Simões Neto, José EuzébioMonjòlo, Márcio2023-11-092023-11-092021-12-07MONJÒLO, Márcio. Cientistas negras e negros e suas contribuições: a valorização da ciência na escola para além do eurocentrismo. 2021. 68 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Química) - Departamento de Química, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2021.https://repository.ufrpe.br/handle/123456789/5195Vivemos em sociedades que possuem como elemento estruturante o racismo, que determina a forma com a qual pessoas estão dispostas nas relações de poder, levando negros, negras, indígenas e seus descendentes a posições hierarquicamente inferiores. Essas relações não horizontais adentram os ambientes educacionais e fazem com que pessoas brancas sejam protagonistas de feitos históricos, de descobertas científicas e de modelo de intelectualidade a ser seguido. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi construir estratégias didáticas no Ensino de Ciências (com destaque para a Química) para reduzir, minimizar a invisibilização dos corpos negros na educação, assim como contribuir para o desenvolvimento de uma autoestima positiva em estudantes negras e negros e não negras e negros, a partir da efetivação e aplicação, na prática, da Lei 10.639/03 e da representatividade focada no protagonismo de cientistas negras e negros, apresentando suas imagens, origem, formação acadêmica e pesquisas desenvolvidas. A descoberta e a familiarização destas e destes alunos e alunas com esses e essas cientistas negras e negros é de fundamental importância para que possamos reduzir ou extinguir a invisibilidade do protagonismo negro e a pseudoneutralidade das Ciências e para incentivar esse público a galgar espaços acadêmicos, tendo como referências esses e essas cientistas e outras personalidades negras, partindo de uma perspectiva decolonial. A metodologia que apresentamos nesse trabalho é de natureza qualitativa e consiste na aplicação de uma intervenção didático-pedagógica onde foram confeccionados dois livretos em que os e as estudantes escolheram 12 cientistas negros e negras, de acordo com a relevância para sua comunidade e para as pessoas mais necessitadas, para cada livreto, dentre os 34 apresentados com suas respectivas biografias. Trabalhou-se com Questões Norteadoras e questionários abertos para o desenvolvimento das atividades e coleta de dados. Os resultados obtidos indicaram que os estudantes possuíam pouco conhecimento prévio a respeito do tema proposto e desconheciam, até então, os trabalhos e pesquisas destes e destas cientistas negros e negras, bem como, permaneciam imersos no ensino baseado no modelo eurocêntrico que infantiliza e desumaniza o povo negro, além de oferecerem uma certa resistência em perceber que a Ciência não é feita apenas pelo padrão eurocentrado, onde a figura masculina, branca e europeia protagoniza todas as ações. As reflexões possibilitadas pela aplicação da intervenção didático-pedagógica sugerem a continuidade de sua aplicação em outras turmas da escola-campo de pesquisa, bem como em outras escolas da rede pública de ensino, visando à ampliação do alcance dessa metodologia e um aprimoramento da proposta.68 f.poropenAccesshttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt_BREnsino de ciênciasEnsino de químicaCientistas negrosDecolonialidadeCientistas negras e negros e suas contribuições: a valorização da ciência na escola para além do eurocentrismobachelorThesisAtribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)https://n2t.net/ark:/57462/001300000fdgg