distintas e seus pontos foram georreferenciados. As amostras foram analisadas quanto aos valores de pH, Carbono Orgânico, capacidade de troca de cátions do solo. Os teores totais de metais pesados foram estimados usando Fluorescência de Raios X por Energia Dispersiva (pXRF). Os teores dos metais foram comparados com Valores de Referência de Qualidade, além de que ensaios in vitro foram realizados para determinar a bioacessibilidade dos metais no solo. Para a estimativa do NDVI foram utilizadas imagens obtidas do satélite CBERS-4ª com resolução espacial de 8m e a partir dos pontos amostrados foram feitos buffers com 55, 110 e 220m de raio para demarcação da área a ser analisada. Os resultados revelaram altos teores de metais pesados nas áreas urbanas da RMR que são maiores que os VRQ para o estado de Pernambuco, porém os metais possuem uma baixa bioacessibilidade. Com relação ao tamanho da área analisada, não houve diferença significativa em relação aos valores obtidos. Além disso, observou-se uma correlação negativa entre a maioria dos teores de metais no solo e o NDVI, ou seja, à medida que o NDVI aumenta, os teores dos metais diminuem.Item Crescimento inicial de eucalipto em solo contaminado por Cd, Pb e Zn e tratado com lodo de esgoto e biochar(2022-05-26) Ximenes, Diogo Henrique de Sá Veloso; Biondi, Caroline Miranda; Silva, William Ramos da; http://lattes.cnpq.br/5033735462082389; http://lattes.cnpq.br/8326756664758702; http://lattes.cnpq.br/3116650479929930A disposição inadequada de escórias de siderurgia com elevados teores de metais pesados, como chumbo (Pb) e cádmio (Cd), na cidade de Santo Amaro, Bahia, ocasionou a poluição do ambiente e das pessoas que nela reside. Hoje a cidade é conhecida por conter a maior contaminação de Pb no mundo. O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos do lodo de esgoto e seu biochar em remediar os teores de Cd, Pb e Zn e o desenvolvimento inicial de mudas de eucalipto no solo contaminado do município de Santo Amaro. Estes estudos visam contribuir para a determinação de métodos de remediação e sugestão de atividades econômicas alternativas para estas áreas impactadas. Para isto, foi realizado experimento em casa de vegetação com a utilização de um híbrido de eucalipto e aplicação de três tratamentos ao solo: lodo de esgoto (40 t ha-1) e biochar (40 t ha-1) e mistura de 20 t ha-1 de lodo de esgoto + 20 t ha-1 de biochar, além do controle negativo (solo sem adição de lodo/biochar). Após o período de cultivo, foram avaliados os teores disponíveis e ambientalmente disponíveis de Cd, Pb e Zn no solo e teores totais nas plantas. A aplicação do biochar promoveu melhor desenvolvimento das mudas de eucalipto, apresentando melhores resultados na produção de matéria seca da parte aérea, altura e diâmetro. O biochar + lodo de esgoto reduziu consideravelmente (60%) a disponibilidade de Zn no solo, em comparação ao controle. O uso de biochar no solo foi eficiente na redução dos teores ambientalmente disponíveis dos metais pesados, imobilizando-os e deixando-os menos disponíveis para planta. As mudas de eucalipto foram mais eficientes em translocar Zn para parte aérea no tratamento lodo de esgoto, apresentando melhor índice, enquanto para o Cd e Pb as mudas foram mais eficientes em imobilizar os metais nas raízes, com destaque para o Pb, que apresentou maior valor. Os resultados mostraram que o biochar pode ser indicado como agente remediador no solo contaminado de Santo Amaro, uma vez que promoveu diminuição na mobilidade e disponibilidade de metais no solo. O lodo de esgoto pode ser indicado como aporte nutricional no cultivo das mudas e as mudas de eucalipto se apresentaram como potenciais plantas fitorremediadoras do solo contaminado.Item Disponibilidade ambiental e risco ecológico de metais pesados em