Oliveira, Paulo Guilherme Vasconcelos dePires, Éverton Luís2019-06-122019-06-122017-07PIRES, Éverton Luís. Rio Marié: rio de gigantes. 2017. 50 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia de Pesca) - Departamento de Pesca e Aquicultura, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2017.https://repository.ufrpe.br/handle/123456789/1197A ideia de trabalhar como guia de pesca surgiu de um antigo sentimento e vontade de realização profissional de trabalhar com o que realmente se gosta de fazer. Aliada à paixão pela pesca desde criança e a vontade de conhecer a Amazônia, este sonho foi possível através da realização do estágio supervisionado pela empresa Untamed Angling do Brasil, nas águas do Rio Marié. O Rio Marié é um afluente do Rio Negro e está localizado nas regiões fronteiriças com a Colômbia e Venezuela, a noroeste da Amazônia brasileira. Possui mais de 800 quilômetros navegáveis, com mais de 180 igarapés conhecidos, 60 lagos, e três afluentes principais, sendo toda esta área protegida, inserida em território indígena. O projeto Rio Marié nasceu através de um termo de referência proposto pelas autoridades competentes que convidava as empresas de turismo de pesca interessadas em apresentar propostas de trabalho para solucionar o problema de desordenamento pesqueiro ocorrido na região por empresas que desconsideravam as comunidades locais e estabeleciam contratos precários. Com este termo de referência, 14 comunidades locais foram beneficiadas, gerando um capital em torno de R$ 170 mil anuais apenas em salários, com mais de 1,2 mil pessoas beneficiadas e as diversas melhorias em infraestrutura feita nas comunidades. Hoje, o Rio Marié destaca-se como a primeira reserva de pesca esportiva legalmente exclusiva de toda a Amazônia, inserida em um território indígena. Esse avanço em prol da pesca esportiva brasileira tem servido de molde para outras operações de pesca que buscam a sustentabilidade das comunidades locais e qualidade de ponta que atenda até mesmo aos pescadores mais exigentes. Para manter o mérito constatado pelo Ibama de ser o Rio com os maiores tucunarés de todo o Rio Negro, monitoramentos devem ser feitos durante toda a temporada e os dados analisados pelos órgãos competentes para avaliar o esforço de pesca, capacidade do estoque e a continuidade da operação. Os guias de pesca que trabalham no Rio Marié estão passivos a um processo de aprendizagem mútua, aonde conhecimentos locais se misturam com conhecimentos globais, através do convívio com os guias indígenas e turistas do mundo todo. Todo o conhecimento técnico transmitido aos turistas pelos guias de pesca, devem ser aliados aos conhecimentos empíricos transmitidos pelos guias indígenas, garantindo assim o bom sucesso nas capturas. Durante a temporada de pesca, os guias de pesca profissionais são responsáveis em pilotar a embarcação de pesca, auxiliar o pescador amador na captura dos peixes e em sua devolução ao meio, na utilização das melhores iscas, na interpretação do meio ambiente em especifico ao meio aquático, bem como, em outras ações correlacionadas no exercício da pesca esportiva.50 f.poropenAccesshttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.pt_BRPescaria - AmazôniaTucunaré (Peixe) - PescaGestão ambientalRios - AmazôniaRio Marié: rio de gigantesbachelorThesisAtribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional (CC BY-NC-SA 4.0)https://n2t.net/ark:/57462/001300000fq3x