Towards design justice and gender perspectives an inclusive audit of facial recognition systems

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2025-08-08

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Resumo

Este estudo apresenta uma análise qualitativa de ferramentas de reconhecimento facial comercialmente disponíveis que contam com Reconhecimento Automatizado de Gênero (RAG), especificamente Amazon Rekognition, Face++ e Vision AI do Google, para investigar seus vieses interseccionais inerentes e suas implicações éticas e sociais mais amplas. Embora a Inteligência Artificial ofereça eficiência, avaliar o viés da IA usando categorias demográficas isoladas ignora a discriminação interseccional, permitindo a persistência de desigualdades sistêmicas mais profundas, o que prejudica desproporcionalmente grupos marginalizados, como pessoas negras, transgêneras e não binárias. Para combater esses vieses, avaliamos as ferramentas em quatro dimensões críticas: responsabilidade legal e corporativa, considerações éticas, implicações sociais e Justiça, Equidade, Diversidade e Inclusão (JEDI). Nossas descobertas revelam um cenário misto. O Google demonstrou uma mudança proativa em direção à justiça algorítmica ao remover rótulos de gênero de seu Vision AI, reconhecendo a natureza problemática de se inferir o gênero a partir da aparência. Por outro lado, o Amazon Rekognition e o Face++ exibem uma falta preocupante de transparência em relação aos seus conjuntos de dados de treinamento e um desalinhamento com as melhores práticas para inclusão, particularmente no que diz respeito a visões de gênero não binárias e a real necessidade de identificação de gênero. Por fim, as descobertas reforçam que alcançar a justiça algorítmica exige ir além de uma simples inclusão para garantir a autonomia, a privacidade do usuário e uma mudança sistêmica. Depender apenas de resultados técnicos é insuficiente; a integração de frameworks como Design Justice e o IEEE Ethically Aligned Design ainda no processo de concepção é essencial. Além disso, as políticas públicas devem evoluir para evitar que a IA seja limitada por definições binárias. Estabelecer uma tecnologia ética e centrada no ser humano exige uma forte colaboração interdisciplinar para proteger populações vulneráveis e garantir que os algoritmos respeitem genuinamente a diversidade das comunidades que atendem.

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This study presents a qualitative audit of commercially available facial recognition tools featuring Automated Gender Recognition (AGR), specifically Amazon Rekognition, Face++, and Google’s Vision AI, to investigate their inherent intersectional biases and broader ethical and social implications. While Artificial Intelligence offers efficiency, evaluating AI bias using isolated demographic categories overlooks intersectional discrimination, allowing deeper systemic inequalities to persist, disproportionately harming marginalized groups such as Black, transgender, and non-binary individuals. To counteract these biases, we evaluate the tools across four critical dimensions: legal and corporate responsibility, ethical considerations, social implications, and Justice, Equity, Diversity, and Inclusion (JEDI). Our findings reveal a mixed landscape. Google demonstrated a proactive shift toward algorithmic justice by removing gender labels from its Vision AI, acknowledging the problematic nature of inferring gender from appearance. Conversely, Amazon Rekognition and Face++ exhibit a concerning lack of transparency regarding their training datasets and misalignment with inclusive best practices, particularly concerning non-binary gender views and the necessity of gender identification. Ultimately, the findings reinforce that achieving algorithmic justice requires moving beyond mere inclusion to ensure user autonomy, privacy, and systemic change. Relying solely on technical accuracy is insufficient; early integration of frameworks like Design Justice and IEEE Ethically Aligned Design is essential. Furthermore, policy must evolve to prevent AI from being constrained by binary legal definitions. Establishing ethical, human-centric technology demands strong interdisciplinary collaboration to protect vulnerable populations and ensure algorithms genuinely respect the diversity of the communities they serve.

Descrição

Palavras-chave

Inteligência artificial; Reconhecimento facial (Computação); Identidade de gênero; Discriminação algorítmica; Inclusão

Referência

SILVA, Aildson Nascimento Ferreira da. Towards design justice and gender perspectives an inclusive audit of facial recognition systems. 2025. 25 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciência da Computação) – Departamento de Computação, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2026.

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