Carvalho, Maria Jaqueline PaesSilva, Maria Clara Andrade da2026-08-102026-06-16SILVA, Maria Clara Andrade da. Vozes do imaginário: uma análise das interações comunicativas infantis e da mediação adulta na brincadeira simbólica. 2026. 42 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) - Departamento de Educação, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2026.https://arandu.ufrpe.br/handle/123456789/9035A presente pesquisa situa-se no campo da Educação Infantil e discute a brincadeira simbólica como experiência fundamental para a construção de sentidos, relações e formas de comunicação entre crianças pequenas. Parte-se da compreensão de que o brincar não constitui apenas um momento livre da rotina, mas uma linguagem própria da infância e uma prática essencial ao desenvolvimento infantil. O objetivo geral foi compreender como a brincadeira simbólica se organiza no cotidiano de uma turma de Educação Infantil, analisando as interações comunicativas entre criança/criança e criança/adulto nesse processo. O estudo fundamenta-se em contribuições de Piaget (1976) e Vygotsky (1991) sobre o jogo simbólico, a função simbólica e o desenvolvimento infantil, bem como na Sociologia da Infância, especialmente a partir de Corsaro (2011), além de dialogar com autores que discutem o brincar, a cultura infantil e a mediação docente. Trata-se de uma pesquisa de campo, de abordagem qualitativa, realizada em uma turma do Grupo II de uma instituição municipal de Educação Infantil do Recife, com crianças de dois e três anos de idade. Utilizou-se a observação participante como principal estratégia metodológica, com registros em diário de campo e apoio de fotografias e vídeos, analisados por meio da análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que as brincadeiras simbólicas acontecem, muitas vezes, nas brechas da rotina, entre atividades dirigidas, momentos de espera e espaços menos controlados da instituição. Mesmo diante da mediação adulta limitada, as crianças construíam narrativas, ressignificavam objetos e espaços, negociavam papéis e incorporavam referências do mundo adulto às suas próprias culturas infantis. Conclui-se que a brincadeira simbólica precisa ser reconhecida como parte legítima do planejamento pedagógico, pois revela modos infantis de pensar, comunicar, criar e produzir cultura.42 f.pt-BRopenAccesshttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/Educação infantilBrincadeirasJogos infantis simbólicosInteração social em criançasComunicação interpessoal em criançasMediação pedagógicaVozes do imaginário: uma análise das interações comunicativas infantis e da mediação adulta na brincadeira simbólicabachelorThesisAttribution-NoDerivatives 4.0 International