Navegando por Assunto "Água - Consumo"
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Item Consumo de água e comportamento ingestivo de caprinos e ovinos submetidos a dietas a base de silagens de mucilagem de sisal, aditivadas ou não(2019-01-16) Santana, Carolina Louise Nascimento de; Guim, Adriana; http://lattes.cnpq.br/5179137865818915; http://lattes.cnpq.br/3950204773665511Objetivou-se avaliar o comportamento ingestivo e o consumo de água de caprinos e ovinos alimentados com silagens de mucilagem de sisal (MUC), aditivada ou não. Foram empregados quatro caprinos e quatro ovinos, sem padrão de raça definida, machos, dotados de fistula permanente no rúmen. Os animais foram mantidos em baias individuais e distribuídos em delineamento experimental quadrado latino 4x4, em esquema de parcela subdividida de modo que o efeito da espécie animal foi alocado na parcela e dos tratamentos nas subparcelas. Para estudo de comportamento ingestivo, os animais foram observados a cada dez minutos durante 24h. A estimativa do consumo de água foi determinada por meio da diferença de peso dos baldes antes e após a ingestão, levando em consideração a quantidade evaporada. Não houve interação (P>0,05) entre os tratamentos e a espécie animal para nenhuma das variáveis estudadas. Todavia os ovinos apresentaram maior (P<0,05) consumo de matéria seca (MS) e de fibra em detergente neutro (FDN) em relação aos caprinos. Mesmo o consumo de matéria seca (CMS) ter apresentado diferença entre as espécies, o tempo de alimentação, de ruminação e de ócio não apresentaram diferenças. Todavia, quando se comparam as espécies caprina e ovina, verificou-se que a eficiência de alimentação e ruminação tanto de MS quanto de FDN foi maior para a espécie ovina. O maior consumo de FDN para os animais que receberam feno na dieta, independente da espécie, foi superior que aqueles que recebiam as silagens, sobremaneira para aquelas aditivadas (com milho ou trigo). Isso refletiu em menor (P<0,05) tempo de ruminação e maior (P<0,05) tempo em ócio para os animais submetidos às dietas contendo as silagens de MUC Considerando o efeito espécie animal, registrou-se que para os caprinos quanto maior os níveis de FDN na dieta maior foi o tempo gasto com a ruminação, mas com menor (P<0,05) eficiência de ruminação, comportamento inverso foi registrado para os ovinos. Houve interação (P<0,05) entre os efeitos dos tratamentos e da espécie animal para ingestão de água via alimento, via bebedouro e para o consumo total de água. Os ovinos alimentados com silagem de MUC aditivada com trigo registraram consumo total de água maior (P<0,05) que os caprinos. O uso de silagens de mucilagem de sisal, aditivadas ou não, melhora a eficiência de ruminação e conduz a maior consumo de água voluntária pelos animais.Item Desenvolvimento de um sistema automatizado para monitoramento do consumo hídrico em bezerras leiteiras(2025-12-12) Aguiar, Ana Carolina Silva Vaz Curado de; Almeida, Gledson Luiz Pontes de; http://lattes.cnpq.br/2328849810614673; http://lattes.cnpq.br/1445676612545541O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo, mas ainda depende de importações, registrando em 2023 um déficit superior a 1 bilhão de dólares. Nesse cenário, o Agreste Pernambucano destaca-se como um polo leiteiro em ascensão, impulsionado pelo avanço tecnológico e pelo aumento da produtividade nacional, que mais que triplicou nas últimas décadas, mesmo com menos vacas ordenhadas. A incorporação de tecnologias também fortalece a pecuária de precisão, permitindo o monitoramento individual das bezerras, sendo o controle do consumo de água essencial por melhorar a digestibilidade e o desenvolvimento inicial. Entretanto, a confiabilidade limitada dos sensores em condições reais evidencia a necessidade de sistemas mais robustos e calibrados para um monitoramento hídrico eficaz. Desta forma, objetivou-se desenvolver, calibrar e validar um sistema de monitoramento automatizado do consumo hídrico para bezerras leiteiras na fase de aleitamento. A pesquisa foi conduzida em duas etapas complementares: a fase laboratorial, realizada na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), destinada à calibração, validação e desenvolvimento do sistema; e a fase em campo, realizada no Bezerreiro Tropical da Fazenda Almeida, em Capoeiras - PE, onde o sistema foi instalado e avaliado em condições reais de operação. Foram selecionados quatro sensores de fluxo (YF-S201, YF-S401, YF-B1 e YF-B4) e calibrados em ambiente controlado por meio de um protótipo integrado a um microcontrolador ESP32, no qual foram registradas 60 leituras por sensor (30 contínuas e 30 intermitentes). O sensor com melhor desempenho foi instalado no bezerreiro e incorporado a um sistema IoT, responsável pela aquisição, processamento e transmissão Wi-Fi dos dados para um dashboard de monitoramento. A calibração em campo foi implementada no próprio firmware, permitindo o envio dos pulsos ao servidor e o retorno automático dos parâmetros ajustados. Após quatro meses de operação, a estabilidade do sensor foi reavaliada com a passagem de 1 L de água, no qual foram registradas 24 leituras (12 contínuas e 12 intermitentes) e todas as etapas, laboratoriais e de campo, foram analisadas por estatística descritiva e representadas por boxplots. Os quatro sensores analisados apresentaram média igual a 1 nos regimes contínuo e intermitente, indicando calibração centralizada. A análise estatística mostrou que o fluxo contínuo gera menor variabilidade. Considerando variabilidade, estabilidade da mediana, controle dos valores extremos e presença reduzida de outliers, o sensor YF-B4 foi o mais adequado ao monitoramento hídrico em condições reais. Em campo, o sistema IoT com ESP32 e ThingsBoard operou de forma contínua, registrando e transmitindo dados em tempo real. O modo de calibração em campo permitiu ajustes diretos, com passagem de 1 L e leitura imediata dos pulsos, garantindo precisão sem necessidade de laboratório. Após quatro meses, a primeira calibração apresentou grande variação, atribuída ao longo período sem manutenção, mas os valores se estabilizaram nos dias seguintes, evidenciando que calibrações periódicas são essenciais para manter a acurácia. Conclui-se que o YF-B4 apresentou o melhor desempenho geral, que o sistema automatizado foi eficiente para monitorar o consumo hídrico e que a calibração recorrente é indispensável para assegurar confiabilidade dos dados em ambientes reais de produção.