solos de diferentes posições fisiográficas de manguezal(2022-10-07) Silva, Suellayne Correia Valério da; Biondi, Caroline Miranda; Araújo, Paula Renata Muniz; http://lattes.cnpq.br/1779598476646308; http://lattes.cnpq.br/8326756664758702; http://lattes.cnpq.br/1266535065976270Os solos de manguezal são considerados filtros geoquímicos pela grande capacidade de retenção de metais pesados. O nível de contaminação desses solos pode ser avaliado por meio da determinação dos teores ambientalmente disponíveis de metais pesados e avaliação de risco ecológico. Com isso, o trabalho teve como objetivo avaliar os teores de metais pesados com base na análise 3051A, comparando com teores de referência regional e internacional, bem como estimar o risco ecológico em áreas de posições fisiográficas distintas do manguezal Botafogo. Amostras de solo foram coletadas (0-40 cm) ao longo de dois transectos (T1 e T2) nas distâncias de 0, 60, 120 e 180 metros da margem do Rio Botafogo. Em campo, foi realizada a determinação do pH e Eh nas seções 0 a 5, 5 a 10, 10 a 20, 20 a 30 e 30 a 40 cm dos solos coletados. Em laboratório, as amostras foram preparadas para as análises granulométrica, de matéria orgânica (MOS) e de metais pesados. Os teores de metais foram determinados em ICP-OES após digestão ácida 3051A de amostras de solo. Foi adotada a estatística descritiva de todas as variáveis avaliadas. Os valores de pH das áreas avaliadas indicaram solos de levemente ácidos a neutros; enquanto os valores de Eh, ambientes subóxicos a anóxicos. Houve predomínio de solos argilosos e teores elevados de MOS no T1; solos arenosos predominaram no T2. De maneira geral, os teores médios de metais pesados no T1 foram superiores ao T2, além de ultrapassarem os backgrounds regionais. Apenas o Cr e o Cu apresentaram teores acima do Threshold Effect Level (TEL), indicando possíveis efeitos adversos à biota. A distribuição dos metais nos transectos variou em função dos teores de argila e MOS, conforme verificado nas correlações positivas e significativas entre metais e argila, e entre metais e MOS. Coeficientes de risco ecológico (Ei) foram mais elevados em T1 quando comparado à T2, mas todos os Ei foram abaixo de 40, indicando risco baixo. O Potencial Risco Ecológico (PRE), considerando o efeito do conjunto dos metais, foi abaixo de 150, evidenciando que a presença dos metais nos bosques de mangue não oferece riscos ecológicos elevados.Item Relatório final de atividades do Estágio Supervisionado Obrigatório: seleção de bactérias com potencial de utilização em processo de biorremediação de solos contaminados por mercúrio(2025) Oliveira, Jennifer Nicoli de Souza; Biondi, Caroline Miranda; http://lattes.cnpq.br/8326756664758702; http://lattes.cnpq.br/1940730909264239Os manguezais desempenham um papel crucial na ecologia, manutenção da qualidade da água, biodiversidade e estabilidade dos solos. No entanto, a contaminação por metais pesados, como o mercúrio (Hg), tem se mostrado um problema decorrente das atividades industriais. Atualmente tem se buscado formas de recuperar essas áreas contaminadas por Hg, sendo a biorremediação microbiana uma alternativa promissora para recuperação dessas áreas, pois utiliza de bactérias indígenas, resistentes ao Hg capazes de volatilizá-lo. Por isso, objetivou-se neste trabalho avaliar a eficiência de bactérias indígenas de solo contaminado por Hg no estuário do Rio Botafogo, para uso em processos de biorremediação. Foram coletadas amostras de solo do estuário do Rio Botafogo, em Pernambuco, divididas em P1 e P2, e isoladas bactérias dessas amostras. Foram realizados testes como o de Concentração inibitória mínima (CIM) para avaliar a capacidade das bactérias em resistir ao mercúrio. Os resultados indicaram que os solos do estuário estão contaminados por Hg em