Reaproveitamento da baronesa (Eichhornia crassipes) como substrato para produção de mudas de ipê rosa e ipê roxo no Sertão do Pajeú
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2026-02-13
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Resumo
A utilização de resíduos orgânicos na agricultura tem se destacado comoalternativa sustentável para a produção de mudas florestais, especialmente emsistemas agroecológicos. Entre esses resíduos, a baronesa (Eichhorniacrassipes), macrófita aquática frequentemente associada a impactos ambientais,apresenta potencial de reaproveitamento como componente de substratos. Esteestudo teve como objetivo avaliar o desempenho inicial morfológico, biométricoe o acúmulo de biomassa de mudas de ipê-rosa (Handroanthus heptaphyllus) eipê-roxo (Handroanthus impetiginosus) cultivadas em substratos com diferentesproporções de baronesa. O experimento foi conduzido em delineamentointeiramente casualizado, com cinco tratamentos (0, 20, 40, 60 e 80% debaronesa). Foram avaliadas variáveis de emergência, crescimento da parteaérea, desenvolvimento radicular, estado morfológico e produção de biomassafresca e seca. Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste deTukey (5%). Os resultados indicaram influência da proporção de baronesa nodesenvolvimento das mudas, com melhor desempenho nas proporçõesintermediárias. De modo geral, os tratamentos com 40% e 60% apresentarammaior eficiência para a maioria das variáveis em ambas as espécies. A ausênciaou o excesso do resíduo comprometeram o crescimento vegetativo e radicular.Comparativamente, o ipê-roxo mostrou maior sensibilidade às variações dosubstrato, enquanto o ipê-rosa apresentou comportamento mais estável.Conclui-se que a baronesa, em proporções intermediárias, constitui alternativaagronomicamente viável e ambientalmente sustentável para substratos demudas de ipê. Seu reaproveitamento contribui para a economia circular eapresenta potencial de aplicação em sistemas agroecológicos, especialmente naagricultura familiar e em ações de restauração ecológica no semiárido.
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The use of organic waste in agriculture has emerged as a sustainable alternativefor forest seedling production, particularly within agroecological systems. Amongthese residues, the water hyacinth (Eichhornia crassipes), an aquatic macrophyteoften associated with environmental impacts, shows potential for reuse as asubstrate component. This study aimed to evaluate the initial morphological andbiometric performance, as well as biomass accumulation, of pink trumpet tree(Handroanthus heptaphyllus) and purple trumpet tree (Handroanthusimpetiginosus) seedlings grown in substrates with different proportions of waterhyacinth. The experiment was conducted in a completely randomized design withfive treatments (0, 20, 40, 60, and 80% water hyacinth). The variables evaluatedincluded emergence, shoot growth, root development, morphological status, andfresh and dry biomass production. Data were subjected to analysis of varianceand the Tukey test (5%). The results indicated that the proportion of waterhyacinth influenced seedling development, with the best performance observedin intermediate proportions. In general, treatments with 40% and 60% showedhigher efficiency for most variables in both species. The absence or excess of theresidue compromised vegetative and root growth. Comparatively, the purpletrumpet tree showed greater sensitivity to substrate variations, while the pinktrumpet tree presented more stable behavior. It is concluded that water hyacinth,in intermediate proportions, constitutes an agronomically viable andenvironmentally sustainable alternative for trumpet tree seedling substrates. Itsreuse contributes to the circular economy and shows potential for application inagroecological systems, especially in family farming and ecological restorationactions in the semi-arid region.
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SILVA, Eric Martins Alves. Reaproveitamento da baronesa (Eichhornia crassipes) como substrato para produção de mudas de ipê rosa e ipê roxo no Sertão do Pajeú. 2026. 53 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Agronomia) – Unidade Acadêmica de Serra Talhada, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Serra Talhada, 2026.
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