Nascer é separar-se: dor e individuação em Lilith de Maria Teresa Horta
Data
2026-07-07
Lattes da Autoria
Orientação Docente
Lattes da Orientação Docente
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
Este estudo propõe uma análise do conto “Lilith”, presente na obra Meninas (2014), de Maria Teresa Horta, com o objetivo de investigar a representação do processo de individuação da mulher a partir das noções de nascimento, ruptura e separação. A análise busca evidenciar como a narrativa constrói a constituição do sujeito a partir da dor, da perda e da ruptura de uma unidade primordial. O trabalho fundamenta-se na psicologia analítica de Carl Gustav Jung, mobilizando conceitos como individuação, sombra, Eros e Logos, compreendidos como forças psíquicas relacionadas à união e à separação. Mobiliza-se, ainda, a noção de participação mística, tomada por Jung de Lévy-Bruhl, para descrever o estado de indiferenciação originária entre sujeito e objeto, e o motivo da dupla mãe, para articular a oposição arquetípica entre Lilith e Eva. Além disso, dialoga com Marie-Louise von Franz e Valéria Fabrizi Pires, a fim de aprofundar a compreensão dos processos simbólicos e arquetípicos presentes na narrativa, especialmente no que se refere à figura de Lilith como representação do feminino reprimido. Dessa forma, busca-se demonstrar que, em “Lilith”, o nascimento configura-se como um evento simbólico de desintegração e reconstrução do sujeito, revelando a complexidade dos processos psíquicos que atravessam a constituição da identidade feminina.
Resumo em outro idioma
Este estudio analiza el cuento “Lilith”, de la obra Meninas (2014), de Maria Teresa Horta, con el objetivo de investigar la representación del proceso de individuación femenina a partir de las nociones de nacimiento, ruptura y separación. El trabajo se fundamenta en la psicología analítica de Carl Gustav Jung, y moviliza los conceptos de individuación, sombra, Eros y Logos. Recurre además a la noción de participación mística, tomada por Jung de Lévy-Bruhl, y al motivo de la doble madre, para articular la oposición arquetípica entre Lilith y Eva. Dialoga con Marie-Louise von Franz y Valéria Fabrizi Pires para profundizar la comprensión de los procesos simbólicos presentes en la narrativa, en especial en lo relativo a la figura de Lilith como representación de lo femenino reprimido. Se busca demostrar que, en “Lilith”, el nacimiento se configura como un acontecimiento simbólico de desintegración y reconstrucción del sujeto.
Descrição
Referência
MONTE, Iara Loren Pereira Campina do. Nascer é separar-se: dor e individuação em Lilith de Maria Teresa Horta. 2026. 23 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras) - Departamento de Letras, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2025.
Identificador dARK
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como openAccess