concentrações de 4,28 a 10,42 mg kg-1 e que há a presença de isolados dos gêneros Enterococcus, Bacillus e Pseudomonas, que possuem resistência de 50 a 100 mg L-1 de Hg, de acordo com o teste CIM. Essas bactérias apresentam potencial para serem utilizadas em processos de biorremediação. Além disso, o solo do manguezal do estuário do Rio Botafogo apresentou pH próximo à neutralidade e potencial redox indicando ambiente anóxico.Item Teores de cádmio e chumbo em solos sob manguezais de Pernambuco(2019-07) Ferreira, Djennyfer Karolaine de Melo; Biondi, Caroline Miranda; http://lattes.cnpq.br/8326756664758702; http://lattes.cnpq.br/9195964705467745Item Teores de mercúrio total e estimativa de risco à saúde humana em solos de manguezal contaminados por indústria de soda-cloro(2024-02-26) Silva Neto, José Carlos da; Biondi, Caroline Miranda; Araújo, Paula Renata Muniz; http://lattes.cnpq.br/1779598476646308; http://lattes.cnpq.br/8326756664758702; http://lattes.cnpq.br/5393117310370821O estuário do Rio Botafogo está situado entre as cidades de Goiana e Itapissuma, zona costeira de Pernambuco, e se destaca como o recurso hídrico mais relevante entre os rios litorâneos que margeiam a região, sendo responsável pelo principal reservatório de água utilizado para atender às necessidades de abastecimento da população local. Porém, a atividade de uma indústria de soda-cloro estabelecida nas proximidades do manguezal na década de 60 aportou efluentes contendo Hg no rio, apresentando potencial de contaminação em áreas de bosques de mangues, podendo interferir na saúde do ecossistema manguezal e da comunidade em contato com o manancial. Este trabalho teve como objetivo avaliar os teores totais de Hg, relacioná-los com a granulometria e os atributos químicos dos solos e estimar o risco à saúde humana em solos de dois transectos, localizados em diferentes posições fisiográficas do manguezal do Rio Botafogo. Para isso, foi realizada a coleta de 3 perfis de solo (0-40 cm) nas distâncias 0, 60, 120 e 180 metros da margem de cada transecto em períodos de maré baixa. Os perfis foram seccionados nas profundidades 0-5, 5-10, 10-20, 20-30 e 30-40 cm e as frações granulométricas, a matéria orgânica, o pH, Eh e Hg total foram determinados. Com base nos resultados de Hg nos solos, foi estimado o risco não-carcinogênico à saúde humana. Os valores de pH e Eh indicaram solos levemente ácidos a neutros e ambientes subóxicos a anóxicos, respectivamente, representando condições favoráveis à retenção do Hg. Os teores de argila predominaram nos solos do Transecto 1 (T1), enquanto a fração areia predominou no Transecto 2 (T2). Os valores de MOS variaram de 144 a 424 g kg-1, com teores mais elevados nos perfis do T1. Os teores médios de Hg variaram de 0,2 a 15,3 mg.kg-1 no T1 e de 0,0 a 7,4 mg.kg-1 no T2. Os teores de Hg no T1 foram mais elevados em comparação ao T2 devido, possivelmente, à posição do transecto na paisagem e ao maior acúmulo de argila e MO, corroborado pelas correlações positivas e significativas entre Hg e argila, e entre Hg e MOS. Ao comparar os valores de Hg encontrados com teores de referência internacionais, verificou-se valores máximos de Hg até 102 vezes superior ao valor de referência internacional TEL (Threshold Effect Level) e 15 vezes o PEL (Probable Effects Level). Cerca de 82% das amostras ultrapassaram o PEL, indicando que efeitos tóxicos à biota são prováveis. O risco à saúde para crianças foi superior ao de adultos por serem organismos mais sensíveis à toxicidade do metal. A principal rota de exposição foi a inalação de vapor de Hg. A contaminação dos solos do estuário do Rio Botafogo alcançou as áreas de bosques de mangue, evidenciando a ampla contaminação por Hg no local. As áreas mais contaminadas pelo metal oferecem riscos à comunidade ribeirinha.
